terça-feira, 22 de abril de 2008

Ruminando

Mateus 6.25-34

Portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã trará as suas próprias preocupações. Basta a cada dia o seu próprio mal. (Mt 6.34)

Alguns animais têm em sua alimentação a prática de ruminar. A vaca, quando pasta no campo, escolhe as plantas que mais lhe apetecem, as engole, depois regurgita a comida parcialmente digerida e torna a mastigá-la. No caso dos animais isso é algo positivo, pois é uma forma de extrair o máximo dos alimentos.
Uma prática parecida, mas não muito saudável, temos nós, humanos, quando ruminamos alguns problemas do passado. Principalmente quando insistimos em lembrar o que alguém fez contra nós. Vomitamos toda história passada com detalhes e mastigamos novamente, depois engolimos lentamente extraindo o máximo da nossa ira. Fazer isso, além de nos causar mal, demonstra que ainda não sabemos perdoar a quem nos ofende. Pode não ser possível esquecer algum fato desagradável ocorrido, mas mesmo assim devemos perdoar quem nos ofendeu e não ficar relembrando o que aconteceu. Perdoar é um compromisso de quem quer ser perdoado. Se vamos nos queixar de alguém, deveríamos começar a queixa pelos nossos próprios erros.
Muita coisa que nos deixa tristes e preocupados é causada por estarmos constantemente ruminando os problemas. Sofremos pelo que há muito tempo deveríamos ter esquecido, como aquela namorada que nos abandonou ou um emprego que não deu certo. Sofremos por erros que cometemos no passado.
É necessário viver a cada dia digerindo os problemas e alegrias do presente. Como diz a Bíblia, já basta ao dia o seu próprio mal. É insuportável acumular problemas e se preocupar com eles. Quando ficamos ruminando o que já passou, estragamos o sabor do que estamos experimentando no presente.
Quando algo estiver incomodando a nossa mente, devemos pedir a Deus em oração que nos livre. É importante lembrar que Deus conhece as nossas necessidades. As preocupações não resolverão nada, só irão atrapalhar.

Ruminar, só os bons pensamentos.