quinta-feira, 4 de junho de 2009

Amargura

Hebreus 12.15-17

O SENHOR viu a amargura com que todos em Israel, tanto escravos quanto livres, estavam sofrendo; não havia ninguém para socorrê-los (2 Rs 14.26).

Uma planta recebe alimento pela raiz que cresce debaixo da terra e vai se fixando ao solo. A sua saúde depende da sua raiz. A vida de uma pessoa também pode ser abalada se a raiz de amargura começa a fixar-se em seu coração. A amargura pode despercebidamente crescer dentro de nós. Ela é um sentimento caracterizado principalmente por recusar de forma cega e doentia a reconciliação. A amargura pode ser alimentada por constantes discussões e pensamentos maus a respeito de uma pessoa. Quando falamos mal de alguém contaminamos outras pessoas com o mesmo sentimento de desacordo.
Nosso texto fala que Esaú sofreu muito por ter vendido o direito de primogenitura ao seu irmão Jacó. Ao ouvir as palavras de seu pai abençoando seu irmão deu um forte grito e, cheio de amargura, implorou para também ser abençoado. A família é o local preferido da amargura. Por isso devemos intensificar nosso combate a ela em nosso lar. A Bíblia orienta os maridos a não tratarem sua mulher com amargura. Diz que os filhos tolos podem trazer grande tristeza e amargura para o seu lar. Que os pais não devem tratar seus filhos com provocações, irritando-os, para que eles não fiquem desanimados e amargurados. Também afirma que morar com uma mulher rixosa é motivo de insatisfação e amargura para o marido.
A libertação da amargura é através do perdão. É preciso perdoar quem nos ofendeu como Cristo nos perdoou. É preciso buscar reconciliação e esquecer o que já passou. Livrar-se da amargura, sendo bondoso e compassivo com as pessoas.
Quando estamos amargurados parece que é impossível recobrar a alegria e a paz. Nos sentimos sozinhos, mas devemos lembrar que o Senhor sabe o que estamos sentindo e nos socorre, quando na amargura, buscamos a sua ajuda, colocando diante dele as nossas queixas, fixando a raiz de nosso coração em Deus.

Amargura e indignação devem dar lugar à bondade e a compaixão.