quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Dia dos Pais

Para o dia dos pais, três pequenos textos interessantes:
1- Carta de um Filho - por Silvia Schmidt.
2- Eu tenho um pai - por Sione  Rocha.
3- Pai, um homem que faz diferença - por Hernandes Dias Lopes



Carta de um filho 

Pai, eu sei que você gostaria que houvesse um jeito de fazer-me enxergar a vida através dos seus olhos bem mais experientes, poupando-me de tropeçar pelo caminho. 
Eu sei que você gostaria de ter as costas mais largas para carregar também os meus fardos, para aliviar-me de pesos. 
Pai, eu sei que às vezes o mundo é cruel e que viver nele pode ser uma árdua tarefa, mas sei também que você gostaria de construir um mundo onde só houvesse o melhor para mim e onde o tempo não fosse tão curto para aprendermos a Vida, onde não houvesse pessoas capazes de ferir-me, onde eu pudesse apenas brincar de viver.
Eu sei que você gostaria de dar-me esse presente.

Pai, eu sei da tristeza que você sente por não poder impedir que eu sofra, que eu fique doente, que abusem de mim, que os perigos me rondem e que a fé se desfaça em meu coração.

Sei das cicatrizes que você carrega, provocadas por ferimentos que já me atingiram no passado.
Sei das suas angústias e sobressaltos quando algo ameaça o meu tempo presente.
Sei das suas vontades e ansiedades voltadas para o meu futuro.

Ah, Pai, que maravilhoso futuro você gostaria que eu vivesse!
Eu sei disso, Pai.

E por saber tanto, eu lhe peço, ouça-me:
Se dores eu sofri, maiores elas teriam sido sem a sua presença.
Se em pedras muitas vezes eu tropeço e caio, lembro-me que foi você quem ensinou-me a levantar.
Se olho para o futuro e sinto medo, ele se vai assim que eu recorro à fé que você plantou em mim.

Agradeço a Deus por ter escolhido você para orientar os meus passos.

Foi com você que aprendi que quando a jornada torna-se difícil Ele nos toma nos braços.

Obrigado, Pai!

Silvia Schmidt



Eu tenho um pai

“ E eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Todo Poderoso”.  2 Co. 6,18

Sim! Eu tenho um pai. Um pai de verdade, um pai que é um  Paizão!
Não um protótipo, não uma sombra, um sonho, uma miragem, mas ele é bem real.
Antes que eu chegasse a este mundo, ele já cuidava de mim. Deu-me vida, um corpo perfeito, casa, família, sonhos e ideais. Apesar de tudo isto, eu ainda não o conhecia bem. Por vezes, pensei nele, como um pai distante, alheio às necessidades de seus filhos.

Certo dia, ele me chamou para uma conversa mais íntima, pessoal e amiga.
Eu e meu pai, frente à frente!  Que emoção! Seu olhar cheio de ternura, penetrou no mais íntimo do meu ser. E eu passei a amá-lo, respeita-lo e adorá-lo. Ele me disse tudo quanto havia feito por mim, estava fazendo e ainda continuaria fazendo. Ele me amava com amor supremo, inigualável, incomparável! E eu, seu filho, pude entender o quanto o entristecia, andando por caminhos errados e desprezando os seus conselhos paternais.
Sim, eu tenho um pai! Um pai que se preocupa comigo, que ouve os meus pedidos e me atende na hora certa, mesmo que seja longa a espera.
Ele não está sujeito à limitações, fraquezas humanas, tentações e quedas.
Não me decepciona nunca e sei que com ele eu posso contar. Meus segredos, ele os conhece todos. Meus desejos, por menores que sejam são conhecidos do meu pai. Seu cuidado é tanto que ainda me deixou como herança o seu Espírito e os anjos celestiais.

Que mais posso eu querer ?
Neste “Dia dos Pais”o que desejo é que todos os pais possam imitar o nosso Deus, e que todos os filhos se sintam envolvidos, entrelaçados, num grande abraço, num abraço terno, salvador e afetuoso, do nosso  Paizão, do nosso Papai do Céu.  Amém !

Sione  Rocha


Pai, um homem que faz diferença 

Nossa sociedade está precisando de modelos. Falta referenciais positivos para a presente geração. A paternidade é uma missão nobilíssima que requer preparo, dedicação e abnegação. A paternidade responsável é uma das maiores carências dos nossos dias. Sem ela a família fica acéfala ou enfrenta gigantescas dificuldades para superar o hiato deixado pela sua ausência.
Hoje quero trazer o exemplo de um pai que pode servir-nos de modelo: Esse homem é Jó. Vejamos o que a Bíblia nos ensina a seu respeito como pai:
1. Jó tinha uma vida íntegra - Esse é o conceito que Deus tem a seu respeito: “... homem íntegro e reto, temente a Deus, e que se desvia do mal.” (Jó 1.8). Na verdade, não havia ninguém na terra semelhante a ele. Sua vida era ilibada. Seu caráter era irrepreensível. Ele era modelo para os seus filhos. Seu ensino era respaldado pelo seu exemplo. Ele vivia o que ensinava. Ele educava os seus filhos não apenas pelo que falava, mas sobretudo pelo que demonstrava com sua vida.
2. Jó cultivou a amizade entre os seus filhos - Os filhos de Jó eram amigos uns dos outros (Jó 1.4). Isso só é possível quando os pais instilam esses princípios no coração dos filhos. Jó certamente não vivia comparando um filho com outro, despertando neles ciúmes e inveja. Jó investiu na unidade da família. Ele se esforçou para que seus filhos vivessem em constante harmonia. Os filhos de Jó eram pessoas que aprenderam a celebrar a vida com alegria e em comunhão uns com os outros.
3. Jó velava constantemente pela vida espiritual de seus filhos - Jó 1.5 diz: “Decorrido o turno de dias de seus banquetes, chamava Jó a seus filhos e os santificava...”. O ensino e o zelo pela formação espiritual de seus filhos não foi um esforço despendido apenas na infância. Jó continua confrontando, educando, santificando, exortando e abençoando seus filhos mesmo depois de adultos. Ele não abre mão da sua responsabilidade de pai que quer inculcar no coração de seus filhos os valores do céu. Por isso, chama seus filhos e os santifica.
4. Jó era intercessor dos seus filhos - Jó não abria mão de orar pelos seus filhos de madrugada. Ele era um homem de negócios. Era rico. Tinha muitos compromissos. Tinha uma agenda congestionada. Mas a sua prioridade era levantar de madrugada para interceder pelos seus filhos. Era sacerdote do seu lar. “...levantava-se de madrugada, e oferecia holocaustos segundo o número de todos eles, pois dizia: Talvez tenham pecado os meus filhos, e blasfemado contra Deus em seu coração...” (Jó 1.5).
5. Jó era perseverante na oração pelos seus filhos - O texto de Jó 1.5 prossegue e diz: “...assim o fazia Jó continuamente.” Muitos pais oram durante algum tempo, mas logo desistem de interceder com fervor e persistentemente pelos seus filhos. A presente geração precisa desesperadamente de pais perseverantes na oração, de pais intercessores. Temos muitos pais que não sabem o que é levantar de madrugada para orar pelos seus filhos. Temos muitos filhos que não vêem seus pais de joelhos, clamando aos céus pelas suas vidas. Oh, que Deus desperte uma geração de pais que possam ser modelos para seus filhos, como o foi Jó.


Rev. Hernandes Dias Lopes