segunda-feira, 2 de abril de 2012

Áudio MP3 dia 01/04/2012



Série: Prática dos bons relacionamentos
Tema: Unidade Cristã

Texto: Efésios 4.1-12
Pregador: Hebert dos Santos Gonçalves





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Veja abaixo mais informações e o esboço usado




Estudo adaptado do livro de John Stott – O sermão do monte                   

UNIDADE CRISTA
EF.4:1-12          

1 Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados,     
2 com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor,     
3 esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz;     
4 há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação;     
5 há um só Senhor, uma só fé, um só batismo;     
6 um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos.     
7 E a graça foi concedida a cada um de nós segundo a proporção do dom de Cristo.     
8 Por isso, diz: Quando ele subiu às alturas, levou cativo o cativeiro e concedeu dons aos homens.     
9 Ora, que quer dizer subiu, senão que também havia descido até às regiões inferiores da terra?     
10 Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para encher todas as coisas.     
11 E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres,     
12 com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo

Ilustração  -  escrito na Rocha e na areia.

Escrever na Areia

Certa feita, dois amigos, Mussa e Nagib, viajavam pelas estradas que recortam as tristes e sombrias montanhas da Pérsia. Eram nobres e ricos e andavam acompanhados por seus servos e ajudantes. Certa manhã, chegaram as margens de um grande rio barrento e impetuoso. Para que continuassem o caminho, era preciso transpor a corrente ameaçadora. Porém, ao saltar de uma pedra, Mussa foi infeliz e caiu no torvelinho espumante das águas em revolta. Teria ali perecido, arrastado para o abismo, se não fosse Nagib. Este, sem a menor hesitação, atirou-se à correnteza, livrando da morte seu companheiro de jornada.
Mussa, já sob uma coberta quente e confortável, ordenou que o mais hábil de seus servos gravasse na face lisa de uma pedra, que ali se erguia, esta legenda admirável. O servo gravou: "VIAJANTE, NESTE LUGAR COM RISCO DA PRÓPRIA VIDA, NAGIB SALVOU HEROICAMENTE SEU AMIGO MUSSA".
Feito isso, prosseguiram com suas caravanas pelos caminhos do Oriente.
Cinco meses depois, durante a viajem de regresso, encontravam-se os dois amigos naquele mesmo lugar perigoso e trágico.
E, como estavam fatigados resolveram repousar à sombra acolhedora da pedra que ostentava a honrosa inscrição feita por Mussa.
Já acomodados na areia clara, começaram a conversar, e, eis que por motivo fútil, surgiu de repente grave desavença entre os dois companheiros.
Discordaram. Discutiram. E então Nagib exaltado em um ímpeto de grande cólera esbofeteou brutalmente o amigo.
Mussa, sem dizer palavra alguma, não revidou a ofensa. Ergueu-se e tomando tranquilo o seu bastão andou até a margem do grande rio. Ali escreveu na areia, ao pé do negro rochedo: "VIAJANTE, NESTE LUGAR POR MOTIVO FÚTIL, NAGIB INJURIOU GRAVEMENTE SEU AMIGO MUSSA".
Surpreendido com o estranho ato, um dos ajudantes de Mussa observou respeitosamente:
— Senhor, da primeira vez, para exaltar a coragem de Nagib, mandaste gravar na pedra o feito heroico. E agora que ele acaba de ofendê-lo tão gravemente, o senhor limita-se a escrever na areia incerta o ato de covardia.
Mussa fitou o humilde servo e esclareceu:
— acrescentou mais: — A primeira legenda ficará para sempre. Todos os que transitarem por este sítio, dela terão notícia. Esta outra porém, riscada na areia, antes do cair da tarde terá desaparecido!

Meu amigo, ai está a grande verdade. Aprenda a gravar na pedra os favores que você recebe, os benefícios que lhe fazem, as palavras de carinho, simpatia e outras tantas que ouvir. Porém aprenda a escrever na areia as injurias as ingratidões, as ironias que lhe ferirem a vida. Só dessa maneira serás feliz.

"Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós;" Mateus 6.14

Efésios 4 é uma das passagens mais importantes que trata sobre a união cristã

“andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados”  
A vida digna de um cristão é demostrada pelo relacionamento                                       

1- A unidade crista depende da caridade da nossa conduta [v.2]

“2 com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor,”     

É a unidade que vem do caráter pessoal,

Unidade cristã tem como alicerce a vida moral.

Quem nós somos, nosso caráter vai determinar como serão nossos relacionamentos.

O texto nos apresenta cinco qualidades: Humildade, mansidão, longanimidade, tolerância mutua e amor.

Humildade - o reconhecimento da dignidade e do valor de outras  pessoas; o maior segredo individual da concórdia.             

Esvasiar-se de si mesmo e tornar-se um servo.

Humildade é essencial à unidade – O orgulho está por trás da discórdia,

Repare, as pessoas que temos facilidade de conviver são as que nos tratam com respeito

Mansidão - É a suavidade dos fortes, ausência  da  disposição para asseverar direitos pessoais.                     

Qualidade da moderação

Par natural da humildade –

O manso pensa menos em reivindicações em méritos pessoais.
Jesus se descreveu sendo manso e humildade de coração

Longanimidade – Aguentar com  paciência  pessoas  provocantes.

Tolerância mutua - Suportar - Mutua tolerância sem a qual nenhum grupo de seres humanos pode conviver em paz.                                              

Amor - A soma de todas as virtudes.

Procurar de modo construtivo o bem estar dos outros e o bem da comunidade

A unidade crista depende da caridade da nossa conduta [v.2]

“2 com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor,”     

É a unidade que vem do caráter pessoal

Unidade cristã tem como alicerce a vida moral.

Nosso relacionamento com Deus se reflete em nosso relacionamento como nosso próximo.


2- A unidade crista surge da unidade do nosso Deus. [v.3-6]   
       
3 esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz;
4 há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação;     
5 há um só Senhor, uma só fé, um só batismo;     
6 um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos.     

Há um só Deus, Ele tem  uma  só Igreja.

Multiplicar a Igreja e tão  absurdo  como  multiplicar Deus.

Impressiona o numero de vezes que a palavra um aparece neste pequeno trecho – 7 vezes

Deus é pai que tem uma única família
Deus é Senhor – no qual todos os seus filhos tem a mesma Fé, esperança e Batismo.
Um único Espírito que habita na igreja o corpo de cristo – único corpo

“o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos.”      4.11

Lutando juntos pela fé evangélica

Fli 1-27 - Vivei, acima de tudo, por modo digno do evangelho de Cristo, para que, ou indo ver-vos ou estando ausente, ouça, no tocante a vós outros, que estais firmes em um só espírito, como uma só alma, Lutando juntos pela fé evangélica

Somos unidos por uma missão

O que nos separa não pode destruir o que nos une

O que nos une é muito maior do que o nos separa

Não se pode jogar o bebê pela janela juntamente com a agua suja da banheira
Deixar de fazer a obra de Deus por causa do bolo do aniversário da igreja...
Devemos nos esforçar para manter esta unidade

3 esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz;     
Depende de cada um de nós lutar por esta unidade

A unidade crista surge da unidade do nosso Deus. [v.3-6]   

Muita gente se une em torno de um interesse comum - esporte, bebidas, música, tecnologia. 
A importância de algo é que cria o relacionamento  
Nada é mais importante do que Deus 

3- A unidade crista e enriquecida pela diversidade  dos  dons.  [7-12]    

 7 E a graça foi concedida a cada um de nós segundo a proporção do dom de Cristo. 8 Por isso, diz: Quando ele subiu às alturas, levou cativo o cativeiro e concedeu dons aos homens.     
9 Ora, que quer dizer subiu, senão que também havia descido até às regiões inferiores da terra?     
10 Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para encher todas as coisas.     
11 E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres,     
12 com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo,
                                                  
Deus é um, mas nós somos diferentes

Como é possível relacionamento de diferentes?

A diversidade enriquece

Cristo outorga dons a sua  Igreja,  dons  que  são  muito diversos no seu caráter, com o propósito de equipar o povo  de Deus para exercer seu ministério

Assim, edificar o corpo de Cristo enriquecendo a unidade.     

Não podemos pensar que Deus tem uma forma de criar crentes em série – todos iguais... Igrejas iguais como franquias do céu

Deus nos dá da sua graça salvadora e também da sua graça para o serviço

7 E a graça foi concedida a cada um de nós segundo a proporção do dom de Cristo.     

O caráter dos dons é extremamente variado

O propósito dos dons é o serviço
 12 com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo,

Modelo de igreja tradicional – Pirâmide – Pastor no topo e os outros enfileirados abaixo ordenados segundo sua inferioridade.

Novo testamento aponta para um diferente modelo – o ministério de todos os membros.  Grupos familiares  

O propósito de Deus chamar uns para pastores e mestre é exatamente equipar a igreja inteira para o ministério o qual todos tem como direito, dever e privilégio

Deus nos faz especiais e nos coloca no lugar certo para o trabalho

Ilustração do CAMELO e o filho do camelo que pergunta....

A filosofia do camelo
Uma mãe e um bebê camelo, estavam por ali, à toa, quando de repente o bebê camelo perguntou:
- Por que os camelos têm corcovas?
- Bem, meu filhinho, nós somos animais do deserto, precisamos das corcovas para reservar água e por isso mesmo somos conhecidos por sobreviver sem água.
- Certo, e por que nossas pernas são longas e nossas patas arredondadas?
- Filho, certamente elas são assim para permitir caminhar no deserto. Sabe, com essas pernas longas eu mantenho meu corpo mais longe do chão do deserto que é mais quente que a temperatura do ar e assim fico mais longe do calor. Quanto às patas arredondadas eu posso me movimentar melhor devido à consistência da areia! - disse a mãe.
- Certo! Então, por que nossos cílios são tão longos? De vez em quando eles atrapalham minha visão.
- Meu filho! Esses cílios longos e grossos são como uma capa protetora para os olhos. Eles ajudam na proteção dos seus olhos quando atingidos pela areia e pelo vento do deserto! - respondeu a mãe com orgulho.
- Tá. Então a corcova é para armazenar água enquanto cruzamos o deserto, as pernas para caminhar através do deserto e os cílios são para proteger meus olhos do deserto. Então o que é que estamos fazendo aqui no Zoológico???
Moral da história: 
Habilidade, conhecimento, capacidade e experiências, só são úteis se você estiver no lugar certo!
Você está no lugar certo


Vivei de modo digno da vocação a que foste chamado
O cristão tem muitas qualidades  


Será que não estamos no lugar errado – Amarrados

O trabalho une as pessoa.

Quando estamos ocupados na obra do Senhor temos maior amor.