segunda-feira, 16 de abril de 2012

Auto casamento


Aos 36 anos de idade,  Nadine Schweigert – uma americana de Fargo, North Dakota, decidiu que não ia mais esperar pelo seu príncipe encantado.
Mais que isso: ela tinha um ponto a provar ao mundo – que ela não precisava de nenhum homem para se sentir completa e plena em sua felicidade. Na semana passada, Nadine provou este ponto em grande estilo. Ela se casou com ela mesma e, agora, é um casal de uma pessoa só.
Em seu casamento, ela trajava um longo vestido de cetim azul e empunhava um chumaço de rosas brancas. Diante de seus 45 convidados — que, neste caso, eram parentes e amigos da noiva e do noivo ao mesmo tempo — ela trocou votos de fidelidade com ela mesma.
- Eu, Nadine, prometo gozar do prazer de habitar minha própria vida e saborear um caso de amor comigo mesma.
Depois disso, Nadine trocou anéis com ela mesma e, na hora do tradicional “pode beijar a noiva”, ela pediu aos seus convidados que jogassem beijos para todo mundo. Logo após o casamento, Nadine recebeu seus convidados e partiu para lua-de-mel em Nova Orleans.
Nadine diz que, depois de três filhos e um divórcio, ela passou tempo demais esperando que alguém chegasse e a fizesse feliz. Um dia, porém, um amigo disse que ela não deveria precisar de ninguém para ser feliz e que ela deveria se casar consigo mesma.
Naquele momento, algo dentro da cabeça de Nadine produziu um “plim” e brilhou na escuridão. Ela deu forma à ideia e percebeu que, sim, o seu amigo estava certo e que, se fosse para ser feliz, ela teria que começar sozinha. No começo, foi estranho explicar aos outros o que queria fazer. Seu filho de 11 anos, todo revoltadinho, disse que não ia tomar parte naquilo, mas, depois, todo  mundo entendeu que aquilo era necessário para ela.
- Eu estou muito orgulhosa do que fiz e me sinto muito bem a respeito. Estou satisfeita em ter me casado comigo mesma; Eu sou apenas uma pessoa única e sensacional que não se adapta aos moldes ou ideais de ninguém e eu espero que você esteja de acordo com isso. Também, por outro lado, se não estiver, tudo bem pra você, está tudo bem pra mim mesmo assim.



Não quero julgar a Nadine, pessoa que conheço apenas por uma reportagem, e não tenho como saber o quão fiel é a história de vida desta mulher relatada nestas poucas linhas. Mas, gostaria de comentar está notícia, pois acredito que muitas pessoas vivem histórias parecidas, mesmo não chegando ao ponto de oficializarem seus sentimentos com uma celebração desta. 

Tempos estranhos nós vivemos. 

Olha a frase: "- Eu, Nadine, prometo gozar do prazer de habitar minha própria vida e saborear um caso de amor comigo mesma." 

Parece que a esperança de encontrar um grande amor acabou para Nadine.  Ela quer então mostrar que não precisava de nenhum homem para se sentir completa e plena em sua felicidade. 

Cada vez mais pessoas estão fazendo a escolha pela solidão. Em muitos casos isso acontece com a idade ou por caminhos que alguns são levados naturalmente. Mas também muitos estão buscando esta opção de maneira egoísta. Por não conseguir lidar com pessoas, amar ao seu próximo. Muitos estão buscando uma vida solitária por não saber dividir seu tempo, seus bens, sua vida. 
Ocorre também que muitas famílias vivem o isolamento dentro de casa, o que é ainda pior. Cada um trancado em seu quarto, cada um com seu computador, sua televisão, sua vida própria, saboreando um caso de amor consigo mesmo. 
Mas pior de tudo, tem sido o isolamento de Deus. Isso ocorre quando as pessoas acham que não precisam de Deus. A viva se resume em amar a si mesmo, curtir suas coisas, seus passeios. Seus momentos são animados por realizações pessoais. 

Tempos estranhos em que vivemos, no lugar de buscarmos a Deus e amarmos nosso próximo, estamos nos afastando dos outros, nos isolando de Deus e correspondendo ao que diz a Bíblia "Nos últimos dias os homens serão egoístas".  

Rev. Hebert dos Santos Gonçalves 

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