sábado, 16 de março de 2013

Tentado no Deserto - Mt 4.1-11

Comentário Bíblia de Genebra

Ainda que Deus mesmo não tente ninguém (Tg 1.13), as tentações que sofremos estão incluídas no soberano plano de Deus para nosso bem.

Se vencermos, seremos fortalecidos; se sucumbirmos, reconheceremos mais claramente a necessidade que temos de mais santificação e graça.


A tentação de Jesus (vs. 1 a 11) forma um paralelo com a provação de Israel no deserto. Os quarenta dias correspondem aos quarenta anos de caminhada do povo (cf. Nm 14.34). Este evento recorda Dt 8.1-5, usado por Jesus em resposta a uma das tentações. A experiência de Israel no deserto foi o tipo ou a sombra da tentação de Jesus no "deserto", após o batismo.

As tentações apelam para motivações comuns: impulsos físicos, orgulho e desejos de possessões (1Jo 2.16). Cada uma delas é apontada especialmente ao Messias. Satanás apela para Jesus em termos do seu direito divino: "Se és Filho de Deus" (vs. 3, 6, cf. 27.40). A terceira tentação oferece para Jesus um caminho para a realeza que evita a cruz. Jesus foi tentado em tudo aquilo em que nós também somos tentados (Hb 4.15), mas não pecou. Ele nos representa diante de Deus como o "misericordioso e fiel sumo sacerdote" (Hb 2.17), porque conhece, por meio de sua natureza humana, o que é resistir às tentações.