sábado, 10 de dezembro de 2016

Sofrimento

Deuteronômio 8.11-20

Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração. (Os 2.14)

Todos nós sofremos e conhecemos o que é a dor da aflição. Como então lidar com o sofrimento? 
Não é fingindo que ele não existe e nem o tornado maior do que ele realmente é. A melhor maneira é ter em mente as coisas boas que podem ser extraídas do sofrimento. Temos que pensar como Paulo quando diz em Romanos 8.28: “Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam”. 
Em Deuteronômio 8.15 encontramos um grande ensino sobre isso. Ele fala sobre o povo de Israel que passou pelo terrível deserto e lá sofreu por muito tempo. O texto deixa claro que, apesar do sofrimento, em nenhum momento Deus estava ausente. Ele conduziu e sustentou o povo no deserto. Fez sair água da rocha, deu o Maná para eles comerem e depois os tirou do deserto. No final do v.15 de Dt. 8 encontramos de forma clara lições do sofrimento. 
O motivo pelo qual o povo teve que passar pelo sofrimento foi, em primeiro lugar, para levá-los à humildade (“para humilhá-los”). Sabemos que o amor nos constrange, mas a dor desperta mais nosso temor. Faz-nos mais humildes e dependentes de Deus. O sofrimento nos faz lembrar que somos frágeis. Faz-nos pensar nos outros e nos faz olhar pra Deus. 
Em segundo lugar, aprendemos a ser santos (“e prová-los”). O sofrimento nos faz produzir verdadeiros frutos. As provações arrancam o pecado de seu esconderijo. Na aflição, o pecado perde seu sabor, nos afastamos dele. A aflição trata do pecado como disse Davi: “Antes de ser afligido andava errado, mas agora guardo a tua palavra” (Sl 119.67).
Por último, o sofrimento coopera para o nosso bem, porque o Senhor nos dá o consolo e alegria (“para lhes fazer bem”). Jesus disse aos seus discípulos: “A vossa tristeza se converterá em alegria” (Jo 16.20). Onde abunda o sofrimento de Deus, abunda Sua consolação. Deus é chamado de Pai de toda consolação. O sofrimento nos ensina a desfrutar mais de Deus, nos alegrar em sua presença e nos prepara para desfrutarmos a herança celestial. 
Devemos sossegar. Por maior que seja a tempestade, nosso barco não vai afundar, pois Jesus está conosco no barco e é poderoso para repreender o vento e a fúria das águas.   
Portanto é preciso aprender que em tudo (até mesmo no sofrimento) devemos dar graças. Aprender que todas as coisas cooperam para o nosso bem e que podemos tirar proveito do sofrimento. 

No deserto Deus fala muito mais ao nosso coração do que na bonança.