sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Plantando Tâmaras

Gálatas 6.6-10

Há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou” (Ec 3.2).

Li o seguinte texto: Existe um ditado árabe que diz: “Quem planta tâmaras, não colhe tâmaras!” Isso porque, antigamente, as tamareiras levavam de 80 a 100 anos para produzir os primeiros frutos. Atualmente, com as técnicas de produção modernas, esse tempo é bastante reduzido, porém o ditado é antigo e sábio. Conta-se que certa vez um senhor de idade avançada plantava tâmaras no deserto quando um jovem o abordou perguntando: “Mas por que o senhor perde tempo plantando o que não vai colher?”. O senhor virou a cabeça e, calmamente, respondeu: “Se todos pensassem como você, ninguém colheria tâmaras”. 
A aplicação ou moral da história dizia: Não importa se você vai colher, o que importa é o que você vai deixar. Cultive, construa e plante ações que não sejam apenas para você, mas que possam servir para todos e para o futuro. 
O que me chamou a atenção nesta história é o fato de que a maioria das pessoas não está disposta a plantar o que não irá colher nesta vida. Isso é preocupante, pois a vida cristã e seus valores devem ser plantados todos os dias, mas a colheita da vida eterna só irá ocorrer depois da nossa morte. Viver e servir a Deus é como plantar tâmaras. Para muitos é perda de tempo. Estes preferem semear para a sua própria satisfação. Preferem semear para a carne do que para o espírito. Não entendem que “o que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna” (Gl 6.8).


Mais importante do que colher é semear corretamente.