quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Ter e ser

1Timóteo 6.17-19

Então, lhes recomendou: Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui” (Lc 12.15).

É fácil errar e pensar que o homem consiste no que ele tem. Desta forma definimos o que alguém é pelo que ele possui. A lógica é simples. Se alguém possui alguma coisa é porque foi suficientemente capaz de conquistá-la. Então suas posses definem o que esta pessoa é. O problema é que esta lógica é limitadora. Nós valemos muito mais do que os bens materiais que temos. 
O grande problema de quando pensamos que somos o que possuímos é que nosso objetivo de vida será o adquirir riquezas. Desta forma, estamos dispostos a fazer o que for necessário para possuir mais e mais dinheiro. Adquirir bens será mais importante do que a minha fé, do que minha vida familiar e até mesmo os princípios de moralidade e honestidade. Também passamos a valorizar apenas as pessoas ricas e desprezar quem não tem uma boa condição financeira. Ter muitas posses naturalmente não faz alguém ser melhor. Encontramos pessoas que quase não possuem dinheiro, mas são pessoas admiráveis em sua bondade e caráter. 
O dinheiro não o torna mais importante. Às vezes, o contrário pode ser verdade. Algumas pessoas vão se tornando piores à medida que vão adquirindo mais posses. Como diz a frase de Matheus Dimitru Scutasu: “Conheci um homem tão pobre, mas tão pobre, que só tinha dinheiro.” 


Sejamos ricos que tenham mais do que dinheiro, sejamos ricos para Deus.