quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Vaso nas mãos de Deus

Jeremias 18.1-6

Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor, vosso Deus, porque ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e se arrepende do mal. (Jo 2.12).

Jeremias recebe uma ordem estranha de Deus. Visitar uma olaria e ver como o oleiro trabalhava. Ele observou que quando o vaso que o oleiro estava fazendo não ficava bom, ele pegava o barro e fazia outro. Este foi um exemplo de como Deus, como um oleiro, executa sua vontade sobre seu povo. O Senhor tem o mesmo direito sobre o seu povo, assim como o oleiro sobre o barro. Tem direito de destruir ou preservar o vaso estragado. No capítulo 19, Deus mostra que aquele povo não tinha intenção de se arrepender e por isso seria quebrado com a invasão e o exílio. Ele ordena a Jeremias voltar a olaria e comprar um jarro de cerâmica do oleiro (19.1). Jeremias deveria levar este vaso diante daquele povo e anunciar a decisão de Deus em castigá-los. Ele deveria, em um ato simbólico, quebrar o vaso (19.10) demostrando que da mesma forma que um belo vaso, feito com zelo pelo oleiro, pode ser reduzido a pedaços impossíveis de se juntar (19.11) o povo seria destruído. 
Uma mensagem desafiadora. Um chamado ao arrependimento. Uma mensagem de esperança, pois mesmo que sejamos como um vaso que se estraga nas mãos de Deus, podemos ser consertados, modelados conforme a sua vontade. Também um aviso severo para quem é teimoso e não quer ouvir a voz de Deus. Estes serão destruídos.


Somos vasos de ira ou vasos de misericórdia.