sexta-feira, 3 de março de 2017

Ficar no prejuízo

1Coríntios 6.5-8

A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira” (Pv 15.1).

A fábula do urso e as abelhas é a seguinte: Um urso topou com uma árvore caída que servia de depósito de mel para um enxame de abelhas. Começou a farejar o tronco quando uma das abelhas do enxame voltou do campo de trevos. Adivinhando o que ele queria, deu uma picada daquelas no urso e depois desapareceu no buraco do tronco. O urso ficou louco de raiva e se pôs a arranhar o tronco com as garras na esperança de destruir o ninho. A única coisa que conseguiu foi fazer o enxame inteiro sair atrás dele. O urso fugiu a toda a velocidade e só se salvou porque mergulhou de cabeça num lago. Moral: Mais vale suportar um só ferimento em silêncio que perder o controle e acabar todo machucado.
Quando somos feridos por alguém a tendência é revidar. É tentar prejudicar o ofensor, desqualificando-o. O desejo é de até mesmo agredir quem nos ofendeu e até seus amigos e familiares. Paulo falando aos Coríntios diz que só o fato de existir demandas entre irmãos já era uma derrota. Então ele dá um conselho que deveria ser seguido por todos nós. Por que não sofreis, antes, a injustiça? Por que não sofreis, antes, o dano? Não seria melhor aguentar a injustiça? Não seria melhor ficar com o prejuízo? 
Esta atitude que Paulo propõe, exige muita humildade. Acredito que é a melhor opção. Como para aquele urso machucado ficar quieto seria melhor, nosso silêncio é a mais sábia ação que podemos tomar.
Melhor do que uma palavra dura e uma ação de vingança é a resposta branda, delicada. Mais sábio do que dizer bobagens é ficar quieto reconhecendo que Deus conhece todas as coisas e é o justo juiz.  


A vingança murcha nossa alma, mas a bondade renova nossa vida.