quarta-feira, 29 de março de 2017

Na velhice

Salmo 92.12-15

Até à vossa velhice, eu serei o mesmo e, ainda até às cãs, eu vos carregarei; já o tenho feito; levar-vos-ei, pois, carregar-vos-ei e vos salvarei” (Is 46.4).

No deserto de Mojave é frequente encontrarmos as famosas cidades-fantasmas construídas perto de minas de ouro. Elas eram abandonadas quando todo o produto da terra tinha sido extraído. Haviam cumprido seu papel, e não tinha mais sentido continuar sendo habitadas. Quando passeamos por uma floresta, também vemos árvores que, uma vez cumprido seu papel, terminaram caindo. Mas, diferente das cidades-fantasmas, o que aconteceu? Abriram espaço para que a luz penetrasse, fertilizaram o solo, e tem seus troncos cobertos de vegetação nova. 
Sobre esta história, li o seguinte comentário: A nossa velhice vai depender da maneira que vivemos. Podemos terminar como uma cidade-fantasma. Ou então como uma generosa árvore, que continua a ser importante, mesmo depois de caída por terra. Lembrei então do Salmo 93.14: “Na velhice darão ainda frutos, serão cheios de seiva e de verdor.” Este salmo diz que o justo florescerá como a palmeira, como árvores vigorosas, fortes até avançada idade. A sua principal força é poder anunciar a verdade de Deus, pois serão cheios de seiva e de verdor “para anunciar que o Senhor é reto”. Ao contrário do ímpio que murcha, com o tempo enfraquece e no final da sua vida perde todo o vigor. Lembremos sempre do conselho do pregador em Eclesiastes 12.1: “Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais dirás: Não tenho neles prazer”.

É promessa de Deus: Eu os criei, e quando ficarem velhos, cuidarei de vocês.