quarta-feira, 8 de março de 2017

Tudo que sou

Mateus 16.24-26

Senhor, não é soberbo o meu coração, nem altivo o meu olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim” (Sl 131.1).

Um riacho da montanha, esquecendo-se de que devia sua água à chuva e a pequenos córregos, resolveu crescer até ficar do tamanho de um rio. Pôs-se então a atirar-se violentamente de encontro às suas margens, arrancando terra e pedras a fim de alargar seu leito. Mas quando a chuva acabou a água diminuiu. O pobre riacho viu-se preso entre as pedras que arrancara de suas margens e foi forçado a, com grande esforço, encontrar outro caminho para descer até o vale. 
A questão importante a ser discutida aqui é o fato que devemos ser nós mesmos. Não devo ser menor nem maior. O problema é quando queremos ser o que não somos. 
Davi foi um homem poderoso, mas não soberbo. Foi um grande rei, mas não viveu a procura de grandes coisas. O que ele conquistou foi dado por Deus a ele. Sua vida não foi uma vida de ambição, mas de submissão à vontade de Deus. 
Precisamos estar contentes com os caminhos que Deus traçou para a nossa vida. É preciso moderar nossos desejos tendo o cuidado de evitar empreendimentos grandiosos e perigosos. Também não devemos limitar quem somos. Não devemos dar lugar ao conformismo, ao sentimento de inferioridade, achando sempre que não temos capacidade de realizar alguma coisa boa. Não devemos deixar de ser quem somos. Precisamos ser o melhor de nós mesmos. 


Quem tudo quer, tudo perde. Quem nada quer, se perde.