terça-feira, 25 de abril de 2017

Brecha

Isaías 30.12-14

“Portanto, esta maldade vos será como a brecha de um muro alto, que, formando uma barriga, está prestes a cair, e cuja queda vem de repente, num momento” (Is 30.13).

Um homem carregava um saco de feijão nas costas. Como o saco estava furado, deixava cair grãos por onde passava. Um garoto, ao ver o desperdício, avisou-o da perda:
— Olha, moço, o saco está furado. O feijão está caindo!
De incontinente, o homem deu meia-volta e passou a recolher os grãos, colocando-os novamente no saco. Contudo, como o buraco não fora costurado, o feijão continuava a cair. À medida que os grãos eram recolocados, outros caíam pelo chão, atrás do pobre homem.
Existe uma comparação parecida com esta do saco de feijão em Isaías 30. O texto conta que o povo de Israel havia feito uma aliança com o Egito. Algo que desagradou muito a Deus. Deus disse àquele povo por meio do profeta: “Portanto, esse pecado vai trazer a ruína para vocês; ele será como uma brecha que vai se abrindo num muro alto: de repente, o muro desmorona e cai no chão” (Is 30.13 NTLH).
Uma brecha em nossa vida pode parecer algo normal, mas permite uma perda diária. Uma brecha que começa pequena geralmente vai crescendo e abrindo, se não for cuidada, faz desmoronar toda construção. Não devemos dar brecha para o pecado. É preciso buscar o arrependimento verdadeiro, reparando as brechas, restaurando nossa comunhão com Deus “a fim de que, da presença do Senhor, venham tempos de refrigério” (At 3.20).


Edifique a sua casa sobre a rocha para evitar rachaduras.