segunda-feira, 5 de junho de 2017

Terremotos

Salmo 144.1-8

“Bendito seja o Senhor, rocha minha, que me adestra as mãos para a batalha e os dedos, para a guerra” (Sl. 144.1).

Dizem que passado o terremoto de Lisboa (1755), o Rei perguntou ao General o que se havia de fazer. Ele respondeu ao Rei: “Sepultar os mortos, cuidar dos vivos e fechar os portos”. Essa resposta simples, franca e direta tem muito a nos ensinar.
Um texto de autor desconhecido comentando esta frase disse: Sepultar os mortos significa que não adianta ficar reclamando e chorando o passado. É preciso “sepultar” o passado. Colocá-lo debaixo da terra. Cuidar dos vivos significa que devemos cuidar do que ficou vivo. Cuidar do que realmente existe. Fazer o que tiver que ser feito para salvar o que restou do terremoto. Fechar os portos significa não deixar as “portas” abertas para que novos problemas possam surgir ou “vir de fora” enquanto estamos cuidando dos vivos e salvando o que restou do terremoto de nossa vida. 
Todos nós estamos sujeitos a “terremotos” na vida. Nesses momentos somos fortalecidos pelo Senhor. Ele nos prepara para as batalhas. “O cavalo prepara-se para o dia da batalha, mas a vitória vem do Senhor” (Pv 21.31). Precisamos juntar as nossas forças e agir na confiança de que o Senhor peleja por nós e conosco. Mesmo não merecendo, Deus estende sua mão lá do alto e nos arrebata das muitas tribulações e nos livra dos temporais e terremotos. 


Que os problemas do passado não nos paralise para enfrentar as lutas de hoje.