segunda-feira, 31 de julho de 2017

Ele ouviu

Jó 32.1-5

“Ao aflito deve o amigo mostrar compaixão, a menos que tenha abandonado o temor do Todo-Poderoso” (Jó 6.12).

As melhores palavras de conforto podem ser o silêncio. Joseph Bayly, após a morte de seus três filhos, passou por uma experiência que nos conta dizendo: “Eu estava sentado ali, dilacerado pela dor. Alguém chegou e falou-me sobre os desígnios de Deus, os motivos pelos quais aquilo acontecera, a esperança que existe após a morte. Falou sem parar, disse coisas que eu sabia serem verdadeiras. Não fiz um movimento sequer. Queria apenas que ele se afastasse dali. Finalmente, ele foi embora. Outra pessoa chegou e sentou-se a meu lado. Só isso. Sentou-se a meu lado por uma hora ou mais. Ouviu quando eu tive vontade de falar alguma coisa, respondeu rapidamente às minhas perguntas, orou e partiu. Fiquei comovido. Senti-me confortado. Detestei vê-lo afastar-se dali”. 
Como confortar alguém? A melhor forma é demostrar compaixão. É aproximar-se, dedicar tempo e atenção. Não como alguém que é telespectador da dor, ou como quem pensa saber o motivo de todas as coisas. Não para apontar o dedo e mostrar o quanto aquele que sofre é culpado, como fizeram os amigos de Jó. Mas aproximar-se como um amigo, como um igual, um irmão que é capaz de chorar com o que chora. Deus se compadeceu de nós e é o exemplo de compaixão, para que também nós possamos ser refrigério na vida de outras pessoas. Também se precisamos de conforto, mesmo se nos faltar um amigo, sempre podemos contar com a ajuda de Deus. Como um pai se compadece de seus filhos, o Senhor se compadece de nós.


Quem se compadece do próximo agrada a Deus.