quinta-feira, 31 de agosto de 2017

O Diamante

Salmo 39.4-7

“Com efeito, passa o homem como uma sombra; em vão se inquieta; amontoa tesouros e não sabe quem os levará” (Sl 39.6).

Uma ilustração conta que um homem chegou aos arredores de certa aldeia e aí sentou-se para dormir debaixo de uma árvore. Chega correndo, então, um habitante daquela aldeia e diz, quase sem fôlego: “Ontem à noite, eu ouvi num sonho, uma voz que disse que eu viesse aos arredores da cidade, ao pôr-do-sol; aí devia estar um homem que me daria uma pedra muito grande e preciosa que me faria rico para sempre”. Então, o homem mexeu na sua trouxa e tirou a pedra e foi dizendo: “Provavelmente é desta que ele lhe falou; encontrei-a num trilho da floresta, alguns dias atrás; podes levá-la!”. O homem olhou maravilhado para a pedra. Era um diamante e, talvez, o maior jamais visto no mundo. Pegou, pois, o diamante e foi-se embora. Mas, quando veio a noite, ele virava de um lado para o outro em sua cama sem conseguir dormir. Então, rompendo o dia, foi ver novamente o homem e o despertou dizendo: “Eu quero que me dê essa riqueza que lhe tornou possível desfazer-se de um diamante tão grande assim tão facilmente!” 
O salmo 39 diz que o homem passa como uma sombra. Toda inquietação a respeito dos bens materiais é inútil. Nem sabe quem ficará com eles. A grande riqueza do desprendimento material está na sabedoria de perceber a fragilidade de nossa vida e o curto prazo de nossa existência. “À tua presença, o prazo da minha vida é nada” (Sl 39.5b). Não devemos viver na vaidade do desejo de acumular tesouros deste mundo. Devemos viver sobre o fundamento sólido do evangelho, na esperança da vida eterna (Mt 6.19; 1Tm 6.17-18).


"Encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo o que tinha e a comprou" (Mt 13.46).