quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Saudade boa

Salmos 137.1-7

“Às margens dos rios da Babilônia, nós nos assentávamos e chorávamos, lembrando-nos de Sião” (Sl 137.1).

Gosto de definir saudade como uma dor que alegra o coração. Por mais que esta dor seja ruim, ela vem acompanhada de um sentimento bom. A saudade materializa o passado e até o futuro, dando-nos uma sensação da presença quase real de algo perdido ou distante de nosso alcance. Ela é uma esperança e nos dá força para continuar vivendo o presente com satisfação. A melhor saudade que podemos ter é a saudade de Deus. Jó disse: “Vê-lo-ei por mim mesmo, os meus olhos o verão, e não outros; de saudade me desfalece o coração dentro de mim” (Jó 19.27). “A alegria, na ausência, tem o nome de saudade. É amarga, por causa da ausência. É feliz pela esperança do reencontro” (Rubem Alves).
Interessante pensar em saudade como algo bom. Se pensarmos como Jó que disse estar com muita saudade de Deus, podemos nos fortalecer na esperança de nosso reencontro com ele. Quando participamos da Santa Ceia, por exemplo, podemos dizer que é um dia de saudade. Um dia de alegria, pois tomamos a ceia na esperança do encontro com o Senhor. Um dia que cearemos com ele. Hoje Cristo está ausente fisicamente, mas presente espiritualmente. Um dia estaremos juntos com o Senhor no céu. Já temos saudade da vida com Deus na eternidade. Mesmo sendo algo que ainda não experimentamos, sentimos muita falta, muita saudade. 


Melhor do que a saudade é só o dia de matar a saudade.