quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Desaprender para aprender

Provérbios 1.1-7

“Aprendei a fazer o bem; atendei à justiça, repreendei ao opressor; defendei o direito do órfão, pleiteai a causa das viúvas” (Is 1.17).

“Eu aprendi assim”. Esta é a desculpa que damos quando alguém tenta nos ensinar algo que já sabemos de forma diferente. Seja cantar uma canção, cozinhar um alimento, lavar alguma coisa, etc. Mas será que a forma que aprendemos é a melhor? Será que é a forma correta? Infelizmente existem muitas coisas que aprendemos errado. Então fazemos algo errado por achar que estamos fazendo certo. Erramos porque aprendemos errado. Às vezes não basta aprender, é preciso desaprender primeiro. Desaprender para aprender novamente, só que agora da forma correta. É melhor fazer o melhor bolo de chocolate, do que fazer o bolo mais ou menos que você aprendeu. Basta jogar fora a antiga receita para usar uma melhor. Mais importante ainda é desaprender aquilo que está errado na vida espiritual. Desaprender práticas egoístas, pecados encrostados, maus hábitos. Uma crônica do Rev. Luiz Henrique Filho fala sobre isso. Ele diz que é preciso: “Desaprender a hipocrisia para ser sincero e falar a verdade em amor. Desaprender a buscar meu interesse mesquinho para buscar o interesse coletivo, comunitário. Desaprender a apontar o dedo e julgar o semelhante para aprender a me colocar no lugar dele. Desaprender a desarraigar de meu interior a inveja, a raiva, o ódio, o ciúme, para implantar nos arquivos da minha memória e no centro do meu coração o amor, a tolerância, o perdão, a humildade, a bondade, a generosidade”. Desaprender é uma ação de humildade; aprender, uma atitude de quem teme a Deus. 


Exercite o desaprender para aprender.