domingo, 3 de dezembro de 2017

Nossa dívida

Romanos 8.33-35

“O qual foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação” (Rm 4.25).

Cristo morreu e ressuscitou para a nossa justificação. Assumiu voluntariamente os nossos pecados na cruz. Nossa condição era de devedores que não podiam pagar suas dívidas. Falando sobre a gravidade da nossa situação, R. C. Sproul diz que nossa dívida é uma dívida moral, não pecuniária. A dívida pecuniária é uma dívida monetária ou financeira, diferente de uma dívida moral. Ele usa o seguinte exemplo para explicar. Dívida pecuniária - Um menino pede um sorvete e só tem parte do dinheiro para pagar. Se alguém se oferece para pagar, a pessoa do caixa é obrigada a receber o dinheiro. Dívida moral - Um menino rouba o sorvete, a polícia prende. Não basta pagar pelo sorvete, pois ele agora cometeu um crime. Por bondade, a dona da sorveteria pode aceitar o dinheiro e perdoar, mas não é obrigada a fazer isso. 
Nossa dívida é uma dívida moral. Quando existe uma dívida moral, a pessoa ofendida não tem nenhuma obrigação de aceitar o pagamento feito por outra pessoa que não seja o culpado. Deus não precisava nos perdoar. “Cristo derramou sua vida na cruz em favor de seu rebanho. Ele ofereceu a si mesmo em perfeita retidão e tomou sobre si o pecado de seu povo. Se Jesus tivesse permanecido morto, não teríamos nenhuma justificação, mas quando o Pai ressuscitou o filho da morte, ele proclamou ao mundo: Eu aceito este pagamento em favor dos devedores que não podem pagar. A ressurreição é a demonstração, por parte de Deus, de que ele aceita o pagamento total da dívida moral que cometemos” (R. C. Sproul). 


Nossa dívida foi paga e o pagamento aceito. Quem nos condenará?