sexta-feira, 6 de julho de 2018

Por que sofremos?

Tiago 1.1-4

Pois os nossos sofrimentos leves e momentâneos estão produzindo para nós uma glória eterna que pesa mais do que todos eles (2Co 4.17).

De forma direta, poderíamos responder que o sofrimento é originado pelo pecado. A maldade gerou o sofrimento. É certo também que o sofrimento terá fim. Um dia, o Senhor irá nos dar descanso. Mas ainda respondendo à pergunta sobre por que sofremos, podemos dizer que sofremos para o nosso próprio bem. Andrew Willet, falando sobre o propósito do sofrimento, diz: “Deus usa a tribulação para o benefício do seu povo. Existem dois propósitos na perseguição. Um deles é provar a firmeza e a fidelidade dos servos de Deus. O outro é purgar as impurezas que estão neles e branqueá-los. Assim, vemos que os mais fiéis servos de Deus têm suas manchas, erros e imperfeições e, portanto, precisam ser purificados”. Não podemos pensar que existe alguém que não mereça sofrer. Sobre isso diz Calvino: “Seja qual for a santidade que brilhe nas melhores pessoas, ainda assim, muitas manchas e muita impureza estão escondidas dentro delas e, por isso, a perseguição é sempre útil para elas”. Não existe ninguém tão bom que não possa melhorar. Nem gente tão boa que diante de Deus não passa de mais um grande pecador. 
Diante do sofrimento o melhor que podemos fazer é ter fé. Somente a confiança poderá gerar em nós forças para seguir em perseverança. Através da persistência, poderemos resistir as adversidades. Vamos vencer e aprender. O sofrimento vai passar e nós vamos amadurecer. 
O pastor, Dr. Russell Shedd, poucos dias antes de morrer, em meio a muitas dores disse: “Não sofri quase nada até estes últimos 3 ou 4 meses. Realmente é uma experiência muito boa. A gente sente-se desmamado do mundo e pronto para subir. Graças a Deus”. No lugar de questionar a respeito do porquê sofremos, ao invés de reclamar, devemos agradecer o privilégio do sofrimento (1Pe 4.12-13). Como disse Tiago: “considerem motivo de grande alegria o fato de passarem por diversas provações” (1.2). 

Cada sofrimento contribui para a nossa santificação.