terça-feira, 23 de outubro de 2018

Quem vai fazer?

Colossenses 1.24-29

O que furtava não furte mais; antes trabalhe, fazendo algo de útil com as mãos, para que tenha o que repartir com quem estiver em necessidade (Ef 4.28).

Era uma vez quatro pessoas que se chamavam TODO MUNDO, ALGUÉM, QUALQUER UM e NINGUÉM. Havia um importante trabalho a ser feito e TODO MUNDO acreditava que ALGUÉM é que iria executá-lo. QUALQUER UM poderia fazê-lo, mas NINGUÉM o fez. ALGUÉM ficou aborrecido com isso, porque entendia que a execução do trabalho era responsabilidade de TODO MUNDO. TODO MUNDO pensou que QUALQUER UM poderia executá-lo, mas NINGUÉM imaginou que TODO MUNDO não o faria. TODO MUNDO culpou ALGUÉM, quando NINGUÉM fez o que QUALQUER UM poderia ter feito! 
Você ficou com a sensação de conhecer estes personagens? Esta ilustração serve muito bem para exemplificar o que muitas vezes acontece quando uma tarefa em grupo não tem responsabilidades bem definidas. Quando não há divisão de tarefas, um sempre fica esperando que o outro faça. Não adianta saber o que fazer, se não houver uma definição clara de quem vai fazer o quê, e em que prazo de tempo deve ser feito. A tendência natural é que esta tarefa caia no esquecimento. 
Muitas discussões são geradas quando cobramos alguma coisa dos outros enquanto na verdade nós é que deveríamos fazer. Seria muito melhor se nós, ao invés de reclamar, no lugar de ficar esperando os outros, nos dispuséssemos a realizar aquilo que podemos fazer. 
Responsabilidade mal dividida ou não bem definida gera insatisfações, ineficiência no trabalho e ninguém responde por nada. 
Este problema se agrava quando o trabalho a ser feito é na igreja. Temos a tendência a “jogar” toda a responsabilidade na liderança. Nos pastores, presbíteros, diáconos, professores, etc. Mas na verdade, como a Bíblia ensina, a igreja é um corpo com muitos membros. Cada pessoa deve buscar compreender qual é a sua função neste corpo. Deus nos deu vida e força para realizar diversas atividades. 

Que estejamos sempre dispostos ao que tivermos que fazer.