domingo, 31 de março de 2019

Caridade


Leitura Bíblica: Deuteronômio 15.7-11

Não deixes que o oprimido se retire humilhado! Faz que o pobre e o necessitado louvem o teu nome (Sl 74.21).

Uma crônica com o título “Como gastar dinheiro” diz o seguinte: Um homem fez um trato com o diabo. O diabo lhe daria dinheiro todo dia e lhe levaria a alma no dia em que o homem não pudesse gastar todo dinheiro recebido, até a meia noite. Tanto dinheiro recebeu, tanto dinheiro gastou que se cansou. Vencido procurou o diabo e disse: “Senhor diabo (não sei porque o chamou ‘senhor’), aqui tem a minha alma. Não consegui gastar todo dinheiro que recebi durante o dia, não tinha mais onde gastar, já tenho tudo e muito mais. Então o diabo olhou bem dentro dos olhos do infeliz e perguntou: ‘Você nunca ouviu falar em caridade’? 
Você pode estar perguntando. Que diabo bonzinho é esse que pensa em caridade? Podemos dizer que a obrigação de ajudar ao próximo, de dividir o que temos com quem tem necessidade é algo tão óbvio que até o diabo sabe disso. 
Gastar, acumular, apenas pensar em si mesmo é um grande mal. É o avarento que vive desta forma egoísta. João diz, em sua primeira carta 3.17: “Ora, aquele que possuir recursos deste mundo, e vir a seu irmão padecer necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus?”. Todos nós temos recursos. Por mais ou menos que sejam, são recursos que devem ser bem administrados. Dinheiro não é só para gastar em benefício próprio. Sobre o dinheiro que recebemos, devemos lembrar de três coisas: É preciso gastar, guardar e doar. Temos que gastar, pagar nossas contas, cumprir com os nossos compromissos mensais. Devemos sempre guardar um pouco, prevendo dias difíceis, situações emergenciais que podem surgir. Precisamos também doar, ajudar o próximo, auxiliar no trabalho de evangelização, socorrer o necessitado. “Tenham mão aberta e emprestem-lhe liberalmente o que ele precisar” (Dt 15.8). 
Deus é quem nos sustenta e ele sempre nos dará o que for necessário para suprir as nossas necessidades básicas. 

A alegria de doar é maior do que a de acumular.