sábado, 1 de junho de 2019

Questionar ou encorajar?


Leitura Bíblica: 2 Samuel 19.5-8

Façam todo o esforço para conservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz (Ef 4.3).

O preparador físico Nuno Cobra, falando sobre métodos de disciplina que levam a temer a conquista, dá como exemplo uma criança que logo após aprender a andar vai atrás de algum objeto na casa. Ele diz: “Não nos damos conta do esforço que é para essa criança alcançar o objetivo. Primeiro, precisa levantar-se, achar algum apoio, fazer força, encontrar equilíbrio. Depois, necessita caminhar, passar por obstáculos, não cair e alcançar o objeto. Finalmente, quando consegue vencer todas as dificuldades e conquistar aquilo que planejou, quando seu nível de adrenalina está altíssimo pela excitação que isso lhe causa, o pai vê a cena e dá um berro: ‘Não mexa nisso, saia já daí e vá para o castigo’. Pronto, para a mente da criança, que ainda possui poucas informações, lá está a ligação entre a conquista e uma consequência negativa. 
Realmente devemos tomar cuidado com a forma que repreendemos nossos filhos. Paulo diz que não devemos provocar nossos filhos a ira. Mas quando li o que Nuno disse pensei a respeito de como temos maior tendência de questionar do que encorajar. Não digo em relação às crianças apenas. De maneira geral, quando vemos alguém fazendo qualquer coisa, logo observamos os pontos negativos. Muitas vezes criticamos, ressaltando as pequenas falhas de um trabalho. Não percebemos o tamanho do esforço que a pessoa fez para chegar até aquele ponto. Mesmo que ainda imperfeito, foi resultado de muita disciplina e persistência. 
Precisamos encorajar mais nossos filhos, nossos amigos. Aprender a elogiar o trabalho de pessoas que nos prestam serviços. Uma palavra de incentivo enobrece uma conquista. Um questionamento negativo pode desanimar alguém. Quando damos ênfase no que é melhor, de forma discreta e sem ofender estamos também dizendo o que é ruim. No lugar de apontar diretamente as imperfeições, devemos incentivar as pessoas a perseverarem em suas qualidades. 

Encorajar mantém vivo o desejo de produzir.