quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Líderes qualificados, igrejas santificadas


 Por Éber Lenz César
1- PRESBÍTEROS E DIÁCONOS: QUEM SÃO E O QUE FAZEM?
Com o crescimento e a expansão da igreja. no primeiro século, surgiram múltiplas necessidades relacionadas com a organização, a edificação, a evangelização e a beneficência. Sob a direção do Espirito Santo, os apóstolos promoveram, em Jerusalém, a eleição de diáconos; depois, constituíram presbíteros em cada cidade onde se estabeleceram as novas igrejas. Ver At 6.1-7; 14.22-23; Tt 1.5.

Os termos “presbíteros”, “bispos” e “diáconos”.
“Presbíteros” e “bispos” ocorrem paralelamente no Novo Testamento e referem-se àqueles líderes espirituais de cujo ministério e conduta depende o bem estar da igreja.
•    “Presbítero” vem do grego “presbíterós”, que quer dizer “ancião”. O costume de escolher homens mais experimentados para ajudar na liderança do povo de Deus remonta à época em que Moisés nomeou “setenta anciãos” para ajudá-lo na condução do povo de Israel, no deserto (Nm 11.15-17).  Posteriormente, no Judaísmo, cada Sinagoga veio a ter os seus “anciãos”. Eles presidiam a congregação, repreendiam e disciplinavam quando necessário, conciliavam os inimigos, exerciam a supervisão material e espiritual.
•    “Bispo” vem do grego “episcopos” e significa “supervisor”, “superintendente” (I Tm 3.1-2).
•    “Diácono” vem do grego “diakonos” e significa “ministro” ou “servo”. “Diakonia”, que aparece mais vezes no Novo Testamento, significa “serviço”, “ministério”. Não se refere apenas ao ministério hoje atribuído aos nossos “diáconos”. Paulo descreve Epafras corno “diakonos” ou ‘ministro de Cristo” (Cl 1.7) e a si mesmo como “diakonos” ou “ministro” do Evangelho e da igreja (Cl 1.23,25). Entretanto, o relato, em At 6, sobre a escolha de 7 homens aprovados para supervisionarem a administração do fundo para as viuvas, é comumente tornado corno a instituição formal do diaconato. Este é o primeiro exemplo de entrega de responsabilidades administrativas e sociais a homens dotados de caráter e dons apropriados. Tornou-se um procedimento típico nas igrejas gentias.
A excelente obra do presbiterato
Paulo escreveu a Timóteo: “Se alguém aspira ao episcopado, excelente obra almeja” (I Tm 3.1). Que obra excelente é esta?
(a)    Pastorear o rebanho com o pastor, que também é “presbítero” (At 20.17-18; I Pe 5.1-3).
(b)    Ensinar a Palavra (I Tm 3.2; 5.17).
(c)    Refutar os que contradizem a Verdade (Tt 1.9,11).
(d)    Governar, presidir, liderar (I Tm 3.4-5; 5.17).
(e)    Orar com e pelos doentes (Tg 5.14).
A Constituição da Igreja Presbiteriana do Brasil diz o seguinte sobre as funções dos presbíteros: “… corrigir ou admoestar os faltosos; auxiliar o pastor no trabalho de visitas; instruir os neófitos (novos convertidos); consolar os aflitos; cuidar da infância e da juventude; orar com os crentes e por eles; informar o pastor dos casos de doenças e aflições; distribuir os elementos da Santa Ceia; tomar parte na ordenação de ministros e oficiais; representar o Conselho no Presbitério, este no Sínodo e no Su-premo Concílio” (CI-IPB, Art. 51).
A excelente obra do diaconato.
Com base em Atos 6, os diáconos cuidam da beneficência da igreja, um trabalho tão importante e difícil que o texto menciona a necessidade de serem os diáconos “homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria” (v.3). Estêvão, um daqueles primeiros 7 diáconos, era “homem cheio de fé e do Espírito Santo”(v.5). Alguns diáconos receberam também o dom da profecia e/ou do ensino e o talento natural para discursar, de modo que, além da beneficência, exerciam também o ministério da Palavra. Foi o caso de Estêvão (At 6.8-7.53) e de Filipe (At 8.5ss).
A Constituição da Igreja Presbiteriana do Brasil diz o seguinte sobre o diaconato: “O diácono é o oficial eleito pela igreja e ordenado pelo Conselho para, sob a supervisão deste, dedicar-se especialmente: (a) à arrecadação de ofertas para fins piedosos; (b) ao cuidado dos pobres, doentes e inválidos; (c) à manutenção da ordem e reverência nos lugares reservados ao serviço divino; (d) exercer a fiscalização para que haja boa ordem na Casa de Deus e suas dependências.”
As qualificações necessárias.
Em I Pe 5.1-3, vemos que os presbíteros (incluindo os pastores) devem ser “modelos do rebanho”. Os diáconos, conforme observamos em At 6.3-5, devem ser “homens cheios do Espírito Santo e de sabedoria… e de fé”.  Paulo, em II Tm 2.2,  fala de “homens fiéis e idôneos.”  Este mesmo apóstolo, nas duas passagens mais importantes sobre presbíteros e diáconos, I Tm 3.1-12 e Tt 1.5-9, enumera cerca de vinte qualificações que os presbíteros e os diáconos precisam ter. São elas:
•    Irrepreensível
•    Esposo de uma só mulher
•    Bom chefe de família
•    Hospitaleiro
•    Temperante
•    Sóbrio
•    Modesto
•    Não dado ao vinho
•    Não violento
•    Cordato
•    Inimigo de contendas
•    Não avarento
•    Apto para ensinar
•    Não seja neófito
•    Tenha bom testemunho dos de fora
•    Piedoso
Vamos estudar cada uma destas virtudes. Nosso propósito é duplo: (a) preparar-nos para uma elei-ção de presbíteros e diáconos; (b) desenvolver estas virtudes em nossas próprias vidas, uma vez que, na Palavra de Deus, elas não se restringem aos “oficiais” da igreja. Naturalmente, nenhum de nós possui todas estas virtudes, no grau recomendado. Mas o importante é estarmos conscientes de sua necessidade e crescendo na prática das mesmas…


Veja todos os estudos no link abaixo
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