quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

O segredo de frutificar


Leitura Bíblica: João 15.1-5

A figueira produz os primeiros frutos; as vinhas florescem e espalham sua fragrância (Ct 2.13a).

Um viticultor conta que certa vinha não correspondeu às suas expectativas durante muitos anos. Era uma vinha sadia, porém produzia poucos frutos. Finalmente, chegou um ano em que a vinha ficou carregada de lindos cachos. Para entender o mistério, o viticultor cavou a terra para ver as raízes e foi seguindo-as até que descobriu que as raízes haviam atravessado a terra, até alcançarem as águas de um rio que lhe fornecesse a necessária umidade. O segredo de sua vitalidade estava em seu contato com as águas. 
Comparativamente, podemos ver muitas pessoas andando sem vitalidade, sem frutificar. Pessoas que somente encontrarão paz quando estenderem suas raiz até Deus. Somente em união vital com Cristo, podemos produzir frutos. Jesus disse: “Como não pode o ramo produzir fruto de si mesmo, se não permanecer na videira, assim, nem vós o podeis dar, se não permanecerdes em mim” (Jo 15.4). A promessa de Jesus para quem se une a ele é de uma vida abundante. “Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto” (Jo 15.5a). O Salmo 1.2-3 semelhantemente diz que quem tem prazer na lei do Senhor e na comunhão com Jesus é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido.
Mas Jesus também deixa claro que sem a sua presença não há manutenção da vida. “Sem mim nada podeis fazer” (Jo 15.5). Com Jesus nosso trabalho dará muitos frutos, sem Jesus nada podemos fazer. Sem Jesus o que fazemos pode até ser bem visto como algo bom, mas o verdadeiro fruto só pode vir de um relacionamento sincero com ele. Somente a partir do momento em que temos comunhão com Jesus, conhecemos seus ensinos e experimentamos do seu amor que passamos a frutificar realmente. Com estes frutos, glorificamos a Deus e ajudamos os outros. 

Uma videira não se alimenta de seus frutos, ela os doa. 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Espiritualmente inclinados


Leitura Bíblica: Romanos 8.1-11

Portanto, irmãos, estamos em dívida, não para com a carne, para vivermos sujeitos a ela (Rm 8.12).

Não podemos ser salvos pela prática de boas obras. Estaríamos perdidos se Jesus não tivesse  morrido na cruz para nos salvar. Ele recebeu o castigo do pecado que deveria vir sobre nós. E nós que estávamos mortos pelos nossos pecados nos tornamos vivos para Deus. 
A obra de Cristo em nossa vida nos tornou espiritualmente inclinados. Cristo nos transformou. Fomos regenerados, nascemos de novo. Ainda lutamos contra o pecado constantemente, mas se o Espírito está em nós, não estamos na carne, estamos no Espírito, em Cristo. Somos tentados, mas podemos resistir e vencer esta luta contra a carne. 
“A vida cristã, a vida de um crente justificado, apresenta-se essencialmente como vida no Espírito, ou seja, uma vida animada, sustentada, dirigida e enriquecida pelo Espírito Santo. O grande privilégio dos filhos de Deus é ter o Espírito Santo que mora neles para contradizer e dominar o pecado interior. Não devemos à carne, devemos ao Espírito Santo: Temos a obrigação de sermos santos” (R. C. Sproul). 
O ministério do Espírito é demonstrado em Rm 8.11: “Se habita em vós o Espírito daquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos, esse mesmo que ressuscitou a Cristo Jesus dentre os mortos vivificará também o vosso corpo mortal, por meio do seu Espírito, que em vós habita”. O Espírito Santo nos vivifica, produz vida em nós. O Espírito, habitando em nós, dirige nossos pensamentos. Quem tem o Espírito busca as coisas do Espírito. O Espírito modifica nossas ambições, age na forma como ocupamos à paz.
Qual é o nosso foco? Para onde estamos nos inclinando? Se nossa mente está firmada nas coisas da carne, estamos na perdição. Se nossa mente está preocupada com as coisas de Deus, estamos no caminho da vida e da paz. Devemos nos ocupar das coisas do Espírito. 

Onde está o seu tesouro ali estará o seu coração. 

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Em comunhão


Leitura Bíblica: Atos 2.44-45

Da multidão dos que creram, uma era a mente e um o coração. Ninguém considerava unicamente sua coisa alguma que possuísse, mas compartilhavam tudo o que tinham (At 4.32). 

A vida comunitária na igreja primitiva de Atos era levada tão a sério que, havendo necessidade, chegavam a vender suas propriedades para ajudar um irmão pobre. Deve ficar claro que esta doação não era algo obrigatório, mas voluntária, motivada pelo Espírito Santo de Deus. Estes irmãos nos dão um exemplo de como é viver em comunhão. Esta igreja nos faz pensar melhor sobre como lidar com os bens materiais. 
Crisóstomo disse: “Aquilo que era uma comunidade angelical, não consideravam exclusivamente deles nem uma das coisas que possuíam. Imediatamente, foi cortada a raiz dos males. Ninguém acusava, invejava, tinha ressentimentos, não havia orgulho nem desprezo. O pobre não sabia o que era vergonha, o rico não conhecia a arrogância”. 
O mundo em que vivemos está na contra mão deste pensamento. Existe um grande apego material, um grande desejo de possuir coisas muitas vezes apenas para mostrar aos outros o que ele comprou. A grande lição que aprendemos aqui é que precisamos ser sábios para compreender que nós, na verdade, não temos coisas, nós apenas as usamos. Por isso não devemos nos apegar a algo a ponto de considerar minha posse. Devemos entender que tudo que Deus nos dá é para administrarmos e compartilhar. Quando o texto diz que eles não consideravam exclusivamente deles nem uma das suas coisas, vemos que por isso tinham facilidade de compartilhar o que tinham com os outros. E até mesmo vender ou doar seus bens para ajudar alguém. 
A vida não pode ser solitária. Vivemos em comunhão com pessoas. Compartilhamos o ar que respiramos, a cidade em que moramos e também devemos aprender a dar e receber outras coisas, compartilhar tudo, conforme a necessidade. A vida deve ser solidária. Viver em comunhão é viver em generosidade, é uma vida de quem entendeu que tudo que tem veio de Deus. 

O que recebemos graciosamente não deve ser usado egoisticamente. 

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Pensem concordemente


Leitura Bíblica: Filipenses 4.1-3

A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vocês (2 Co 13.14).

Paulo tinha grande amor pela igreja de Filipos. Conhecia suas necessidades e também sua generosidade. Ele começa o capítulo 4 de sua epístola falando sobre sua saudade daqueles amados irmãos. E logo destaca o problema da grande desavença existente entre duas mulheres, Evódia e Síntique. Elas eram importantes para o trabalho da igreja, haviam lutado juntas pelo evangelho, agora estavam lutando uma contra outra. 
Paulo vai direto ao ponto dizendo a elas: “Rogo a vocês que pensem concordemente, vivam em harmonia no Senhor”. Vemos que Paulo não tenta achar a culpada, não levanta os erros de cada uma. Nós nem ficamos sabendo o que estava acontecendo. Não existe exposição do motivo da desavença entre elas. O desejo de Paulo é que a discussão terminasse logo. E só existe uma forma para isso acontecer, elas deviam pensar harmoniosamente, exercitar a empatia, acertar as arestas, ter uma mesma disposição mental. No lugar de exaltar a vontade pessoal, deveriam levar seus pensamentos e decisões à vontade de Deus, viver como irmãs em Cristo, como diz a Bíblia: “Evódia e Síntique, peço, por favor, que procurem viver bem uma com a outra, como irmãs na fé” (NTLH - Fp 4.2). Para ajudá-las nesse processo de reconciliação, Paulo escala uma pessoa para acompanhá-las. 
As brigas, discussões, desentendimentos alimentam o egoísmo, engordam a vaidade e matam a paz, a alegria e a comunhão. Em uma comunidade cristã, impede o crescimento e gera um grande mal-estar. Um lugar que deveria abençoar se torna um lugar desagradável, sem vida. 
Que possamos fazer como Paulo. Ele se preocupou com o problema. Entendeu que não podia deixar aquela inimizade crescer. Entendendo a urgência de resolver o problema mais do que apontar erros e achar um culpado, Paulo passa a suplicar a cada uma delas que buscassem a paz, a concórdia. E por fim nomeou um conselheiro para ajudá-las.  
Em Cristo temos comunhão uns com os outros.

domingo, 20 de janeiro de 2019

Sem arrependimento


Leitura Bíblica: Provérbios 11.23-28

Entrega o teu caminho ao SENHOR, confia nele, e o mais ele fará (Sl 37.5).

Em 1904, William Borden, membro de uma família ligada à fabricação de produtos lácteos, terminou o curso do ensino médio em Chicago, e ganhou de presente uma viagem num cruzeiro marítimo. Quando viajava do Oriente Médio para o Extremo Oriente, ele ficou muito sensibilizado com os perdidos. Ao voltar para casa, passou sete anos na Universidade de Princeton, os quatro primeiros como aluno de graduação e os três últimos no seminário. Enquanto estava na faculdade, ele escreveu estas palavras no verso de sua Bíblia: “Sem reservas”. Embora sua família insistisse para que ele assumisse o controle dos negócios, ele insistia que o chamado de Deus para o campo missionário era prioritário. Depois de se livrar de sua riqueza, ele acrescentou “Sem voltar atrás” depois de “Sem reservas” no verso de sua Bíblia. A caminho da China, para testemunhar aos muçulmanos desse país, ele contraiu meningite no Egito e morreu no período de um mês. Após sua morte, alguém examinou sua Bíblia e descobriu estas palavras finais: “Sem arrependimento”. Ele sabia que o Senhor não exige sucesso, apenas fidelidade. 
Acredito que Deus ainda chame algumas pessoas para servi-lo em dedicação integral. Pessoas que se desprendem de tudo e que realmente buscam em primeiro lugar o reino de Deus. Embora nem todos são chamados a ser missionários e pastores, cada um de nós recebe um chamado específico. Exemplos como este de William Borden deve nos fazer refletir sobre o quanto estamos dispostos em nos envolver na causa de Deus. Faz-nos desejar conhecer melhor qual é o chamado de Deus para a nossa vida, refletir sobre o quanto estamos dispostos a entregar totalmente o nosso caminho ao Senhor e confiar nele sem reservas, sem voltar atrás e sem arrependimento. 
Mais do que confiar em nossos bens ou posição, devemos confiar em Deus. Viver em justiça, buscando fazer o bem independente do quanto difícil for praticá-lo. 

Doar é acrescentar, reter é perder. 

sábado, 19 de janeiro de 2019

Nos ajuda o Senhor


Leitura Bíblica: Isaías 44.1-5

Então Samuel pegou uma pedra e a ergueu entre Mispá e Sem; e deu-lhe o nome de Ebenézer, dizendo: “Até aqui o Senhor nos ajudou” (1Sm 7.12).

O que muitas vezes nos faz desanimar em nossa caminhada é acharmos que estamos sozinhos. É pensar que dependemos apenas das nossas próprias forças. “É fundamental estar com a mente lúcida e reconhecer o agir de Deus em nossa vida e na vida do nosso próximo. A jornada terrena é difícil, cansativa, algumas vezes exige o máximo de nossas forças, porém em outras situações, e são muitas, temos tempo de glória, de refrigério, de harmonia, de paz e tranquilidade. É preciso sabedoria para que nos momentos de relativa paz e harmonia, possamos refazer as forças para futuros enfrentamentos. ‘Até aqui nos ajudou o Senhor’ e isso indica que, apesar das lutas, dos ferimentos e das tristezas que muitas vezes carregamos em silêncio, conseguimos o triunfo, isto é, não desanimamos na caminhada. Ainda há muito caminho a percorrer. Ainda há vitórias para conquistar. Ainda há feridas para curar. Ainda há dores para vencer. Ainda há campos para semear. Ainda há frutos para colher, e, em todos os aindas da vida, há uma inequívoca certeza no coração: Deus, que nos ajudou até aqui, irá nos ajudar até o fim” (Luiz Henrique Filho).  
Com esta ajuda de Deus, no lugar do medo temos coragem, da fraqueza brota a força, da vontade de desistir, um desejo enorme de recomeçar. Hoje é mais um dia importante para encararmos novos desafios, novas lutas e melhores vitórias. “O sucesso não é definitivo e o fracasso não é fatal, o que conta é a coragem de continuar” (Winston Churchill).  Siga em frente, Deus tem grande consideração por você. É quem adestra suas mãos para a batalha, quem sustenta seu braço erguido. Ele lhe dá a respiração e tudo o mais necessário. Se Deus nos sustentou até aqui, podemos ter certeza que não irá nos abandonar. Deus não é como o homem que desiste de suas promessas. 

Deus completará a obra em sua vida. 

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

O justo e o ímpio


Leitura Bíblica: Provérbios 10.24-32  

As maldades do ímpio o prendem; ele se torna prisioneiro das cordas do seu pecado (Pv 5.22).

O capítulo 10 de Provérbios fala sobre algumas diferenças entre o ímpio e o justo. O ímpio é chamado de tolo e o justo de sábio. A grande tolice do ímpio é achar que sua vida de vaidade é vantajosa. Sua tolice é chamar o mal de bem e o bem de mal. Já o justo demonstra sua sabedoria vivendo no temor do Senhor e praticando o que agrada a Deus. Esta vida justa lhe traz segurança e alegria. 
Quero destacar algumas coisas importantes que podemos aprender aqui em Provérbios 10. Vamos ver o que o texto ensina sobre a mentira que é a vida do ímpio e a bênção de viver em sabedoria.  
v.3 - O Senhor não deixa o justo passar fome, mas frustra a ambição dos ímpios. Enquanto o ímpio acredita que sua forma de viver é vantajosa, na verdade o resultado de suas atitudes é apenas frustração. Quem vive em integridade pode não alcançar grandes riquezas, mas a promessa é que não passará fome. 
v. 9 - Quem anda com integridade anda com segurança, mas quem segue veredas tortuosas será descoberto. Outra mentira que o ímpio acredita é que suas atitudes erradas não serão descobertas. Ele acha que não sofrerá as consequências pelos seus atos. Na verdade, suas maldades serão desmascaradas. Já quem busca o bem anda em segurança. Dorme com a consciência tranquila. Pode até não receber elogios, mas não será condenado. Pode viver em paz. 
v. 14 - Os sábios acumulam conhecimento, mas a boca do insensato é um convite à ruína. A tolice do coração do ímpio sai pela boca. Palavras de violência (v.11), palavras comprometedoras que o leva a ruína (v.8; v.31). Ideias sem valor nada acrescentam (v.20). Diz coisas perversas que ofende os outros (v. 32). As palavras de quem busca sabedoria, no lugar de incitar a violência, são fonte de vida. O que o justo fala tem valor, faz bem aos que o ouvem (v.20-21). O justo sabe o que deve dizer. Fala com sabedoria. 

O justo viverá para sempre. 

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Deus fala


Leitura Bíblica: Provérbios 4.10-15

Não me expulses da tua presença, nem tires de mim o teu Santo Espírito (Sl 51.11).

Hudson Taylor, o grande missionário da China, chegou a Hangchow e com um saco de livros sobre o ombro começou a percorrer a cidade, evangelizando-a. À tardinha ia voltando para seu barco no rio, mas exausto como estava sentou-se para descansar numa casa de chá. Ali, sentado à mesa, Taylor notou que um chinês idoso o estava observando. “O senhor é estrangeiro?” perguntou-lhe o ancião. “Sou sim, inglês”. “O senhor traz livros nesse saco?” “Sim, senhor”. “É um professor duma religião estrangeira?” “Sim, da religião de Jesus”. O chinês contou então como procurava a verdade há tantos anos, e não tinha encontrado religião sequer que lhe pudesse aliviar a carga de pecados. Mas algumas noites antes tivera uma visão: um homem, vestido de branco, falou-lhe que fosse a Hangchow, que havia de encontrar lá um estrangeiro sentado num hotel, com um saco de livros sobre a mesa. Tinha visitado os hotéis, mas não encontrou tal pessoa. Finalmente, ouvindo desta pensão no subúrbio, caminhou até lá com uma última esperança. Pediu que Taylor lhe ensinasse a verdade e o missionário imediatamente pregou o Evangelho, dando-lhe um Novo Testamento. Dois dias depois visitou a casa deste convertido e descobriu que ele havia destruído todos os seus ídolos e estava se regozijando em Jesus Cristo. Taylor, então, adorou a Deus não somente pelo seu poder de salvar, mas também pela maneira maravilhosa e miraculosa de conduzir almas ao mensageiro do Evangelho. 
Sabemos que este tipo de acontecimento não acontece a todo momento. Também sabemos que Deus é livre para salvar o pecador de forma extraordinária e inesperada. 
É certo que de muitas maneiras Deus tem falado conosco. E quando ele fala não devemos ignorar. Como diz o sábio: “Apegue-se à instrução, não a abandone; guarde-a bem, pois dela depende a sua vida” (Pv 4.13). O que Deus quer falar com você neste momento? 

Caminhe em direção à salvação. 

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Limites perigosos


Leitura Bíblica: Salmo 34.18-22

Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou (Gn 1.27).

Um homem encontrou um ovo de águia e o colocou debaixo da galinha que chocava seus ovos no quintal. Nasceu uma aguiazinha com os pintos e com eles crescia normalmente. Durante todo o tempo a águia fazia o mesmo que faziam os pintinhos, convencida de que era igual a eles. Ciscava, ia ao chão buscando insetos e pipilava como fazem os pintos, e como eles, também batia as asas conseguindo voar um metro ou dois porque, afinal de contas, é só isso que um frango pode voar, não é verdade? Passaram anos e a águia ficou velha. Certo dia, ela viu riscando o espaço, num céu azul, uma ave majestosa planando no infinito, graciosa, levada docemente pelo vento sem nem sequer bater a asa dourada. A águia do chão olhou-a com respeito e logo, perguntou ao seu amigo: “Que tipo de ave é aquela que lá vai”? “É uma águia! É rainha, disse-lhe o amigo, mas é bom não olhar muito para ela pois nós somos de raça diferente, simples frangos do chão e nada mais”. Daí por diante, então, a pobre da águia nunca mais pensou nisso, até morrer convencida de ser uma simples galinha.
Somos filhos de Deus. Nosso limite é o que o próprio Deus coloca em nós. Até onde podemos chegar? Depende da vontade de Deus para nós. Muitos são como esta águia que limitou-se a ser filha de uma galinha. Afastam-se de seus irmãos e assim deixam de crescer de forma natural. Vivendo em um ambiente diferente, com pessoas diferentes, passam a repetir o que os outros fazem. Limitam-se a uma forma pior de vida. Acabam esquecendo quem realmente são. 
Distantes de Deus corremos o risco de percorrer caminhos maus que, além de nos distanciar de dele, irão aos poucos apagar a nossa verdadeira identidade. Como filhos de Deus, sempre unidos ao nosso Pai, podemos desenvolver e viver conforme aquilo que Ele quer. Como filhos de Deus, podemos crescer e alçar voos mais altos. 

Quanto mais perto de Deus, mais parecidos com ele iremos ficar.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Conflitos na oração


Leitura Bíblica: Marcos 1.35-39

Mas quando você orar, vá para seu quarto, feche a porta e ore a seu Pai, que está em secreto. Então seu Pai, que vê em secreto, o recompensará (Mt 6.6).

Todos nós sabemos que orar é importante. Também sabemos como é difícil manter o hábito da oração. Muitas pessoas tentam, por alguns dias, reservar um tempo maior para orar. Mas logo desistem e passam a orar de forma rápida, não tendo um tempo maior e exclusivo para a oração. Orar é um exercício e como todo exercício é necessário criar o hábito, se esforçar. É como um exercício físico, que no início é bem mais difícil de realizar, mas com o tempo se torna um grande prazer. Enquanto que o exercício físico faz muito bem para a saúde do corpo, a oração é o alimento da alma. 
Falando sobre a passagem de Mateus 6.6, Osvaldo Chambers comentou: “Jesus não diz: ‘Sonha com o teu Pai em secreto’, mas, sim, ‘Ora a teu Pai em secreto’. A oração é um esforço da vontade. Depois de entrarmos no nosso lugar secreto e fecharmos a porta, a coisa mais difícil de fazer é orar; não conseguimos pôr ordem em nossa mente, o nosso primeiro conflito é o pensamento que vagueia. Nossa grande luta, na oração, é vencer os devaneios da mente. Temos que disciplinar a mente e nos concentrar deliberadamente na oração”.
Quando algo quiser nos distrair, devemos perseverar. Manter a porta fechada e continuar orando. Provavelmente o que tenta nos distrair na hora da oração não é mais importante que a própria oração. Feche a porta, pense somente em Deus. Pense que neste lugar secreto você está mais perto de Deus. Nada é mais importante e especial do que este momento de conversa e comunhão com ele. 
Que possamos seguir o exemplo do próprio Jesus que tinha o hábito de orar. Muitas vezes levantava de madrugada e ia até um lugar deserto para ficar a sós com o Pai. Seja nos momentos de tribulação ou nos dias mais tranquilos e comuns, todos os dias devemos dedicar um tempo para a oração. 

Bendita a hora de oração.