sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Ansiedade


Filipenses 4.4-7

O meu Deus suprirá todas as necessidades de vocês, de acordo com as suas gloriosas riquezas em Cristo Jesus (Fp 4.19).

Somos alvo da ansiedade. A ansiedade nos persegue. Ela aparece em todos os momentos. Ela quer entrar, e entra em nossa vida, sem pedir permissão. Ela aparece nos dias bons e nos dias ruins. Ela quer confundir nossas emoções. Um inimigo que se apresenta e causa grande estrago. Gera discussões entre as pessoas. Causa medo, insegurança, depressão. Como vencer esta batalha? 
A maior arma contra a ansiedade apresentada na Bíblia é a oração. Paulo diz que os Filipenses deveriam apresentar seus problemas a Deus. “Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus” (Fp 4.7). Também encontramos uma palavra sobre isso em 1Pedro 5.7 (NVI-PT) que diz: “Lancem sobre ele toda a sua ansiedade, porque ele tem cuidado de vocês”.
É interessante saber que da mesma forma que a ansiedade pode entrar sem pedir licença, ela pode ser expulsa de forma instantânea. Mesmo que o problema que a esteja causando persista, Deus pode remover a ansiedade imediatamente. Por isso, Paulo diz que ao mesmo tempo que apresentamos nossos pedidos a Deus já devemos apresentar também a nossa gratidão. Pode demorar um pouco, mas quando através da oração fazemos o nosso pedido, podemos encontrar paz no coração, porque a nossa causa já está diante Deus. 
Muitas vezes a ansiedade tem aumentado em nossa vida, porque no lugar de orar e meditar no que é bom estamos lamentando a nossa dor. Sofremos porque ficamos remoendo nossos problemas e limitações, deixando de olhar para tantas coisas boas que acontecem diariamente em nossa vida. Se pensarmos nas bênção, se mudarmos a direção de nosso olhar, a paisagem vai mudar totalmente. Se temos motivos para lamentar, devemos levá-los a Deus em oração. Se for necessário esperar, poderemos aguardar em paz com a felicidade que Deus irá nos proporcionar. 

Deus pode cuidar de nós. Deus já tem cuidado de nós. 

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Visita do contentamento


Eclesiastes 5.18-20

Trabalhe seis dias, mas descanse no sétimo; tanto na época de arar como na da colheita (Êx 34.21).

É interessante pensar que a paz, o descanso e o contentamento que tanto buscamos estão presentes e de diferentes maneiras se apresentam a nós muitas e muitas vezes. Max Lucado compara o contentamento com um vendedor de rua que nos procura oferecendo as suas mercadorias e quase sempre o respondemos dizendo: “Hoje não, obrigado. Tenho muita coisa hoje pra fazer”. Max Lucado diz: “Todos nós temos momentos em que o contentamento vem nos visitar. De manhã bem cedo, quando o café está quente, e enquanto todos na casa dormem. Tarde da noite, quando você beija os olhos sonolentos de uma criança de seis anos, nos braços do pai ou da mãe, em um jantar com a família. Uma hora de contentamento. Uma hora em que os prazos são esquecidos e as lutas cessam. Infelizmente, porém, em nossas agendas apertadas, momentos como esses estão cada vez mais escassos. Em nosso mundo o contentamento é um vendedor ambulante, caminhando a esmo, à procura de uma casa onde possa bater, mas que raramente encontra uma porta aberta. Estamos atarefados demais para ficar contentes. Temos muitas coisas a fazer, dinheiro para economizar. E, assim, o vendedor de rua, chamado contentamento, segue o seu caminho”. 
Descansar, aproveitar os bons momentos da vida é algo que deve estar em nossa agenda. Muitas oportunidades são perdidas porque nos ocupamos com o que achamos ser mais importante. Deixamos de desfrutar os momentos de contentamento, o tempo em que em nossa agenda está escrito “descanse agora”. Tenha o contentamento de poder tirar um dia de folga. Passear, andar alguns quilômetros sem destino certo, sem preocupação com a hora de voltar. Maior será nossa força para o trabalho se também desfrutamos com intensidade momentos com a família, se dispomos de tempo para alimentar nossa alma, tempo para ir à igreja, tempo para leitura da Bíblia e oração. 

A vida precisa do silêncio das pausas.

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Frutos da vida


João 15.1-8

Nenhum ramo pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Vocês também não podem dar fruto, se não permanecerem em mim (Jo 15.4b).

Sem nenhuma dúvida posso afirmar que maior é o prazer e alegria de servir do que ser servido. Como Paulo diz, em Atos 20.35: “Em tudo o que fiz, mostrei-lhes que mediante trabalho árduo devemos ajudar os fracos, lembrando as palavras do próprio Senhor Jesus, que disse: Há maior felicidade em dar do que em receber”. Este prazer em servir foi muito bem retratado em um poema de Gabriela Mistral. Parte deste poema diz: Onde haja uma árvore que plantar, plante-a você. Onde haja um erro para corrigir, corrija-o você. Onde haja trabalho que todos evitam, aceite-o você. Seja aquele que afasta a pedra do caminho, o ódio dos corações e as dificuldades de um problema. Existe a alegria de ser são, e a alegria de ser justo, mas existe sobretudo, a formosa a imensa alegria de servir. Seja você aquele que serve. 
Se é feliz o que serve, imensamente feliz é o que serve a Deus. Somos salvos para servir. O Rev. Wilson de Sousa Lopes disse: “Todos os salvos em Cristo e por Cristo, o são para frutificação no seu Reino. Ele nos salvou para servir e é no seu serviço e no mundo perdido que nossos frutos se manifestam, não como resultado de nossos esforços, mas como consequência positiva da obra do Espírito Santo em nosso coração e nossa vida”.
Como encontrar forças e motivação para ser um servo de Deus? Podemos aprender muito sobre isso em João 15.1-8. Nossa frutificação é consequência de nossa permanência em Cristo. Quem permanece em Cristo dá muito fruto. Se torna um discípulo, um servo de Cristo. Jesus disse: “Eu sou a videira; vocês são os ramos. Se alguém permanecer em mim e eu nele, esse dará muito fruto; pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma”. 
Somente a partir do momento em que temos comunhão com Jesus, conhecemos seus ensinos e experimentamos do seu amor passamos a frutificar. Com estes frutos glorificamos a Deus.  

Há frutos em sua vida? Você serviu hoje? A quem você serviu? 

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Ampliando a visão


Salmo 119.17-24

Você diz: ‘Estou rico, adquiri riquezas e não preciso de nada’. Não reconhece, porém, que é miserável, digno de compaixão, pobre, cego, e que está nu (Ap 3.17).

O conhecimento não é companheiro dos cegos. Veja esta ilustração: Na índia havia uma cidade onde todos eram cegos. Um rei, com seu cortejo, chegou àquele povoado e acampou no deserto. Tinha um poderoso elefante que usava para atacar e amedrontar as pessoas. A população estava ansiosa para ver o elefante e três dos cegos desta comunidade se precipitaram como loucos para encontrá-lo. O primeiro cego agarrou-se a uma das patas do animal e disse: “- Mas, um elefante é como um tronco de árvore!” O segundo cego, encontrando a tromba do animal disse: “- Qual nada, um elefante é como uma mangueira!” 
O terceiro, que havia segurado no rabo do elefante dizia: “- Árvore! Mangueira! Vocês estão loucos! Um elefante é como um espanador!” 
Esta ilustração é um ótimo exemplo de como não devemos julgar sem ter uma visão ampla de um fato. Também não podemos descrever uma pessoa por apenas uma atitude. Ou achar que alguém é muito bom ou mau pela aparência. 
Conhecer realmente uma pessoa é mais difícil do que parece. Sempre teremos dificuldade de julgar certos fatos. Isso ocorre porque nossa visão é parcial. Por isso, não devemos ter pressa em emitir nossa opinião sobre certas coisas que não conhecemos. Muito menos pressa em julgar nosso próximo. Muitas discussões seriam evitadas se ouvíssemos antes de falar. Se tentássemos enxergar todos os lados da situação antes de chegar a uma conclusão. 
Só podemos enxergar a realidade se buscarmos em Deus sabedoria. Para ter sabedoria é preciso pedir a Deus. Antes de qualquer decisão é preciso oração. Não resolvemos nossos problemas fazendo o que achamos melhor, mas tomamos decisões de acordo com o que a palavra de Deus ensina. Sem Deus estamos cegos. A pouca visão que temos é embaçada, distorcida. Busquemos o Senhor. Nos conselhos de Deus encontraremos paz para as decisões mais difíceis. 

Que julga sem ver, erra sem perceber.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Consciência cativa


2Timóteo 3.16-17

Antes de mais nada, saibam que nenhuma profecia da Escritura provém de interpretação pessoal (2Pe 1.20).

Para tomar decisões precisamos confrontar ideias, vontades. Diante de tantas possibilidades, o certo é ter a Palavra de Deus como referencial. Quando Martinho Lutero foi convidado a retratar os seus ensinamentos na Dieta de Worms, em 1521, ele fez o seguinte discurso: “A menos que possa ser refutado e convencido pelo testemunho da Escritura e por claros argumentos; estou conquistado pela Santa Escritura citada por mim, minha consciência está cativa à Palavra de Deus. Não posso e não me retratarei, pois é inseguro e perigoso fazer algo contra a consciência. Que Deus me ajude. Amém!” Para Lutero, as Escrituras, e somente as Escrituras, eram o árbitro máximo do que devemos acreditar.
A declaração de Cambridge resume bem este pensamento dizendo: “Reafirmamos a Escritura inerrante como fonte única de revelação divina escrita, única para constranger a consciência. A Bíblia sozinha ensina tudo o que é necessário para nossa salvação do pecado, e é o padrão pelo qual todo comportamento cristão deve ser avaliado. Negamos que qualquer credo, concílio ou indivíduo possa constranger a consciência de um crente, que o Espírito Santo fale independentemente de, ou contrariando, o que está exposto na Bíblia, ou que a experiência pessoal possa ser veículo de revelação”.
O que a Escritura diz deve ser a regra da vida da igreja e também da nossa. Temos que tomar cuidado com a influência de tudo que tenta competir e tomar o lugar de princípios claros da verdade. Nossa consciência pode ser enfraquecida quando deixamos o estudo contínuo da Bíblia, gastando a maior parte de nosso tempo com outras coisas, como: entretenimento, estudos, trabalhos. Estas outras coisas podem ser importantes, mas não devem tomar todo nosso tempo. Devemos nos firmar na palavra da verdade, fortalecendo a consciência e o discernimento daquilo que é realmente bom. 

A Bíblia é a mensagem que vem de Deus.

domingo, 11 de novembro de 2018

Resta uma esperança


Miqueias 7.1-7

Confie no Senhor e faça o bem; assim você habitará na terra e desfrutará segurança (Sl 37.3).

Malcolm Smith, em seu livro Esgotamento Espiritual, conta a seguinte história: Certa manhã, passeando pelas montanhas Catskill, em Nova York, presenciei uma cena inesquecível. Uma rã tomava sol, deitada numa rocha parcialmente submersa, bem no centro da lagoa. De repente, despertei para algo surpreendente. Acontecia uma coisa esquisita à rã. Diante de meus olhos ela entrou em colapso... não caiu, mas murchou como se fosse uma bexiga com um furinho, por onde vazava o ar. Finalmente, só restou ali um montinho horroroso de pele de rã; o recheio desaparecera de todo! Só então é que vi o assassino. Um besouro d’água gigante havia picado a rã, injetando-lhe uma substância que lhe dissolveu as entranhas. Em seguida, o besouro passou a sugar o conteúdo da rã, deixando só a pele, como se fora uma sacola vazia de mercearia, atirada na rocha.
Ele diz que muitas pessoas são como essa rã. Algo lhes suga toda a vida, arrebata-lhes toda a vitalidade. Estas pessoas vão se tornando espiritualmente exaustas, com pensamentos cínicos e negativos. Se tornam amarguradas, ressentidas, como se Deus estivesse longe demais. 
Quando olhamos ao nosso redor vemos crimes, maldade, indiferença, imperfeição, incompreensão. Todas estas coisas tentam nos sugar a energia. Nos tornamos fracos, física e espiritualmente. O que podemos fazer? Nos resta alguma esperança? 
O profeta Miqueias se encontrava em uma situação semelhante. Ele grita: “Ai de mim” (Mq 7.1a). Afirma com tristeza: “Pereceu da terra o piedoso” (Mq 7.2a). Mas ele não perde as esperanças. Ele também diz: “Eu, porém, olharei para o Senhor e esperarei no Deus da minha salvação; o meu Deus me ouvirá” (Mq 7.7). Nossa esperança só pode ser fortalecida em Deus. Quem espera em Deus, não se desaponta. Nosso clamor terá amparo se dirigido a Deus. Nele somos preenchidos, nutridos e fortalecidos com a sua salvação. 

Tire os olhos da dor, volte-os para o Senhor. 

sábado, 10 de novembro de 2018

Visão maior


2Coríntios 5.7-10

Faze-me discernir o propósito dos teus preceitos; então meditarei nas tuas maravilhas (Sl 119.27).

Três pedreiros preparavam tijolos em uma construção. Um homem que passava aproximou-se do primeiro e perguntou:
— O que está fazendo, meu amigo?
— Tijolos... - respondeu secamente.
Dirigindo-se ao segundo pedreiro, o homem perguntou-lhe a mesma coisa.
— Trabalhando pelo meu salário... - foi a resposta.
Para o terceiro pedreiro, o passante fez ainda a mesma pergunta:
— O que está fazendo, meu amigo?
Fitando o estranho com alegria, o operário, respondeu com entusiasmo:
— Construindo uma catedral!
Uma visão maior é o que traz sentido à vida. Alegria e motivação estarão presente naqueles que enxergam o propósito maior de sua existência. Não estamos neste mundo apenas para executar tarefas ou ganhar e gastar dinheiro. Nós fomos criados com o propósito maior de glorificar a Deus. Somos amigos de Deus. Servos e parceiros na sua obra. É vontade de Deus que nós tenhamos fé. Crendo em Jesus como filho de Deus passamos a ter uma visão mais ampla da nossa existência. Deixamos de ter o tempo presente como nosso foco. Vivemos no presente com a mente na eternidade. Nossa atenção não está mais voltada ao que é superficial. Nossa maior preocupação é discernir o propósito de Deus, sua vontade para nós a cada dia. Vivemos na certeza de que o Senhor cumprirá o seu propósito em nossa vida. Pois Deus não nos abandona. A obra que ele começa, ele completa. Nossa vida é uma obra inacabada. O amor de Deus por nós é garantia de que esta obra estará um dia completa. Os planos do Senhor não podem ser frustrados. E o seu plano para nós é que tenhamos uma vida que lhe agrade. Vivamos por fé, e não pelo que vemos. 

O que você está fazendo em sua vida?

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Nas mãos do artista


2Timóteo 2.20-21

Mas o vaso de barro que ele estava formando estragou-se em suas mãos; e ele o refez, moldando outro vaso de acordo com a sua vontade (Jr 18.4).

Alice quebrou um dos seus objetos mais queridos, um vaso antigo, que pertencera à sua bisavó. Chorou desconsoladamente sobre os pedaços partidos; entretanto, guardou cuidadosamente todas as peças. Mais tarde, falou à sua tia sobre o que ocorrera, e mostrou-lhe, pesarosa, os fragmentos. “Conheço um emendador especialista de vidros e porcelana”, disse-lhe sua tia. “Deixa-me levar os pedaços a ele”. Alice consentiu logo. Durante várias semanas não houve notícia alguma. Porém, um certo dia, chegou o vaso. Alice suspirou, maravilhada; o especialista trabalhara com tal perícia, que Alice dificilmente podia perceber onde fora quebrado o objeto. 
Existem pessoas que estão como este vaso, totalmente perdidas. Quebradas de tal forma que aparentemente não há nenhuma possibilidade de conserto. O vaso de Alice pôde ser restaurado nas mãos do artista. O homem perdido, quebrado e morto em seus pecados pode ser recriado, restaurado, feito novo, nas mãos de Deus. Deus é rico em sua misericórdia, com seu amor nos dá nova vida. 
Nossas faltas podem marcar negativamente nossa vida. Podemos ser desprezados, vistos como alguém perdido. Nós mesmos podemos pensar desta forma, desanimados ao olhar para nossa situação em cacos. Mas devemos, no lugar de ficar olhando para os cacos, lembrar do artista, de Deus nosso restaurador. Se Deus já mudou a vida de tanta gente que estava até mais quebrada que a nossa, ele pode nos restaurar. Deus não apenas nos restaura à antiga posição, mas nos fará muito melhores. Ele mudará completamente a nossa vida e nos fará feliz. Com Deus ficamos mais bonitos. Com Cristo temos valor incomparável. De um vaso estragado Deus molda um novo vaso de acordo com a sua vontade. Deus é soberano e molda nossa vida como ele quer. Que sejamos um vaso de honra, útil a Deus, nosso possuidor. 

Para vidas quebradas, a solução é o artista divino.

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Fazer bem o bem


Provérbios 3.27-30

Aprendam a fazer o bem! Busquem a justiça, acabem com a opressão (Is 1.17).

Um supermercado fez a seguinte promoção: se, ao passar suas mercadorias, o cliente não recebesse do caixa um cumprimento e um agradecimento ao final da compra, não precisaria pagar por ela. Certo dia, um cliente passou as mercadorias pelo caixa, mas não recebeu nem o cumprimento nem o agradecimento do funcionário. O cliente, então, disse que não iria pagar as compras, como garantia a promoção. E o caixa explicou: — Ah, meu senhor, a promoção foi só até ontem...
Que promoção mais estranha. Todos os funcionários devem atender bem e cumprimentar seus clientes. Não é preciso uma campanha para isso acontecer. Isto ilustra muito bem como muitas pessoas estão dispostas a fazer certas coisas somente por obrigação e não de forma espontânea. Devemos ter prazer em servir, em ajudar ao próximo, tratar bem as pessoas. 
O texto de Provérbios 3.27 diz: “Quanto lhe for possível, não deixe de fazer o bem a quem dele precisa”. Fazer o bem ao próximo deve ser um dos valores de nossa vida. É mandamento de Deus amar nosso próximo como a nós mesmos. Infelizmente muitos têm invertido este texto. No lugar de fazer o bem, pensam assim: “Quando for possível, não deixe de se aproveitar do outro”.  
A Bíblia diz que nós devemos aprender a fazer o bem. É preciso entender que só aprendemos a fazer alguma coisa fazendo. É na prática do bem que vamos nos exercitar e assim aprender a fazer bem o bem. Não o bem interesseiro, como de uma empresa que te dá um cupom de R$10,00 para cada R$200,00 que você gasta. Vamos aprender a fazer um bem que não visa lucro. Um bem de verdade. Um bem que pode até levar a uma aparente perda ou sofrimento, mas que trará grande recompensa. Como disse Pedro: “É melhor sofrer por fazer o bem, se for da vontade de Deus, do que por fazer o mal” (1Pe 3.17). Que não nos cansemos de fazer o bem, pois, como disse Paulo, se não desanimarmos, no tempo próprio colheremos frutos (Gl 6.9).

Fazer o bem é a melhor forma de se afastar do mal. 

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Metas claras


2Samuel 23.11-12

Dou graças a Cristo Jesus, nosso Senhor, que me deu forças e me considerou fiel, designando-me para o ministério (1Tm 1.12).

Um dos valentes de Davi chamado Sama demonstrou grande coragem quando os filisteus se juntaram em Leí, onde havia uma plantação de lentilha. O exército de Israel fugiu e ele ficou ali defendendo a plantação. Naquele dia, ele matou os filisteus. Foi um grande livramento de Deus. Enquanto o povo fugia, Sama dirigiu-se para o centro, pronto para defender a plantação. Ele se fixou em seu objetivo que era defender aquele pedaço de terra cheio de lentilhas. Uma das lições que podemos aprender desta história é a importância de termos metas claras. É preciso ter um objetivo concreto. Se fixar no seu propósito sem medo de se arriscar por ele. É preciso ter uma meta a cumprir. 
Sobre esta importância de se estabelecer metas, li uma história sobre um atleta que praticava salto com vara. Em cada série de dez saltos, ele conseguia ultrapassar o sarrafo no mínimo oito vezes. Um dia, ele aceitou um convite para fazer uma série de dez saltos, porém com uma pequena diferença: no alto das traves, não haveria nenhum sarrafo a ser ultrapassado. Depois de realizar os saltos, ele afirmou que aquela experiência não havia alterado em nada sua técnica de salto, nem seu desempenho. Mas o que ele não sabia era que pesquisadores haviam instalado um sensor eletrônico na altura de onde ficavam os sarrafos. O resultado mostrado pelo sensor foi que na série de dez saltos a barra eletrônica só foi ultrapassada quatro vezes, ou seja, um índice bem abaixo do desempenho normal do atleta.
Interessante observar que por mais que o esportista tivesse se esforçado para executar os saltos como normalmente fazia, o simples fato de não visualizar a meta a ser ultrapassada comprometeu seu desempenho. Em todas as áreas de nossa vida devemos definir metas. Não apenas cantar “deixe a vida me levar”, mas com responsabilidade, buscar orientação de Deus para saber para onde ele quer nos levar. 

Sem metas claras não podemos esperar bons resultados.