domingo, 26 de fevereiro de 2017

Canção à morte

2Timóteo 1.6-10

“E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram” (Ap 21.4).

Uma jovem chamada Maria Helena da Silveira, aos 22 anos de idade, no ano de 1944 escreveu o seguinte poema: “Eu espero a Morte como se espera o Bem-Amado. Não sei quando virá, nem como virá. Mas eu espero. E não há medo nesta expectativa. Há somente ânsia e curiosidade porque a Morte é bela. Porque a Morte é uma porta que se abre para lugares desconhecidos, mas imaginados. Como o amor, nos leva para um outro mundo. Como o amor, começa para nós outra vida diferente da nossa. Eu espero a Morte como se espera o Bem-Amado. Porque eu sei que um dia ela virá e me receberá em seus braços amigos. Seus lábios frios tocarão a minha fronte, e sob a sua carícia eu adormecerei o sono da eternidade. Como nos braços do Bem-Amado. E esse sono será um ressurgimento. Porque a Morte é a Ressurreição, a Libertação, a Comunicação total com o Amor total.”
Por mais que tenhamos medo do desconhecido o dia da nossa morte é algo que não deve ser aguardado com ansiedade. Jó usa uma expressão interessante para falar de sua espera. Ele afirma que tem saudade deste dia (“de saudade desfalece o coração” Jó 19.27). Ele diz isso, pois sabia que este dia, mais do que o dia da sua morte, seria o dia da sua ressurreição. Sua alegria estava baseada na sua crença de que ele iria ver a Deus (“os meus olhos o verão” Jo 19.27). 
Desta forma se cremos em Cristo, e cremos que ele destruiu a morte, como trouxe luz à imortalidade mediante o evangelho, estamos seguros. Podemos esperar a morte como se espera o Bem-amado. 


Morte é o dia em que a morte morre. 

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Vontade do Pai

Salmo 143.10-12

Agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu; dentro do meu coração, está a tua lei” (Sl 40.8).

Um bom e corajoso rei da Polônia confessou que devia o seu excelente caráter a um hábito secreto que havia formado. Era filho de um pai nobre, e sempre levava uma pequena foto do mesmo para a qual olhava frequentemente. Quando entrava numa batalha contemplava a foto, e ficava corajoso e valente. Quando se assentava na câmara, olhava secretamente a fotografia do seu bom pai, e comportava-se como um bom rei; pois dizia sempre: “Não farei coisa alguma que possa desonrar meu pai”. 
Bom seria se, mais do que uma foto no bolso, tivéssemos bem guardada a vontade de Deus no coração. Realizar a vontade de Deus é agradável quando temos sua lei em nosso coração e quando sempre a consultamos antes de tomar decisões. 
Da mesma forma que um filho envergonha seu pai quando se comporta de forma errada, nós entristecemos a Deus quando o desrespeitamos.
Deve ser nossa prioridade consultar a Deus. Nosso pedido diário deve ser: “ensina-me a fazer a tua vontade, pois tu és o meu Deus, guie-me o teu bom Espírito por terreno plano” (Sl 143.10). O fato é que iremos viver conforme a vontade de quem é o nosso “Deus”. Por isso é importante afirmar ao Senhor, tu és o meu Deus. Esta afirmação é capaz de nos fazer entender que nossa ação sempre deve passar pelo filtro da vontade dele. Vontade que é sempre boa, agradável e perfeita.  


Ai dos que andam à vontade e não conforme a vontade de Deus. 

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Um amigo verdadeiro

I Tessalonicenses 5.8-11

“E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.” (2Co 5.15).

Quando Fox, líder dos Quakers, foi encarcerado em um porão sujo e desagradável, um dos seus amigos foi até Oliver Cromwell e ofereceu-se para ficar no lugar dele. Cromwell, muito impressionado com este oferecimento, perguntou aos grandes do seu conselho: “Quem de vocês faria tal coisa por mim, se eu estivesse na mesma situação?” Cromwell não pôde aceitar a oferta do amigo de Fox, pois era contra a lei, mas estava admiradíssimo de ver uma amizade tão profunda e sincera.
Não sei se algum de nós teria um amigo com coragem de dar sua vida por nós. Sei que este exemplo vem reforçar o grande amor e amizade de Deus em enviar seu filho para nos salvar. Mas Cristo não morreu apenas para nos salvar. Sua morte mudou nossa vida. Não devemos mais viver para nós mesmos, segundo a nossa vontade. Devemos viver como servos de Deus. Como disse Davi no Salmo 56.11: “Pois da morte me livraste a alma, sim, livraste da queda os meus pés, para que eu ande na presença de Deus, na luz da vida”.
Devemos ser sóbrios. A fé e o amor de Deus são como couraça, uma armadura de proteção para as batalhas que surgirem. A esperança de salvação será como capacete, proteção para a cabeça, produzindo paz a nossa mente, purificando nossas decisões. 
Temos um amigo verdadeiro, este é Jesus. Ele não somente morreu por nós e nos deixou, mas prometeu estar conosco todos os dias de nossas vidas. 


Abençoados por Deus, ajudemos uns aos outros. 

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Vaso nas mãos de Deus

Jeremias 18.1-6

Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor, vosso Deus, porque ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e se arrepende do mal. (Jo 2.12).

Jeremias recebe uma ordem estranha de Deus. Visitar uma olaria e ver como o oleiro trabalhava. Ele observou que quando o vaso que o oleiro estava fazendo não ficava bom, ele pegava o barro e fazia outro. Este foi um exemplo de como Deus, como um oleiro, executa sua vontade sobre seu povo. O Senhor tem o mesmo direito sobre o seu povo, assim como o oleiro sobre o barro. Tem direito de destruir ou preservar o vaso estragado. No capítulo 19, Deus mostra que aquele povo não tinha intenção de se arrepender e por isso seria quebrado com a invasão e o exílio. Ele ordena a Jeremias voltar a olaria e comprar um jarro de cerâmica do oleiro (19.1). Jeremias deveria levar este vaso diante daquele povo e anunciar a decisão de Deus em castigá-los. Ele deveria, em um ato simbólico, quebrar o vaso (19.10) demostrando que da mesma forma que um belo vaso, feito com zelo pelo oleiro, pode ser reduzido a pedaços impossíveis de se juntar (19.11) o povo seria destruído. 
Uma mensagem desafiadora. Um chamado ao arrependimento. Uma mensagem de esperança, pois mesmo que sejamos como um vaso que se estraga nas mãos de Deus, podemos ser consertados, modelados conforme a sua vontade. Também um aviso severo para quem é teimoso e não quer ouvir a voz de Deus. Estes serão destruídos.


Somos vasos de ira ou vasos de misericórdia.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Experimenta o evangelho

Romanos 1.14-17

Em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa” (Ef 1.13).

Um jovem pregador perguntou ao seu antigo pastor: "Que poderei fazer para atrair uma congregação aos domingos? Já experimentei história, biografia, literatura, poesias, revistas, livros e política – mas o povo não vem ouvir. Que hei de fazer?" 
O sábio pastor então respondeu: "Experimenta o Evangelho!" 
Todos os recursos humanos, sem dúvida, falharão, mas "o evangelho de Cristo é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê". 
David Brainard, um missionário antigo dos índios norte-americanos, disse sobre o poder da cruz: "Nunca desejei pregar outro evangelho a não ser o de Jesus e ele crucificado; descobri que, quando esta grande doutrina evangélica foi compreendida e aceita pelo meu povo, não mais precisei dar-lhe instrução sobre moralidade. Descobri que a pureza de vida de cada um segue inevitavelmente como fruto da aceitação do sacrifício de Jesus". 
O que temos pregado? O que temos buscado ouvir? A resposta a estas duas perguntas não pode ser outra senão o Evangelho de Cristo. Não podemos ser atraídos por distrações religiosas. Nossa alma precisa de alimento sólido. Não precisamos buscar uma igreja simpática e agradável mais uma igreja fiel que agrada a Deus. 


Experimenta o poder de Deus. Experimenta o evangelho

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Continue falando

Romanos 11.1-5

Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina” (2Tm 4.2).

Um pregador chegou certa vez a uma cidade para ensinar a Bíblia a seus habitantes. A princípio, as pessoas ficaram entusiasmadas com o que ouviam. Mas pouco a pouco, a rotina da vida espiritual era tão difícil, que homens e mulheres se afastaram, até que não ficou uma só alma para ouvi-lo. 
Um viajante, ao ver o pregador pregando sozinho, perguntou: 
- Por que continuas exaltando as virtudes e condenando os vícios? Não vês que ninguém aqui te escuta?
- No começo, eu esperava transformar as pessoas – disse o profeta. – Se ainda hoje continuo pregando, é apenas para impedir que as pessoas me transformem.
A tarefa que temos de anunciar as virtudes de Deus, de proclamar a salvação em Jesus, de ensinar princípios contidos na Bíblia nem sempre é uma tarefa fácil. Como Elias, às vezes, nos sentimos sozinhos. Nos sentimos tentados a desistir e até participar da impiedade que tanto falamos contra. 
Para o problema da solidão de Elias, Deus respondeu: “Reservei para mim sete mil homens, que não dobraram os joelhos diante de Baal.” Não podemos desistir. A palavra semeada pode não brota instantaneamente, mas ela não será desprezada. Existem pessoas que ainda temem a Deus. E mesmo que ninguém ouça, como disse o pregador da nossa ilustração, continue anunciando para que você não seja transformado ou seja influenciado pelo mundo. 


Tu, porém, prega a fé, vai e anuncia o reino de Deus.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Firmeza inabalável

1Coríntios 15.53-57

Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão” (1Co 15.58).

O desânimo, a frouxidão, a preguiça e a apatia espiritual têm adoecido muitas pessoas.
Não haverá sobrevivência religiosa se não houver firmeza. Um artigo do Rev. Elben Lenz César diz o seguinte: Sem firmeza ninguém suporta a pressão da carne, a pressão do curso deste mundo e a pressão do diabo. Sem firmeza ninguém suporta a tristeza, a depressão e o estresse. Sem firmeza ninguém suporta o imprevisto, o revés e a ruína. Sem firmeza ninguém suporta a indiferença alheia, o desamor e o ódio. Sem firmeza ninguém suporta a falta de emprego, a falta de dinheiro e a falta de comida.
Muitos tem abandonado o compromisso da fidelidade a Cristo. Não têm mais entusiasmo. Pela ausência de firmeza estão abandonando a fé, a esperança e o amor.
Como resgatar a firmeza e com ela a esperança, a alegria e a paz? Nossa firmeza está nas promessas de Jesus. Sim, firme, firme, posso ser. Firme nas promessas de Jesus. A firmeza vem do conteúdo da promessa proferida nas Escrituras. Paulo fala sobre a ressurreição e quando diz aos irmãos que eles deveriam ser firmes e inabaláveis, acaba falando da vitória sobre a morte que temos em Cristo Jesus. Ele disse que nosso corpo mortal um dia irá se revestir da imortalidade. Nesta afirmação maravilhosa está nossa firmeza. Quando temos nossa mente ocupada com as promessas de Jesus, temos nossas mãos firmes em seu trabalho, temos alegria em cada atitude, pois sabemos que nosso trabalho não é vão. 


Firmeza real é o desejo de permanecer ligado a Deus. 

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