terça-feira, 18 de setembro de 2018

Religiosos

2Timóteo 3.5-9

Cuidado com os falsos profetas. Eles vêm a vocês vestidos de peles de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores (Mt 7.15).

Algumas pessoas podem ser levadas a pensar que a maldade está no mundo, fora da igreja, que pessoas más não podem ao mesmo tempo ser religiosos. Infelizmente, a história tem demonstrado o contrário. Tanto nos relatos bíblicos como em manchetes dos jornais atuais encontramos histórias de muitas pessoas que estão envolvidas com a religiosidade e ao mesmo tempo praticando muita maldade. Jesus repreendeu os fariseus: “limpais o exterior do copo e do prato, mas estes por dentro estão cheios de rapina e intemperanças” (Mt 23.25). Eles eram corretos em suas práticas cerimoniais, mas não tinham pureza em sua vida.  
Paulo descreve este tipo de homens dizendo: “tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder. Afaste-se desses também” (2Tm 3.5). Muitos têm esta aparência de piedade.  Participam da igreja frequentemente, cantam hinos e cânticos, dão ofertas. Mas negam “o poder”. Negam no coração, na moral, na sua essência, que deve ser espiritual.  
É preciso ficar alerta. É fácil ir pelo caminho do envolvimento religioso sem compromisso com Deus. Sempre devemos entender que a verdadeira religião combina forma e poder. Sabiamente John Stott explicou este versículo dizendo: “Não se trata de uma forma externa, sem poder; nem, por outro lado, o poder moral é enfatizado a ponto de desprezar ou dispensar formas externas corretas. A verdadeira religião promove uma adoração que é essencialmente “espiritual”, que nasce do coração, mas que se expressa em cultos públicos na comunidade, com consequências no comportamento moral”. 
A parte final do versículo diz: “Afaste-se desses”. Timóteo deveria permanecer no mundo, pregar a verdade e resistir os falsos religiosos. Devemos manter distância destas pessoas. Não praticar sua falsa religiosidade. Não compactuar com seus falsos cultos. 

Cuidado com os falsos, cuidado para não se tornar um falso. 








segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Sacode a poeira

Salmo 119.129-136

Porque é louvável que, por motivo de sua consciência para com Deus, alguém suporte aflições sofrendo injustamente (1Pe 2.19).

Um fazendeiro que lutava com muitas dificuldades possuía alguns cavalos para ajudar nos trabalhos em sua pequena fazenda. Um dia, seu capataz trouxe a notícia de que um dos cavalos havia caído num velho poço abandonado. O poço era muito profundo e seria extremamente difícil tirar o cavalo de lá. O fazendeiro foi rapidamente até o local do acidente e avaliou a situação, certificando-se de que o animal não havia se machucado. Mas, diante da dificuldade de retirar o animal do poço e em razão do alto custo da operação, achou que não valia a pena investir no resgate. Tomou, então, a difícil decisão: determinou ao capataz que sacrificasse o animal jogando terra no poço até enterrá-lo ali mesmo. E assim foi feito: comandados pelo capataz, os empregados começaram a lançar terra para dentro do buraco, de forma a cobrir o cavalo. Mas, à medida que a terra caía em seu dorso, o animal a sacudia e ela ia se acumulando no fundo do poço, possibilitando assim que o cavalo fosse subindo. Logo os homens perceberam que o cavalo não se deixava enterrar e que, ao contrário, estava subindo à medida que a terra enchia o poço, até que, finalmente, conseguiu sair.
Têm pessoas que encontram problemas em cada oportunidade, outros conseguem encontrar soluções para cada problema. Deus nos dá sabedoria. Não podemos nos entregar à derrota. Sempre que nos encontrarmos em situações difíceis, devemos buscar a orientação de Deus. Muitas vezes as soluções vêm da forma mais improvável e inesperada. Até mesmo a ação do inimigo que tenta jogar sobre nós todo peso de sua maldade, Deus usa para fortalecer-nos. Não deixe a sujeira acumular, não espere os problemas se multiplicarem. A cada conflito, reaja com a ajuda de Deus. Como diz a canção de Paulo Vanzolini: “Reconhece a queda e não desanima. Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima”.


A palavra de Deus é fonte de vida e sabedoria. 

Quem rejeita o profeta

Amós 7.12-15

Se o meu povo apenas me ouvisse, se Israel seguisse os meus caminhos (Sl 81.13).

O significado do nome Amós, segundo comentaristas, é “aquele que carrega fardos”. Nome que se encaixa muito bem com seu ministério. Amós teve que carregar muitos fardos, levar notícias de calamidade ao povo de Israel. Amós era um homem simples, pastor de ovelhas no deserto. Não era um homem rico, vivia nas montanhas de Tecoa. Ele foi chamado para falar a um povo rico que vivia uma religiosidade vazia. Um povo preocupado com seus luxos e prazeres. E que explorava o quanto podiam as pessoas humildes. 
Pensando nesta diferença entre o profeta e o povo que ouvia a mensagem e também no conteúdo da mensagem, podemos imaginar que Amós sofreu muitas perseguições em seu trabalho. Veja o que disse Amazias: “Vá embora, vidente! Vá profetizar em Judá; vá ganhar lá o seu pão. Não profetize mais em Betel, porque este é o santuário do rei e o templo do reino” (Am 7.12b-13). 
No poema do Rev. Hélio de Oliveira Silva é possível imaginar o que deve ter acontecido: “Lá vem o tosco, eles dizem, com suas palavras deselegantes. Com seu jeito roceiro de ser. Vestindo roupas simples, que não gostamos. Falando de coisas que não queremos para nós. Por que você não vai embora? Lá vem o homem do interior, eles comentam. Tentando nos convencer com suas palavras apressadas, com seus gestos que nos assustam, colocando prumo em nossas ações. Por que você não volta? Vá profetizar em outro lugar!” 
A resposta que Amós dá a palavra de Amazias e a seus acusadores é simples. Ele disse que não estava ali por profissão ou porque queria. “O Senhor me tirou do serviço junto ao rebanho e me disse: Vá, profetiza a Israel, o meu povo” (Am 7.15). Ai daqueles que não querem ouvir a palavra que Deus profere, seja através de um pastor, professor ou na leitura da Bíblia. “Quem rejeita o profeta que Deus envia rejeita a Palavra do Senhor. Quando rugir o leão, quem não estremecerá?” (Hélio O. Silva).

Para quem ouve o Senhor, grandes são as suas promessas de paz. 

“Eu sustentaria Israel com o melhor trigo, e com o mel da rocha eu o satisfaria” (Sl 81.16).

domingo, 16 de setembro de 2018

Refletindo a paz

Provérbios 12.18-21

Alegrem-se no Senhor e exultem, vocês que são justos! Cantem de alegria, todos vocês que são retos de coração! (Sl 32.11).

Tempos atrás, em um distante e pequeno vilarejo, havia um lugar conhecido como a Casa dos Mil Espelhos. Um pequeno e feliz cãozinho soube da existência desse lugar e decidiu visitá-lo. Lá chegando, saltitou feliz escada acima até a porta da casa. Olhou através da grande porta envidraçada de entrada com as orelhas bem levantadas e o rabinho balançando tão rapidamente quanto podia. Para sua grande surpresa, deparou com outros mil pequenos e felizes cãezinhos, todos com os rabinhos balançando tão rapidamente quanto o dele. Abriu um enorme sorriso e foi correspondido com mil enormes sorrisos. Quando saiu da casa, pensou: “Que lugar maravilhoso! Voltarei sempre aqui, um montão de vezes”. Nesse mesmo vilarejo, outro pequeno cãozinho, que não era tão feliz quanto o primeiro, também decidiu um dia visitar a Casa dos Mil Espelhos. Escalou lentamente suas escadarias e olhou através da grande porta envidraçada. Quando viu mil outros cãezinhos de olhares hostis olhando fixamente para ele, rosnou e mostrou os dentes. E logo ficou horrorizado ao ver os mil cãezinhos também rosnando e mostrando os dentes para ele. Quando saiu, ele pensou: “Que lugar horrível! Nunca mais volto aqui”. 
Você vê o que você reflete. Como vivemos e nos relacionamos com as pessoas? Às vezes notamos que alguém não nos tratou bem, ou sentimos que alguma coisa não aconteceu como esperávamos. Só não paramos para pensar que o erro pode estar em nós mesmos. Podemos ser “maltratados”, porque não estamos sendo simpáticos com alguém ou até mesmo por não tratar bem esta pessoa. Um lugar também pode não ser muito agradável, simplesmente porque nós é que estamos mal humorados.
Viver é uma grande bênção. É preciso reconhecer isso, andar com alegria, amar nosso próximo sempre fazendo o bem às pessoas que encontramos. Ver o que é bom em cada momento, cada lugar, em cada coisa. 


Quem promove a paz, vive em paz. 

sábado, 15 de setembro de 2018

Hábito de reclamar

Deuteronômio 14.27-30

Façam tudo sem queixas nem discussões (Fp 2.14).

Pensamos em coisas boas e também em problemas. Agradecemos, nos alegramos, mas também reclamamos. Se não tomarmos cuidado, de tanto reclamar fazemos da murmuração um hábito. O hábito que muitas pessoas infelizmente têm. Sem perceber reclamam de tudo. 
E quanto mais reclamam, mais motivos encontram para reclamar. Quanto mais olhamos para os problemas e remoemos as dificuldades em nosso pensamento, mais amargurados nos tornamos. Esta situação se agrava quando convivemos com pessoas que também são assim. Passamos a reclamar em grupo, em uma competição doentia para ver quem reclama mais. 
Stephanie Gomes disse: “Perca a mania de conversar sobre reclamações, lamentações e insatisfações – é claro que de vez em quando tudo o que precisamos é de desabafar, e isso pode ser uma excelente ferramenta de limpeza mental. Mas se você é o tipo de pessoa que está sempre falando sobre aquilo que está ruim, talvez isso já tenha se tornado uma mania e você nem percebeu. Tem tanto assunto bom para conversar! Que tal falar mais sobre suas ideias, projetos, coisas interessantes que aprendeu, viagens que fez ou quer fazer, planos, boas novidades, hobbies, desafios?”
Precisamos analisar nossa vida. Se estamos andando pelo caminho da murmuração devemos retornar ou mudar de direção. Somente o hábito da gratidão pode nos livrar do hábito da reclamação. Esta conversão muda nossa maneira de enxergar o mundo, muda a nossa maneira de viver. No lugar de maldizer, bendizemos. No lugar de reclamar dos problemas, devemos clamar a Deus por eles. Quando oramos, somos abençoados com a paz de Deus que nos capacita a esperar. “De manhã ouves, Senhor, o meu clamor; de manhã te apresento a minha oração e aguardo com esperança” (Sl 5.3). Como diz a letra de um hino: “Oh! Que paz perdemos sempre, Oh! Que dor no coração. Só porque nós não levamos tudo a Deus em oração!” Abandonemos o hábito de reclamar.  

Muito melhor do que palavras malditas são as benditas.

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Reação às adversidades

Salmo 9.7-11

Pois no dia da adversidade ele me guardará protegido em sua habitação; no seu tabernáculo me esconderá e me porá em segurança sobre um rochedo (Sl 27.5).

É fato que várias pessoas passando pela mesma adversidade reagem diferente. Uma ilustração conta que certa vez a filha de um cozinheiro estava se queixando de como as coisas estavam difíceis para ela. O pai levou a filha até a cozinha, encheu três panelas com água e colocou para ferver. Numa panela ele colocou cenouras, em outra, colocou ovos e, na última, pó de café. Cerca de vinte minutos depois, ele apagou o fogo. Pegou as cenouras e colocou numa tigela. Retirou os ovos e colocou em outra tigela. Então, pegou o café com uma concha e colocou numa xícara. Ele pediu que a filha experimentasse as cenouras. Ela obedeceu e notou que as cenouras estavam macias. Depois, ele pediu que a filha pegasse um ovo e o quebrasse. Ela obedeceu e, ao retirar a casca, verificou que o ovo endurecera com a fervura. Finalmente, ele pediu que ela tomasse um gole do café. Ela provou do café e achou saboroso. E o cozinheiro explicou: - Cada um deles enfrentou a mesma adversidade: água fervendo. Mas a forma como cada um reagiu foi diferente. A cenoura entrou forte, firme e inflexível. Mas depois de ter sido submetida à água fervendo, ela amoleceu e se tornou frágil. Os ovos eram frágeis. Sua casca fina protegia o líquido interior. Mas, depois de terem sido fervidos, seu conteúdo se tornou mais duro. O pó de café, contudo, é incomparável. Depois que foi colocado na água fervente, mudou a água. Em nossa vida, sempre estamos passando por adversidades. Como você responde quando está num ambiente adverso? 
Precisamos aprender a nos adaptar às circunstâncias, para que, no lugar de sermos atingidos por elas, possamos enfrentá-las seguindo adiante. Mas, independente dos problemas, tenhamos confiança. Deus sempre indicará o melhor caminho a seguir. Fortalecidos no Senhor sempre estaremos em segurança. 

O Senhor jamais abandona os que o buscam.

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

A longo prazo

Efésios 4.20-23

Procure apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar e que maneja corretamente a palavra da verdade (2 Tm 2.15).

Queremos resultados rápidos. Não gostamos de tarefas que exigem muitas etapas. Muito menos tarefas que não podem ser realizadas no mesmo dia. Pensamos erradamente: Para que ficar um ano ajuntando dinheiro se eu posso comprar hoje e pagar em 12 vezes. Por que vou comer pouco hoje, se para emagrecer realmente vou precisar ficar pelo menos um ano de dieta? Devemos mudar esta forma de pensar. Passar a ter também em nossa agenda, tarefas que não vão trazer resultado imediato, mas trarão grandes resultados a longo prazo. Por que não começar a guardar dinheiro em uma poupança para daqui a dez anos? Começar a ler um livro de 500 páginas? Ou fazer uma dieta, um treino com uma meta desafiadora? O Dr. Dráuzio Varela encontrou um amigo que lhe perguntou a idade, e ele disse que tinha na época 49 anos. Este amigo sorriu e falou: Vai começar a descida. Aquelas palavras tocaram sua mente de uma forma positiva e ele resolveu começar a correr. Fez sua primeira maratona com 50 anos. Quais são suas metas? Escrevê-las pode ajudar muito. Trabalhar por elas é o único caminho para conseguir realizá-las. Lembre-se, as melhores conquistas não são automáticas. Exigem esforço e só as alcançamos depois de muito tempo.
Como cristãos, somos chamados ao trabalho. Jesus disse que devemos negar a nós mesmos. O nosso trabalho não é de um dia, mas de uma vida. Corremos a carreira cristã e receberemos o prêmio no último dia. Alguns resultados já colhemos no tempo presente. Mas não sem trabalho e esforço. Como colher o que não plantou? Como saber o que não estudou? Se temos em nossa agenda o propósito de anunciar a palavra de Deus às pessoas é certo que elas vão ouvir e, pela graça de Deus, algumas vão ser salvas. Se temos um propósito de ler a Bíblia toda em um ano, vamos conseguir fazer isso. Se separamos um tempo a cada dia para oração, no final de um ano, a soma destas horas será o tempo que oramos naquele ano. 


Utilize melhor o tempo.

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Grato por quem sou

Salmo 104.19-26

Veja que o Senhor o escolheu para construir um templo que sirva de santuário. Seja forte e mãos ao trabalho! (1Cr 28.10).

Cada um de nós tem um caminho específico a trilhar na vida. Nesse caminho, Deus faz de nós um instrumento de sua boa vontade. Seja qual for a sua profissão, um hábito muito importante é lembrar de agradecer a Deus por ela, pelo talento que Deus lhe deu, pelas pessoas que você pode ajudar através dela, pela alegria de poder, através de seu trabalho de alguma forma ser um comunicador do evangelho de Cristo. Gioia Júnior, nos dá um exemplo disto em seu poema “Oração do radialista”. Parte deste poema diz o seguinte: “Graças te dou, Senhor, por este microfone, por onde minha voz de esperança e de crença pode chegar a todos e nos mistérios da saúde ou da doença levar consolo para os que se queixam, levar alento para os que se desanimam, levar tranquilidade para os que estão angustiados. Graças te dou, Senhor, por este estúdio que se transforma em púlpito, e em tribuna, em mesa amiga que distribui o pão, sem indagar do amigo qual o seu nome, de onde ele vem, para onde ele vai, em que ele crê, quais seus vícios e suas virtudes, qual seu ânimo e que utilidade tem a sua vida”.
Você já parou hoje para pensar a respeito de seu trabalho? O quanto ele é importante? Independente do status do cargo que você ocupa, o seu trabalho é importante. Se estamos vivos, fazemos parte de um mundo que está em constante movimento. O que fazemos tem uma parte de contribuição. 
No Salmo 104, Deus é exaltado pelo seu esplendor e majestade. Sua grandiosidade é descrita através das obras de suas mãos. Entre estes destaques, está a figura do homem que sai para o seu trabalho, para o seu labor até o entardecer. Devemos ser gratos a Deus pelo privilégio de fazer parte da sua criação e ser um dos motivos pelos quais ele é louvado. 
Que estejamos desempenhando nosso trabalho cada vez melhor e sempre esteja em nosso coração a gratidão e alegria pela profissão que temos. 

A vida de cada pessoa é importante. 

terça-feira, 11 de setembro de 2018

No caminho

Marcos 15.9-15

Não cometam injustiça num julgamento; não favoreçam os pobres, nem procurem agradar os grandes, mas julguem o seu próximo com justiça (Lv 19.15).

Uma mulher que vendia gardênias diante do Radio City Music Hall, em Nova York, exibia o seguinte cartaz: “Não estou faminta e não tenho filhos para alimentar. Vendo flores porque amo as flores e gosto de vendê-las. Se quiser comprar, custam 25 centavos cada uma, e eu lhe agradeço. Se não está interessado, isto é com você, e que Deus o guie em seu caminho”. A mulher esvaziou cinco cestas de flores em quinze minutos. Esta história me lembra a questão da honestidade. Infelizmente, muitos ainda acreditam que para conseguir alguma coisa não podem ser totalmente sinceros. Sempre estão aumentando um pouco uma história contada, sempre escondendo fatos. Estes estão errados. O melhor caminho é a declaração da realidade. Falar a verdade. Esta história também é de grande motivação, pois mostra que quando você faz o que gosta e se dedica em fazer o melhor possível, você sempre alcançará os benefícios de seu trabalho. Mesmo que não ganhe muito dinheiro, você sempre será recompensado. 
Precisamos viver com sinceridade e naturalidade. Nosso maior interesse deve ser agradar a Deus com nossas ações. Se as pessoas se importam ou não com o que fazemos, não é o mais importante. Devemos ser gratos a quem nos ajudar, quem for nosso companheiro na caminhada. Quanto a quem não concordar, apoiar e até nos perseguir, não temos muito o que fazer a não ser orar por estas pessoas. Precisamos aprender a lidar com oposição. Não podemos nos desviar de nosso propósito para agradar às pessoas. Quando queremos agradar a todo mundo, acabamos não agradando ninguém e desagradando a Deus. Lembre-se de Pilatos que, desejando agradar a multidão, soltou Barrabás, mandou açoitar Jesus e o entregou para ser crucificado (Mc 15.15). O próprio Jesus disse: “não procuro agradar a mim mesmo, mas àquele que me enviou” (Jo 5.30).

Viva para Deus.

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Sofrimento

Deuteronômio 8.11-16

Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração (Os 2.14).

Deuteronômio 8.15 fala sobre o povo de Israel que passou pelo terrível deserto e lá sofreu por muito tempo. O texto deixa claro que, apesar do sofrimento, em nenhum momento Deus estava ausente. Ele conduziu e sustentou o povo no deserto. Fez sair água da rocha, deu o maná para eles comerem e depois os tirou do deserto. No final do v.16, encontramos de forma clara lições do sofrimento. 
O motivo pelo qual o povo teve que passar pelo sofrimento foi, em primeiro lugar, para levá-los à humildade (“para humilhá-los”). Sabemos que o amor nos constrange, mas a dor desperta mais nosso temor, faz-nos mais humildes e dependentes de Deus. O sofrimento nos faz lembrar que somos frágeis, faz-nos pensar nos outros e olhar para Deus. 
Em segundo lugar, aprendemos a ser santos (“e prová-los”). O sofrimento nos faz produzir verdadeiros frutos. As provações arrancam o pecado de seu esconderijo. Na aflição, o pecado perde seu sabor e nos afastamos dele. A aflição trata do pecado, como disse Davi: “Antes de ser afligido andava errado, mas agora guardo a tua palavra” (Sl 119.67).
Por último, o sofrimento coopera para o nosso bem, porque o Senhor nos dá o consolo e alegria (“para lhes fazer bem”). Jesus disse aos seus discípulos: “A vossa tristeza se converterá em alegria” (Jo 16.20). Onde abunda o sofrimento de Deus, abunda Sua consolação. Deus é chamado de Pai de toda consolação. O sofrimento nos ensina a desfrutar mais de Deus, nos alegrar em sua presença e nos prepara para desfrutarmos a herança celestial. 
Devemos sossegar. Por maior que seja a tempestade, nosso barco não vai afundar, pois Jesus está conosco no barco e é poderoso para repreender o vento e a fúria das águas.   
Portanto, é preciso aprender que em tudo (até mesmo no sofrimento) devemos dar graças. Aprender que todas as coisas cooperam para o nosso bem e que podemos tirar proveito do sofrimento. 

No deserto, Deus fala muito mais ao nosso coração do que na bonança.