terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Deus promete e cumpre


Esdras 1.1-4

O coração do rei é como um rio controlado pelo Senhor; ele o dirige para onde quer (Pv 21.1).

Somos limitados e falhamos. Prometemos, mas não cumprimos, mentimos, somos infiéis. Mas Deus cumpre o que promete. Embora às vezes seja difícil entender e confiar, estejamos certos de que Deus é fiel. Deus não é homem para mentir e não promete o que não possa cumprir. Quando olhamos para o passado e vemos tudo o que Deus já fez, somos fortalecidos pois tudo aconteceu como foi anunciado. Como a sua obra ainda não terminou é certo que o que começou irá terminar como planejou. Muitas de suas promessas ainda estão por se cumprir. Uma destas histórias do passado é registrada no livro de Esdras. Ele conta a história da restauração do povo de Deus. Esdras narra a fidelidade de Deus em cumprir suas promessas. Fala sobre o cumprimento da profecia de Isaías 44.28 que anuncia, muito tempo antes, que Ciro iria libertar o povo e o templo seria reconstruído. 
Vivemos muitas vezes num cenário de desesperança. Isso torna difícil acreditar que encontraremos alívio e solução. Mas foi o que aconteceu no passado. O povo, quando levado cativo, estava totalmente dominado. Não existia chance alguma de libertação ou retorno. A única esperança deles foi a promessa de Deus. A palavra de Deus é suficiente. As promessas de Deus se cumprem, independente das possibilidades. O poderoso Ciro, que derrotou a Babilônia, se torna um servo nas mãos de Deus para executar sua vontade. Em Isaías 44.28 (NTLH) Deus diz: “Sou eu quem diz a Ciro: Você governará em meu nome e fará o que eu quero. Você ordenará que Jerusalém seja reconstruída e que sejam postos os alicerces do novo templo”.
Deus é o comandante do universo. Como no passado, antes mesmo de Ciro nascer, já havia determinado que libertaria o povo e cumpriu sua promessa. No futuro também cumprirá o que prometeu. Irá usar quem quiser e proverá o que for necessário para que suas promessas sejam cumpridas no tempo certo. 

Não haverá impossíveis em todas as suas promessas.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Prossiga confiante


Salmo 27.2-4

Quem anda com integridade anda com segurança, mas quem segue veredas tortuosas será descoberto (Pv 10.9).

Muitas são as cobranças, muitos são os olhares e também enormes são as críticas. Às vezes ficamos confusos tentando agradar tanta gente que não sabemos o que fazer. O escritor Eduardo Moreira conta que seu avô pôde ajudá-lo sobre este problema. Ele disse: “Conversava com meu avô em tom de desabafo. Falava sobre como era difícil cultivar meus interesses e, ao mesmo tempo, ser visto como diferente por meus amigos. Dizia-lhe que às vezes me sentia bobo, porque escrevia poesias e textos filosóficos. Ao fim do desabafo, dissertava sobre algumas de minhas conclusões recentes a respeito da vida e da existência humana, quando meu avô, enfático, falou: — Bobos são eles, meu neto! Não deixe nunca que interfiram nesse seu jeito nobre de interagir com a vida. O que você faz e pensa é lindo e especial, e você ainda dará um valor enorme a isso tudo em sua vida. Suas ideias chegarão longe e farão um bem enorme a muita gente. Esses, que hoje ironizam seus hábitos, terão muito a absorver dos frutos que isso gerará. E conte sempre comigo nessa caminhada”.
Não devemos desistir de nossos projetos por causa das críticas. Se o que queremos não é algo que Deus desaprova e se nos sentimos por Deus chamados para realizar algo, devemos prosseguir. Sempre existirão críticas negativas. É preciso continuar apesar delas. 
Isso também não quer dizer que não devemos ouvir bons conselhos e críticas positivas e construtivas. O que nos dispomos a fazer sempre poderá ser feito de uma forma melhor. E uma das formas de melhorarmos é ouvindo o conselho dos amigos.  
O escritor Eduardo Moreira guardou o ensino de seu avô e muitos anos depois lançou um livro que vendeu mais de 150 mil cópias em um ano. Nossa segurança para continuar firme está na integridade de nossa obra. A pessoa honesta anda em paz e segurança. Nossa segurança vem de Deus e por isso não deve ser abalada por críticas. 

A fé nos faz prosseguir. 

domingo, 9 de dezembro de 2018

Autocrítica


Gálatas 6.1-6

Examine-se cada um a si mesmo (1Co 11.28).

Nesta passagem, percebendo que os Coríntios participavam da ceia sem nem mesmo pensar no que estavam fazendo, Paulo os exorta dizendo: “examine-se cada um a si mesmo, e então coma do pão e beba do cálice”. Nossas ações, sejam elas quais forem, precisam ser realizadas a partir de uma reflexão séria. Deus nos criou com inteligência e nos dá capacidade de discernir o que é melhor. Muitos fazem certas coisas e depois dizem a frase: “agi sem pensar”. É preciso tomar muito cuidado, pois depois de agir teremos que arcar com as consequências de nossa ação. 
Examinar-se a si mesmo é um chamado a uma íntima e permanente autocrítica. Não é uma tarefa fácil. Tanto que Jesus chegou a dizer que é mais fácil ver um pequeno cisco no olho de outra pessoa do que uma trave no nosso. As falhas dos outros, olhamos com lente de aumento, mas os nossos erros muitas vezes ignoramos ou através das desculpas os tornamos insignificantes. 
Examine-se a si mesmo. Não jogue a sujeira para debaixo do tapete. Ocupe-se em limpar todos os dias o que há de errado em seus pensamentos, conversas e atos. Descubra o que pode ser melhorado, o que foi esquecido, deixado para trás, o que ficou inacabado. O antônimo do autoexame é o autoengano. Enganar a si mesmo é orgulhar-se do que não é. É pensar em si mesmo além do que convém. Quem faz um autoexame verdadeiro busca corrigir o que está errado e também pode se alegrar e ver suas qualidades. “Se alguém se considera alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo. Cada um examine os próprios atos, e então poderá orgulhar-se de si mesmo, sem se comparar com ninguém” (Gl 6.3-4). 
Como cristãos devemos ter o discernimento como característica. Enquanto que a tendência natural do homem é desculpar-se e criticar o seu próximo, nossa principal marca deve ser o arrependimento, o amor e a sinceridade. “Sonda-me, Senhor, e prova-me, examina o meu coração e a minha mente” (Sl 26.2).

Guia-me na tua palavra.  

sábado, 8 de dezembro de 2018

Superação


Salmo 30.7-12

Ó Deus, liberta Israel de todas as suas aflições! (Sl 25.22)

Era uma vez um riacho de águas cristalinas que serpenteava entre as montanhas. Em certo ponto de seu percurso, o riacho notou que à sua frente havia um pântano imundo, por onde deveria passar. Olhou, então, para Deus e protestou: - Senhor, que castigo! Eu sou um riacho tão límpido, tão formoso, e o Senhor me obriga a atravessar um pântano sujo como esse! Como faço agora? Deus respondeu: - Isso depende da sua maneira de encarar o pântano. Se ficar com medo, você vai diminuir o ritmo de seu curso, dará voltas e, inevitavelmente, acabará misturando suas águas com as do pântano, o que o tornará igual a ele. Mas se você o enfrentar com velocidade, com força, com decisão, suas águas se espalharão sobre ele, a umidade as transformará em gotas que formarão nuvens, e o vento levará essas nuvens em direção ao oceano. Aí você se transformará em oceano. 
Em toda nossa caminhada de vida vamos enfrentar problemas novos, tentações, dores e dificuldades. A vida é uma caminhada de superação. Eu não tenho escolha, eu preciso prosseguir, lutar contra os obstáculos que surgem diariamente. Acreditar em Deus nestas horas faz toda diferença. Entender que as dificuldades não são apenas castigo, mas elementos de superação, de crescimento, de formação do nosso caráter e de fortalecimento. Viver com medo é uma representação de falta de fé. O medo é falta de confiança. Também é errado aquele que acredita que a tudo pode vencer sozinho. Isto é orgulho. 
Portanto, o que devemos fazer: acreditar em Deus e não desistir. Fortalecidos pela companhia divina, viver na fé e confiança no Pai que sabe tudo o que temos necessidade antes mesmo que cheguemos a pedir.
A vida não é uma festa, nem um velório. A vida é uma caminhada que deve ser feita de força em força, de fé em fé. A vida não é nosso destino, mas o caminho que Deus nos dá para a eternidade. 

Quando o sofrimento fizer parte do caminho, enfrente-o e supere-o.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Sozinho


Gálatas 6.7-10

Os que criam mantinham-se unidos e tinham tudo em comum (At 2.44).

Parece que solidão passou de problema para a solução na vida de algumas pessoas. Uma obsessão de muitos. São comuns frases como: Amo a minha privacidade. Não quero ver gente. John McKay disse: “Meus vizinhos são perfeitos. Não conheço nenhum deles”.
O mundo mudou, hoje não vemos uma família passando horas fazendo pamonha ou qualquer outro tipo de refeição juntos. Quando as famílias se reúnem é comum ver cada um sentado em um canto da sala olhando o celular. “Muitos equipamentos modernos e lojas de conveniência - lavadoras de louças, forno de micro-ondas, lanche rápido - reduziram drasticamente o tempo de convivência familiar. Embora isso possa não parecer ruim a princípio, tem seu lado negativo: Não temos muitas tarefas a fazer, portanto não as fazemos juntos” (Gary Kinnaman). 
Na Bíblia não encontramos um mandamento que diz para buscarmos o isolamento como fonte de prazer. Pelo contrário, a Bíblia fala para vivermos em comunidade, amar nosso próximo, servirmos uns aos outros, perseverarmos na comunhão. Diz que aqueles que passavam a crer em Deus estavam sempre juntos. Algumas vezes encontramos na Bíblia pessoas que buscaram a solidão, mas para ficar a sós com Deus. Buscaram o silêncio para ouvir melhor a Deus. Isso é muito bom, mas fora disto, devemos tirar mais tempo para ficar com as pessoas e menos para a solidão. 
Viver em comunhão e não no isolamento é uma grande forma de fazer o bem. Não nos cansemos de fazer o bem. Aproveitemos todas as oportunidades de fazer o bem a todas as pessoas com que convivemos, principalmente aos da família da fé. 
Ame as pessoas, use as coisas. Nossa tendência é ficar tanto tempo sozinhos e envolvidos com coisas, que passamos a gostar mais delas do que das pessoas. Mais do que amar a privacidade, que possamos amar o nosso próximo. Ficar sozinho pode parecer por um tempo uma coisa boa, mas incomparavelmente melhor é a alegria da comunhão.

Não confunda privacidade com felicidade. 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Infusão de Cristo


Efésios 3.14-19

Tudo posso naquele que me fortalece (Fp 4.13).

Podemos dizer como Paulo: “Tenho forças para todas as coisas em Cristo que me fortalece.  Estou pronto para enfrentar qualquer coisa, em igualdade com qualquer coisa, mediante aquele que infunde seu poder interior em mim a saber, sou autossuficiente por causa da suficiência de Cristo” (Filipenses 4.13 na Bíblia Amplificada).
A palavra infundir significa “pôr de molho em, pôr de infusão, incutir, inspirar, penetrar” com o objetivo de extrair certas qualidades. Malcolm Smith disse que. um dia, sentou-se para jantar ponderando nestas grandes verdades. Ficou se perguntando: “Como pode Cristo, zoe-ágape de Deus, viver em mim? Nesta hora a garçonete trouxe uma xícara de água fervente acompanhada de um saquinho de chá. Mergulhando o saquinho de chá na água, vi a água tornar-se colorida ao receber a força da erva. De súbito, ocorreu-me que eu havia apenas “infundido” o chá na água — o que resultou numa saborosa bebida. Se eu quiser viver a vida de Cristo, o Senhor precisa vir a mim e viver dentro de mim. A vida de Cristo precisa ser infundida em meu espírito”. A força e o sabor do chá haviam sido liberados das folhas da erva, misturando-se com a água anteriormente incolor e insossa. A infusão do chá na água é tão completa que já não a chamamos mais de água, e sim de chá. Nossa força vem de Cristo. É a partir da comunhão que temos com ele que somos transformados. Sem Cristo estamos perdidos. Com Cristo habitando em nossos corações, conhecemos gloriosas riquezas. Podemos ser cheios de toda plenitude de Deus. Estamos em comunhão com aquele que é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos. Isso através do seu poder que atua em nós. 
Cristo é nosso supremo pastor. Ele ergue o abatido, fortalece aquele que já não tem mais forças. Que Jesus seja nossa vida, nossa inspiração, que dele venha nossa força e transformação. Com Cristo somos mais que vencedores. 

Cristo traz cor e sabor à nossa vida.


quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Exclusividade


Lucas 9.61-62

Ele é a cabeça do corpo, que é a igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a supremacia (Cl 1.18).

Em nosso texto encontramos um candidato voluntário a seguir Jesus. Mas, ele já se candidata impondo condições para segui-lo. Ele demostra ser um candidato com intenções divididas. Diz a Jesus: “Vou seguir-te, Senhor, mas deixa-me primeiro voltar e despedir-me da minha família”. Em seu comentário Hendriksen fala que Jesus rejeitou este aspirante pois, conhecendo o coração dele, sabia que era muito perigoso ele ir primeiro à sua casa. Ele ainda não tinha suas prioridades bem estabelecidas. “Ao encontrar-se com “família em casa”, facilmente poderia cair presa dos rogos emotivos e fervorosos para ficar em casa e não se juntar a Jesus e a seus seguidores”. Pedir permissão dos seus pais era algo perigoso, que naturalmente seria recusado. 
Jesus respondeu a este homem: “Ninguém que põe a mão no arado e olha para trás é apto para o Reino de Deus”. O homem que põe a mão no arado e começa a arar para frente, mas logo começa a olhar para trás, não pode fazer seu trabalho direito. Assim como não é possível arar uma terra olhando para trás também é impossível seguir a Jesus com os olhos em outro lugar. William Barclay diz: “Na caminhada de Cristão não devemos ficar olhando para trás, para os lados, devemos mirar em Jesus e seguí-lo sem paralelos e concorrentes. 
Não podemos colocar condições ao nosso compromisso de seguir Jesus. O verdadeiro discípulo de Jesus tem como prioridade servir ao reino de Deus. Nosso coração não pode estar dividido. Não podemos seguir Jesus com a nossa mente em outro lugar. Seguir Jesus juntamente com outros compromissos duvidosos e perigosos. Que estejamos dispostos a dizer como Isaías: “Então ouvi a voz do Senhor, conclamando: “Quem enviarei? Quem irá por nós?” E eu respondi: Eis-me aqui. Envia-me!” (Is 6.8). Seja esta a nossa oração e nosso compromisso. Dizer a Jesus: “eu vou te seguir” sem “mas…”

Deus requer exclusividade de alguém que o serve integralmente. 

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Oração consciente


Salmo 71.1-6

Esta é a minha oração: Que o amor de vocês aumente cada vez mais em conhecimento e em toda a percepção (Fp 1.9).

Quando oramos estamos falando com o criador do universo. Estamos clamando também a nosso pai querido e misericordioso. Por isso nos aproximamos de Deus conscientes da nossa insignificância, mas ao mesmo tempo nos achegamos com confiança. Não podemos esquecer que somos pecadores e estamos falando com o Deus santíssimo. Também não podemos esquecer que Deus nos perdoa de todo pecado. 
Desta forma, nossa oração já começa em gratidão. Como podemos nos aproximar daquele que nos salvou sem nos alegrarmos por estar em sua presença? Sem dizer a ele o quanto estamos felizes por sua graça? “Com efeito, grandes coisas fez o SENHOR por nós; por isso, estamos alegres” (Sl 126.3).
A oração consciente é também confiante. Pois na consciência do poder de Deus sabemos que Deus pode realizar tudo o que for da sua vontade. Davi diz: “Em ti, Senhor, busquei refúgio; nunca permitas que eu seja humilhado. Resgata-me e livra-me por tua justiça; inclina o teu ouvido para mim e salva-me. Peço-te que sejas a minha rocha de refúgio, para onde eu sempre possa ir; dá ordem para que me libertem, pois és a minha rocha e a minha fortaleza” (Sl 71.1-3). Davi está consciente que Deus pode livrá-lo, que ele é a sua fortaleza. No Salmo 62.8, Davi recomenda que como ele, também devemos orar e confiar no Senhor: “Confie nele em todos os momentos, ó povo; derrame diante dele o coração, pois ele é o nosso refúgio”.
Nossa oração deve ser sempre sincera e consciente. Nos aproximamos de Deus com nossos pedidos e agradecimentos, porque ele se revela a nós. Quanto mais sentimos a presença de Deus, quanto mais ouvimos ele falando conosco, mais falamos com ele através da oração, mais poderemos ver que Deus age em nós e por meio de nós e mais renderemos glórias ao soberano Deus. “Buscarás ao SENHOR, teu Deus, e o acharás, quando o buscares de todo o teu coração e de toda a tua alma” (Dt 4.29).

Na oração consciente, temos consciência de quem somos e de quem Deus é. 

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Deus amou


João 3.16-21

Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna (Jo 3.16).

João 3.16 é um dos versículos mais conhecidos e lidos da Bíblia. Ele anuncia o amor de Deus, traz esperança e alegria a um mundo perdido. João 3.17 afirma que Deus mandou o seu Filho para salvar o mundo e não para julgá-lo. A salvação foi anunciada por ele. Veja o que Jesus diz em João 5.24: “Eu lhes asseguro: Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não será condenado, mas já passou da morte para a vida”.
Gosto muito da poesia de Jonathas Braga sobre João 3.16 que diz: Por que Deus amou o mundo não entendo. Os homens são tão maus e tão perversos que sua iniquidade é um mal tremendo e longe do Senhor vivem dispersos. Porém sei que este amor de tal maneira aos homens fez sentir o seu poder que deu ao Unigênito a primeira e mais preciosa dádiva a saber. E Jesus sofreu tanto para que todo aquele que aceitar com fé intensa e nele crer levante-se do lodo e viva para Deus em pura crença. E todo aquele que nele houver crido não pereça nas dúvidas fatais, mas tenha vida eterna recebido, e permaneça sempre mais e mais.
Mais do que entender, devemos crer. Somente através da fé podemos compreender um pouco mais o amor de Deus. A Bíblia diz que devemos crer no nome do unigênito filho de Deus. Quem nele crê não é condenado. 
É preciso despertar para este grande amor de Deus por nós. Ele nos escolheu não porque somos especiais, mas porque ele nos amou. Um amor ligado pelo amor, não por mérito pessoal. Deuteronômio 7.7-8 diz: “Não vos teve o SENHOR afeição, nem vos escolheu porque fôsseis mais numerosos do que qualquer povo, pois éreis o menor de todos os povos, mas porque o SENHOR vos amava e, para guardar o juramento que fizera a vossos pais, o SENHOR vos tirou com mão poderosa e vos resgatou da casa da servidão, do poder de Faraó, rei do Egito”. Saber disso nos faz ainda mais agradecidos. 

Deus diz para nós: olhe para a cruz, pra Jesus e não pereça.

domingo, 2 de dezembro de 2018

O Veneno


Levítico 19.16-19

Não procurem vingança, nem guardem rancor contra alguém do seu povo, mas ame cada um o seu próximo como a si mesmo. Eu sou o Senhor (Lv 19.18).

A filha chegou para o pai e disse: 
- Pai, não aguento mais a minha vizinha! Quero matá-la, mas tenho medo que descubram. O senhor pode me ajudar?
O pai respondeu: 
- Posso sim, meu amor, mas tem um porém: Você vai ter que fazer as pazes com ela para que ninguém desconfie que foi você que a matou, quando ela morrer. Vai ter que cuidar muito bem dela, ser gentil, agradecida, paciente, carinhosa, menos egoísta, retribuir sempre, escutar mais...
- Certo... - disse a menina.
- Tá vendo este 'pozinho' aqui? Durante um mês, todos os dias, você vai colocar um pouco deste pó na comida dela. Assim, ela vai morrer aos poucos.
Passados os 30 dias, a filha voltou e disse ao pai: 
- Eu não quero mais que ela morra! Eu passei a amá-la. E agora? Como faço para cortar o efeito do veneno?
O pai, então, respondeu: 
- Não se preocupe! O que eu te dei foi farinha de trigo. Ela não vai morrer, pois o veneno, na verdade, estava em você!
Esta história, provavelmente inventada, ilustra uma verdade. Quando começamos a alimentar o ódio em nosso coração contra uma pessoa, o relacionamento se torna insuportável. O ensino bíblico diz que no lugar de espalhar calúnias, fazer acusações contra alguém, devemos nos aproximar desta pessoa e ter uma conversa franca. No lugar da vingança e do ódio, devemos amar nosso próximo como a nós mesmos. A força do perdão está na aproximação em amor. Se nos aproximamos de alguém, seja quem for, com atitudes de amor, o sentimento de dissensão desaparecerá. “O ódio provoca brigas, mas o amor perdoa todas as ofensas” (Pv 10.12 - NTLH).
Busquemos o amor que cura a enfermidade assassina do ódio, que cobre o pecado, que nos faz viver bem e querer o bem de todos que se aproximam de nós. Ame a Deus com todas as suas forças e a seu próximo como se ele fosse você ou alguém bem próximo de você. 

O ódio subtrai, o amor acrescenta.