terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Muitas graças


2Pedro 3.14-18

Cresçam, porém, na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, agora e para sempre! Amém (2Pe 3.18).

Enquanto aguardamos o maravilhoso dia em que estaremos juntos com o Senhor no céu, Paulo diz que devemos tomar cuidado para não sermos levados pelo erro de pessoas imorais. Devemos viver buscando crescer na graça e no conhecimento de Deus. Da mesma forma que uma criança quando nasce inicia em sua vida um processo de crescimento, quem está vivo para Deus deve crescer na graça e no conhecimento de Deus. Esta é a principal ocupação do Cristão, é o que dá propósito à sua vida. 
Para crescermos na graça e no conhecimento de Deus devemos nos aproximar de Deus e buscá-lo de coração. Esta aproximação de Deus acontece quando vivemos em ações de graças. Quando em nossa vida damos glória a Deus em todo o tempo e não apenas em alguns momentos. Quando a ele damos glória agora como daremos glória para sempre. 
Alguém pode achar que viver para agradar a Deus e renunciar a própria vontade é uma perda. Mas tenha certeza de que quem vive para glorificar a Deus de forma alguma está desperdiçando seu tempo. Charles Spurgeon disse em um de seus sermões: “O louvor nunca é inoportuno, e interromper qualquer atividade com o objetivo de louvar e engrandecer nosso Deus, não constitui nenhuma interrupção. A ele seja a glória agora - Não posterguem o dia de Seu triunfo; não posterguem a hora de Sua coroação. Seja a Deus a Glória para sempre – Tempo, você ficará velho e morrerá! Eternidade, seus anos incontáveis apressarão seu curso eterno! Porém, para sempre, para sempre, para sempre a ele seja a glória.”
Pense nisso. Nosso chamado é para dar sempre muitas graças a Deus. Nossa alegria é saber que nunca cessaremos de render nosso louvor a ele. A isso tudo que você leu, diga: “Amém” - Senhor, que assim seja, isto é o desejo do nosso coração.

Adoremos ao criador de todas as coisas

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Quanta glória


Judas 24-25

Agora, nosso Deus, damos-te graças, e louvamos o teu glorioso nome (1Cr 29.13).

Falar da glória de Deus é descrever o indescritível. Como a criatura poderá descrever o criador? O que podemos dizer é o que aprendemos pela própria descrição que Deus faz de si mesmo por intermédio de sua palavra. John Piper, falando sobre o que é a glória de Deus, disse: “A glória de Deus é a santidade de Deus colocada em exposição. Isto é, o valor infinito de Deus manifestado. Quando a santidade de Deus enche a terra para que as pessoas vejam, ela chama-se glória.” Em Isaías 6.3 encontramos o profeta falando sobre a santidade de Deus e sua glória. “E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória”. 
A glória de Deus pode ser vista em toda terra. Quando olhamos para a beleza da criação, temos uma visão da glória do criador. Mas é interessante lembrar que a glória de Deus não se limita à criação. Sua glória é de eternidade a eternidade. Veja esta oração de Jesus: “e, agora, glorifica-me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que eu tive junto de ti, antes que houvesse mundo” (João 17.5). Ele fala de uma glória existente antes do mundo existir. A glória de Deus é uma grandeza imensurável. Grande é a glória de sua graça, de seu poder, gloriosa é sua herança. 
Entre tantas coisas devemos lembrar que nós fazemos parte desta glória. Fomos criados para a glória de Deus. Somos chamados para fazer todas as coisas para a glória de Deus. Como fazer isso? Vivemos para a glória de Deus quando o objetivo de nossa vida é glorificá-lo, quando nossa missão é anunciar a outras pessoas esta glória, quando nossa esperança é chegar ao dia em que contemplaremos de forma completa a glória de Deus nos céus.  
Vivamos para a glória de Deus e estejamos certos de que estamos no caminho. Sustentados pelo nosso Senhor Jesus Cristo, cheios de alegria, seremos um dia apresentados a gloriosa presença de Deus.  

Valorize, conheça, dê glória a Deus. 

domingo, 16 de dezembro de 2018

Permanecer em Cristo


Atos 14.21-22

Eu sou a videira; vocês são os ramos. Se alguém permanecer em mim e eu nele, esse dará muito fruto; pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma (Jo 15.5).

Quem conhece a Cristo deve permanecer em Cristo. Mas o que significa esta frase: “Permanecer nele”? Devemos crer que significa muito mais do que nos separarmos do mundo e nos ligarmos à uma igreja de nosso bairro. É muito mais do que ter a experiência momentânea da presença de Deus através de seu Espírito. “Permanecer em Jesus é praticar a presença de Deus; é criar o hábito da intimidade com ele e encontrar nele mesmo todas as fontes da vida e poder espirituais. É viver na presença dele tão constantemente que a comunhão com ele se torne tão natural como o respirar. Os que assim vivem têm alcançado o segredo da vitória, da alegria incessante, da vida imortal e do trabalho frutífero e abundante” (Natanael de Barros Almeida). 
Paulo e Barnabé, em seu trabalho missionário, sofreram muitas perseguições. Mesmo assim permaneceram em Cristo. Seguiram em sua missão até o fim. O texto base conta que eles, depois de pregarem em Derbe e feito muitos discípulos de Cristo lá, seguiram por várias cidades. Passaram por Listra, Icônio e Antioquia. O testemunho de Paulo e Barnabé fortaleceu a fé daqueles irmãos que foram por eles visitados. O texto diz: “Fortalecendo os discípulos e encorajando-os a permanecer na fé, dizendo: É necessário que passemos por muitas tribulações para entrarmos no Reino de Deus” (At 14.22).
Para permanecer em Cristo devemos andar no Espírito. A vida com Deus não é uma atividade semanal. É uma ação habitual. Um viver diário guiado por Deus, o Espírito Santo. É assim que Deus nos livra do pecado e seu domínio e nos faz servir a Deus. 
Na vida, quem busca permanecer em Cristo tem a grata alegria de que perder é ganhar. Permanecer em Cristo significa afastar-se do que não é de Cristo. Parece perda, mas o afastamento do que não agrada é livramento, é bênção. 

Viver com Cristo é ter plenitude de paz. 

sábado, 15 de dezembro de 2018

Eu, filho de Deus?


Romanos 10.9-20 

Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus (Jo 1.12).

“Eu também sou filho de Deus!” Esta expressão é comumente usada por pessoas que em determinada situação querem dizer que têm direitos, que merecem uma oportunidade como qualquer outro. Direito de receber um presente, um emprego ou um agrado qualquer.
Mas o que é realmente ser filho de Deus? Ser filho de Deus é estar salvo do poder da morte e ter recebido o dom da vida eterna. No passado, muitos entendiam que para ser filho de Deus era necessário ser judeu. O verdadeiro filho de Deus seria aquele que fosse descendente de Abraão, da linhagem natural de Israel. A história bíblica mostra, porém, que os filhos de Deus são os separados e escolhidos por Deus – não apenas os que nasceram em certo povo. A promessa de Deus era que haveria um povo separado, o que não quer dizer que seriam todas as pessoas nascidas da descendência de Abraão. 
*Quem são então os verdadeiros filhos de Deus? Joel 2.32 diz: “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”, não todos os descendentes de Abraão, nem todos os que conhecem a lei e a seguem com rigor, mas todos os que invocam o nome do Senhor. A condição de filho de Deus requer que se ouça a informação que recebemos nos ensinos bíblicos para que despertem a fé. O filho de Deus crê pela fé em seu coração que Jesus ressuscitou dos mortos e confessa com sua boca que Jesus é Senhor – é um coração consciente que se expressa por uma confissão nos lábios. 
Deus não escolhe como filhos pessoas superdotadas e especiais conforme a visão humana. Ele escolhe aqueles que, apesar de suas falhas, são abraçados pelo seu amor. 
Seja você quem for, e mesmo que se encontre afastado de Deus neste momento, poderá dizer: Eu também sou filho de Deus. Pode invocá-lo, pois ele está à sua espera. Ele abençoa ricamente todos os que o invocam. Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo (Jl 2.32a). 

Volte para os braços do Pai.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Emanuel


Mateus 1.22-23

Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus conosco) (Mt 1.23).

Nos tempos bíblicos, era de grande importância o nome de uma pessoa e seu significado. Só pelo nome já podíamos identificar certas características de alguém. Por exemplo: Sete significa “Substituto”, sua mãe disse: “Deus me deu outro filho em lugar de Abel”. Noé significa “descanso” ou “consolo”. Ismael significa “Deus ouve”, foi assim chamado por sua mãe porque Deus a ouviu. Isaque era chamado “riso”, porque ele trouxe riso, alegria para a casa de Abraão. Jacó era chamado “suplantador” ou “astuto” porque ele suplantaria seu irmão. 
Jesus foi chamado de Emanuel. Um nome com um grande significado para nós. Jesus é Deus conosco. Ele esteve presente na terra e foi o Deus conosco. Ele agora está no céu e ainda é o Deus conosco. Na eternidade estaremos nos céus e ele será o Deus conosco. 
Spurgeon disse: Ponha-me em um deserto, onde plantas não crescem – Eu ainda posso dizer “Deus conosco”. Ponha-me no perigoso oceano, onde meu barco me balance loucamente sobre as ondas – Eu ainda diria “Emanuel, Deus conosco”. Sim, em uma tumba, lá dormindo em meio à corrupção, ainda lá poderia ver as pisadas de Jesus! Ele trilhou o caminho de todo Seu povo e ainda é “Deus conosco”. “Deus conosco” é o conforto do sofredor, é o bálsamo de sua dor, o alívio de sua profunda tristeza, é o sono que Deus dá a Seu amado, o descanso depois do trabalho e da labuta. 
Sem Jesus, nada podemos fazer. Com o Emanuel, nada precisamos temer. Tudo posso naquele que me fortalece. O Senhor adestra as nossas mãos para a batalha.  
Que possamos lembrar neste Natal que o nascimento de Jesus é a comprovação do cuidado de Deus para com as nossas vidas. Deus nos amou, sua presença é o maior presente que temos. 
Emanuel! A mensagem deste nome é: Você não está sozinho, porque o Salvador está com você. 

A presença de Jesus é nosso maior presente de Natal.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Cegueira espiritual


2 Pedro 1.5-11

Mas se os seus olhos forem maus, todo o seu corpo será cheio de trevas. Portanto, se a luz que está dentro de você são trevas, que tremendas trevas são! (Mt 6.23)

Terrível mal é a cegueira. Uma limitação que dificulta a vida. Uma barreira. Existem dois tipos de cegueira: a cegueira física e a espiritual. Paul David Tripp falando sobre isso disse: “A diferença entre cegueira física e espiritual é que a primeira é perfeitamente óbvia enquanto a última muitas vezes passa despercebida. Uma pessoa cega fisicamente é imediatamente confrontada com a sua condição. Muitas vezes, uma pessoa espiritualmente cega não somente falha em reconhecer sua cegueira, mas está convencida de que tem excelente visão. Uma parte fundamental de ser cego espiritual é que você é cego para com a sua cegueira”. 
Podemos estar cegos para muitas coisas e não perceber. O pecado nos cega. É preciso tomar muito cuidado, pois nos acostumamos com muitas coisas e deixamos de perceber o quanto erramos. De que maneira temos enxergado a nós mesmos, ao nosso próximo e a Deus? O que podemos fazer? Pedro disse: “empenhem-se para acrescentar à sua fé” (2Pe 1.5). A nossa fé não é estática, ela deve ser cultivada, desenvolvida. Pedro dá aqui alguns exemplos do que deve ser acrescentado à nossa fé: “empenhem-se para acrescentar à sua fé a virtude; à virtude o conhecimento; ao conhecimento o domínio próprio; ao domínio próprio a perseverança; à perseverança a piedade; à piedade a fraternidade; e à fraternidade o amor” (2Pe 1.5-7).
Somente acrescentando à nossa vida estas qualidades que Deus nos dá é que poderemos viver ativamente. Poderemos enxergar melhor. Não vamos enxergar como os fariseus que cumpriam a lei externamente, mas estavam distantes de Deus no coração. Nem como a igreja de Laodiceia que se achava rica e Deus disse que era miserável e cega (Ap 3.17-18). Poderemos viver na presença de Deus. Através da iluminação do Espírito Santo seremos guiados pelos bons caminhos de Deus. 

Coração limpo, bons olhos. 

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Guiado no caminho


Provérbios 2.7-15

O bom senso o guardará, e o discernimento o protegerá (Pv 2.11).

Como saber o caminho? Podemos aprender com a seguinte ilustração sobre a segurança que devemos ter em tomar decisões e andar no rumo certo. Um mestre e seu discípulo estavam caminhando floresta a dentro, colheram alguns frutos e beberam água. Já era noite e a mata repousava sob imensa escuridão. Após satisfazerem a fome e a sede, tomaram o rumo de volta. Andaram bastante e, na metade do caminho, o mestre ordenou que seu discípulo os guiasse. O jovem argumentou que era impossível, pois, além de mal conhecer o lugar, faltava-lhes luz. Como se orientaria naquele breu? O mestre insistiu, porém, e o discípulo obedeceu. Depois de quase uma hora de tentativas inúteis, contudo, desistiu: não conseguia achar o caminho. O mestre, então, retomou a dianteira e o guiou até a caverna. Ao chegarem, o discípulo quis saber por que o mestre pedira que o levasse para casa, depois de já trilhada boa parte do percurso. O mestre assim explicou: — Eu apenas queria lhe mostrar algo muito importante. Você não percebeu, mas, até a metade do caminho, estava andando na minha frente, guiando-nos corretamente. Você não sabia que nos orientava. Apenas seguia seu instinto e voltava na direção certa. Quando lhe passei a responsabilidade, determinando que nos guiasse, você não teve coragem de seguir seu instinto e se perdeu na floresta. Ouça sua voz interior, pois ela o guiará sempre à direção certa. 
Nossa firmeza vem das palavras de sabedoria que guardamos em nosso coração. É Deus quem nos faz discernir qual é o melhor caminho. Toda insegurança se dissipa quando ouvimos a voz interior do Espírito Santo de Deus a nos guiar. “Pois o Senhor é quem dá sabedoria; de sua boca procedem o conhecimento e o discernimento” (Pv 2.6). 
Salomão diz que devemos buscar esta sabedoria de Deus como quem busca prata e ouro. Ou seja, devemos nos empenhar em conhecer os caminhos de Deus. Desta forma tomaremos decisões firmes e sábias. 

Incline o coração para o conhecimento de Deus.

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Deus promete e cumpre


Esdras 1.1-4

O coração do rei é como um rio controlado pelo Senhor; ele o dirige para onde quer (Pv 21.1).

Somos limitados e falhamos. Prometemos, mas não cumprimos, mentimos, somos infiéis. Mas Deus cumpre o que promete. Embora às vezes seja difícil entender e confiar, estejamos certos de que Deus é fiel. Deus não é homem para mentir e não promete o que não possa cumprir. Quando olhamos para o passado e vemos tudo o que Deus já fez, somos fortalecidos pois tudo aconteceu como foi anunciado. Como a sua obra ainda não terminou é certo que o que começou irá terminar como planejou. Muitas de suas promessas ainda estão por se cumprir. Uma destas histórias do passado é registrada no livro de Esdras. Ele conta a história da restauração do povo de Deus. Esdras narra a fidelidade de Deus em cumprir suas promessas. Fala sobre o cumprimento da profecia de Isaías 44.28 que anuncia, muito tempo antes, que Ciro iria libertar o povo e o templo seria reconstruído. 
Vivemos muitas vezes num cenário de desesperança. Isso torna difícil acreditar que encontraremos alívio e solução. Mas foi o que aconteceu no passado. O povo, quando levado cativo, estava totalmente dominado. Não existia chance alguma de libertação ou retorno. A única esperança deles foi a promessa de Deus. A palavra de Deus é suficiente. As promessas de Deus se cumprem, independente das possibilidades. O poderoso Ciro, que derrotou a Babilônia, se torna um servo nas mãos de Deus para executar sua vontade. Em Isaías 44.28 (NTLH) Deus diz: “Sou eu quem diz a Ciro: Você governará em meu nome e fará o que eu quero. Você ordenará que Jerusalém seja reconstruída e que sejam postos os alicerces do novo templo”.
Deus é o comandante do universo. Como no passado, antes mesmo de Ciro nascer, já havia determinado que libertaria o povo e cumpriu sua promessa. No futuro também cumprirá o que prometeu. Irá usar quem quiser e proverá o que for necessário para que suas promessas sejam cumpridas no tempo certo. 

Não haverá impossíveis em todas as suas promessas.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Prossiga confiante


Salmo 27.2-4

Quem anda com integridade anda com segurança, mas quem segue veredas tortuosas será descoberto (Pv 10.9).

Muitas são as cobranças, muitos são os olhares e também enormes são as críticas. Às vezes ficamos confusos tentando agradar tanta gente que não sabemos o que fazer. O escritor Eduardo Moreira conta que seu avô pôde ajudá-lo sobre este problema. Ele disse: “Conversava com meu avô em tom de desabafo. Falava sobre como era difícil cultivar meus interesses e, ao mesmo tempo, ser visto como diferente por meus amigos. Dizia-lhe que às vezes me sentia bobo, porque escrevia poesias e textos filosóficos. Ao fim do desabafo, dissertava sobre algumas de minhas conclusões recentes a respeito da vida e da existência humana, quando meu avô, enfático, falou: — Bobos são eles, meu neto! Não deixe nunca que interfiram nesse seu jeito nobre de interagir com a vida. O que você faz e pensa é lindo e especial, e você ainda dará um valor enorme a isso tudo em sua vida. Suas ideias chegarão longe e farão um bem enorme a muita gente. Esses, que hoje ironizam seus hábitos, terão muito a absorver dos frutos que isso gerará. E conte sempre comigo nessa caminhada”.
Não devemos desistir de nossos projetos por causa das críticas. Se o que queremos não é algo que Deus desaprova e se nos sentimos por Deus chamados para realizar algo, devemos prosseguir. Sempre existirão críticas negativas. É preciso continuar apesar delas. 
Isso também não quer dizer que não devemos ouvir bons conselhos e críticas positivas e construtivas. O que nos dispomos a fazer sempre poderá ser feito de uma forma melhor. E uma das formas de melhorarmos é ouvindo o conselho dos amigos.  
O escritor Eduardo Moreira guardou o ensino de seu avô e muitos anos depois lançou um livro que vendeu mais de 150 mil cópias em um ano. Nossa segurança para continuar firme está na integridade de nossa obra. A pessoa honesta anda em paz e segurança. Nossa segurança vem de Deus e por isso não deve ser abalada por críticas. 

A fé nos faz prosseguir. 

domingo, 9 de dezembro de 2018

Autocrítica


Gálatas 6.1-6

Examine-se cada um a si mesmo (1Co 11.28).

Nesta passagem, percebendo que os Coríntios participavam da ceia sem nem mesmo pensar no que estavam fazendo, Paulo os exorta dizendo: “examine-se cada um a si mesmo, e então coma do pão e beba do cálice”. Nossas ações, sejam elas quais forem, precisam ser realizadas a partir de uma reflexão séria. Deus nos criou com inteligência e nos dá capacidade de discernir o que é melhor. Muitos fazem certas coisas e depois dizem a frase: “agi sem pensar”. É preciso tomar muito cuidado, pois depois de agir teremos que arcar com as consequências de nossa ação. 
Examinar-se a si mesmo é um chamado a uma íntima e permanente autocrítica. Não é uma tarefa fácil. Tanto que Jesus chegou a dizer que é mais fácil ver um pequeno cisco no olho de outra pessoa do que uma trave no nosso. As falhas dos outros, olhamos com lente de aumento, mas os nossos erros muitas vezes ignoramos ou através das desculpas os tornamos insignificantes. 
Examine-se a si mesmo. Não jogue a sujeira para debaixo do tapete. Ocupe-se em limpar todos os dias o que há de errado em seus pensamentos, conversas e atos. Descubra o que pode ser melhorado, o que foi esquecido, deixado para trás, o que ficou inacabado. O antônimo do autoexame é o autoengano. Enganar a si mesmo é orgulhar-se do que não é. É pensar em si mesmo além do que convém. Quem faz um autoexame verdadeiro busca corrigir o que está errado e também pode se alegrar e ver suas qualidades. “Se alguém se considera alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo. Cada um examine os próprios atos, e então poderá orgulhar-se de si mesmo, sem se comparar com ninguém” (Gl 6.3-4). 
Como cristãos devemos ter o discernimento como característica. Enquanto que a tendência natural do homem é desculpar-se e criticar o seu próximo, nossa principal marca deve ser o arrependimento, o amor e a sinceridade. “Sonda-me, Senhor, e prova-me, examina o meu coração e a minha mente” (Sl 26.2).

Guia-me na tua palavra.