terça-feira, 16 de outubro de 2018

Oração Essencial

Mateus 6.5-8

Quando a minha vida já se apagava, eu me lembrei de ti, Senhor, e a minha oração subiu a ti, ao teu santo templo (Jn 2.7).

Da mesma forma que precisamos comer, beber, dormir e assim cuidar de nosso corpo, nossa alma precisa da oração para sobreviver. Nutrir a alma é muito importante. Mas é fácil esquecer disso. Assim disse o Senhor Jesus: “Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai” (Mateus 6.6). William Teixeira comenta este versículo diz: “Aqui, o Senhor não especulou a respeito da possibilidade dos seus seguidores orarem em secreto ou não, ele não diz ‘se talvez orares’, ‘se quiseres orar’, ‘se tiveres tempo para orar’, não, o Senhor diz: ‘quando orares’, a oração secreta e constante na vida dos verdadeiros seguidores de Cristo não é uma possibilidade, é uma certeza plena. Jesus sabia muito bem que os Seus orariam”. Não existe vida com Deus sem oração. Ninguém cogita alguém sobrevivendo sem comer, dormir ou respirar. Como podemos imaginar que alguém possa sobreviver como Cristão sem orar? 
“A oração particular é o teste de nossa sinceridade, o indicador de nossa espiritualidade, o principal meio de crescimento na graça. A oração particular é a única coisa, acima de todas as demais, que Satanás busca impedir, pois ele bem sabe que se ele puder ser bem sucedido neste ponto, o Cristão falhará em todos os outros” (PINK, A. W., Oração Particular). 
A oração é urgente. É um exercício que deve ser constante em nossa vida. Como definiu John Bunyan: “A oração é o derramar, de modo sincero, consciente e amoroso, o coração ou a alma diante de Deus, por meio de Cristo, no poder e ajuda do Espírito Santo, buscando as coisas que Deus prometeu, ou que estão em conformidade com a Sua Palavra, para o bem da igreja, com fiel submissão à Sua vontade”. 
Que além do estudo da Bíblia nos dediquemos ao ministério da oração. Assim estaremos fortalecidos para praticar o que aprendemos na Palavra de Deus. 

Orar é para alma o que a respiração é para o corpo. 

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Carregando pedras

Salmo 81.6-10

O temor do Senhor conduz à vida: quem o teme pode descansar em paz, livre de problemas (Pv 19.23).

Um mestre e seu discípulo conversavam quando perceberam cinco formigas que carregavam uma aranha morta para o alto de uma árvore. A aranha devia pesar vinte vezes mais. As formigas, porém, não pareciam dispostas a desistir. Após vários minutos de vagarosa e cuidadosa marcha, quando a poucos centímetros do destino, deixaram a aranha cair. Em vez de seguirem caminho, contudo, voltaram e retomaram a missão, no mesmo ritmo lento, esforçando-se para carregá-la novamente ao alto. Desta vez, obtiveram sucesso. O mestre então perguntou a seu discípulo: — Que lição vê nestas formigas? O rapaz respondeu: — Vejo que, pela união de suas forças, conseguiram atingir um objetivo que jamais conseguiriam sozinhas. — Já eu noto outra lição — disse o mestre. — Quantas vezes na vida estamos perto de alcançar um objetivo, mas falhamos? Porém, com frequência nos falta a humildade, que sobra nestas formigas, de começar do zero e traçar o caminho de novo. E então desistimos. 
Existem problemas que enfrentamos bravamente e por muito tempo conseguimos vencê-los. Como aquelas formigas, suportamos adversidades maiores do que nós mesmos. Com a ajuda de outras pessoas, seguindo bons conselhos, seguimos nossa caminhada com Deus. Mas a situação fica bem mais difícil quando, depois de muito lutar e caminhar, caímos e parece que voltamos ao início da caminhada. É nestas horas que pensamos em desistir. Como disse o mestre da nossa ilustração, falta humildade e coragem para recomeçar. Nos falta determinação e vontade. Os obstáculos sempre existirão. Mesmo que tenhamos de recomeçar várias vezes não devemos ficar parados, desistir. Deus nos fortalece no caminho e também estende sua mão para nos levantar quando caímos. A linha de chegada está mais próxima do que podemos imaginar. Somos vencedores! Em Cristo Jesus, mais que vencedores. 

Chegaremos no final com Deus, graças a Deus. 


domingo, 14 de outubro de 2018

Oração de um justo

1Reis 18.41-45

Então vocês clamarão a mim, virão orar a mim, e eu os ouvirei (Jr 29.12).

Depois de três anos e meio que Elias havia dito a Acabe que não iria chover, agora ele diz que vai chover: “Já ouço barulho de chuva pesada” (1Rs 17.41b). Esta palavra do profeta indicava que o tempo de ansiedade e fome estava chegando ao fim. Elias demostra grande confiança nas promessas de Deus. Depois de tanto tempo sem chuva, ele vai até Acabe dizendo que ouvia barulho de chuva pesada quando ainda não havia chovido. Depois que ele ora pedindo chuva, fala para seu servo olhar na direção do mar para ver se havia algum sinal de chuva. Quando seu servo disse que não havia nada lá, ele manda olhar novamente. Somente na sétima vez seu servo disse ver uma nuvem pequena. Se sem algum sinal, ele já havia dito estar ouvindo barulho de chuva, agora, vendo uma pequena nuvem, já manda avisar que Acabe deveria se apressar, porque a chuva poderia impedi-lo de seguir viagem. Acabe, instruído por Elias, tomou o caminho de Jezreel. Elias, fortalecido pelo Senhor, conseguiu correr vinte e sete quilômetros até o palácio de verão de Acabe em Jezreel e chegou a essa cidade antes de Acabe. 
Sua confiança estava no que Deus lhe havia dito. “Vá apresentar-se a Acabe, pois enviarei chuva sobre a terra” (1Rs 18.1). Ele também pode ter sido fortalecido pela experiência anterior. Ele já havia profetizado o contrário, “não cairá orvalho nem chuva nos anos seguintes, exceto mediante a minha palavra” (1Rs 17.1), e tudo ocorreu como ele havia dito. Realmente não choveu por três anos e meio. Tiago usa esta história para falar que a oração de um justo é poderosa e eficaz. Ele ressalta que Elias era “como um de nós” (Tg 5.17). Mesmo diante de grande dificuldade devemos orar. Após orar e ver a promessa de Deus se cumprir, Elias foi fortalecido com o poder do Senhor. Ver as promessas de Deus se cumprindo gera em nós grande entusiasmo e alegria. 

Não reclame, clame.

sábado, 13 de outubro de 2018

Conhecer e confiar

Isaías 26.1-4

O Senhor é a minha força e o meu escudo; nele o meu coração confia, e dele recebo ajuda. Meu coração exulta de alegria, e com o meu cântico lhe darei graças (Sl 28.7).

Algo difícil para todos nós é confiar e descansar o coração em Deus. A Bíblia nos convida a confiar no Senhor. Ela nos convida a crer que Deus está no centro de tudo, ele cuida e controla cada detalhe da história da nossa vida! 
Para que possamos confiar mais em Deus devemos fazer o que o salmista nos aconselha no Salmo 37.3 (RA): “Confia no SENHOR e faze o bem; habita na terra e alimenta-te da verdade”. Não confiamos mais em Deus, pois nos falta dedicação em conhecê-lo. Quanto mais nos dispomos a fazer o que é bom e nos alimentamos da verdade, mais nos aproximamos de Deus e mais confiamos nele.
O Rev. Luiz Henrique, falando sobre este versículo, disse: “Duas coisas são essenciais. Confiança total e absoluta em Deus e alimentação saudável e constante para manter a confiança. Muitas vezes nossa confiança em Deus se torna mais tênue devido à falta de alimento sólido da verdade. Quanto menos conhecemos alguém, menos confiamos; quando o conhecimento se aprofunda e há uma relação de intimidade mais estreita, maior será a confiança. Então o segredo para confiar suas lutas, dificuldades, dúvidas com respeito ao futuro, suas emoções e sentimentos, seus sonhos e objetivos estará sempre ligado ao grau de conhecimento que você tem de Deus e o grau desse conhecimento se dará pelo alimento saudável que você ingere”. 
É preciso buscar este conhecimento de Deus. Toda insegurança que temos está relacionada ao distanciamento dele. Todo nosso medo é causado pela falta de comunhão com Deus. Nossas decisões erradas, pecados estão ligados a ações independentes, realizadas por orgulho. Confie no Senhor, aproxime-se dele. Ele é fiel, digno de toda honra e confiança. Bendito seja o Senhor, Deus, nosso Salvador, que cada dia suporta as nossas cargas (Salmo 68.19).

O Senhor nos guia por caminhos tranquilos.

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Temor de Deus

Provérbios 1.1-7

Temam o Senhor, vocês que são os seus santos, pois nada falta aos que o temem (Sl 34.9).

A Bíblia define o temor de Deus de modo bem específico. O temor de Deus é o ódio ao pecado. Provérbios 8.13 diz: “Temer o SENHOR é odiar o mal”. É aborrecer o mal, lutar contra o que é mal. Ter o temor do Senhor significa simplesmente amar a Deus, de tal maneira que a pessoa odeie tudo o que ele odeia. É estarmos tão perto do Senhor, tão afinados com o caráter divino, que amamos o que ele ama e detestamos o que ele detesta. Temer a Deus é ter muito desejo de agradá-lo. Temor também pode ser definido como um “sentimento de profundo respeito e obediência” (Dicionário Houaiss). E ninguém, além de Deus, poderia merecer nosso respeito, reverência e obediência. 
Nada melhor do que ler o que a Bíblia diz sabiamente sobre isto. Destaco aqui quatro versículos importantes. “O temor do SENHOR é o princípio do saber, mas os loucos desprezam a sabedoria e o ensino” (Provérbios 1.7). “O temor do SENHOR prolonga os dias da vida, mas os anos dos perversos serão abreviados” (Provérbios 10.27). “O temor do SENHOR é fonte de vida para evitar os laços da morte” (Provérbios 14.27). “Feliz o homem constante no temor de Deus; mas o que endurece o coração cairá no mal” (Provérbios 28.14).
Podemos ver claramente que quem rejeita o temor está no caminho da perdição. Mas quem busca o temor do Senhor, encontra o caminho da sabedoria, encontra proteção, provisão e felicidade. Muitas são as armadilhas que querem nos desviar do caminho de Deus. Muitas tentações querem nos fazer desistir da verdade. Qual o caminho iremos escolher? Precisamos dormir e acordar conscientes de que ter uma vida temente a Deus é a coisa mais importante que existe. Temer a Deus não permite pausas. Que estejamos firmes no caminho da felicidade, do amor a Deus e abandono do pecado. Os santos de Deus, os chamados por Deus, separados para Deus irão seguir no caminho do temor, no caminho da vida. 

É sábio temer a Deus. 


quinta-feira, 11 de outubro de 2018

O Tapeceiro

Salmo 90.13-17

Esteja sobre nós a bondade do nosso Deus Soberano. Consolida, para nós, a obra de nossas mãos; consolida a obra de nossas mãos! (Sl 90.17).

Você conhece a música “O Tapeceiro” de Stênio Marcius? Ela tem uma letra muito inspiradora que diz: “Tapeceiro grande artista vai fazendo o seu trabalho incansável, paciente no seu tear. Tapeceiro não se engana sabe o fim desde o começo. Trança voltas, mil desvios sem perder o fio. Minha vida é obra de tapeçaria. É tecida de cores alegres e vivas. Que fazem contraste no meio das cores nubladas e tristes. Se você olha do avesso nem imagina o desfecho. No fim das contas tudo se explica. Tudo se encaixa. Tudo coopera pro meu bem. Quando se vê pelo lado certo. Muda-se logo a expressão do rosto. Obra de arte pra honra e glória do Tapeceiro. Quando se vê pelo lado certo todas as cores da minha vida dignificam a Jesus Cristo o Tapeceiro”. 
Em muitos caminhos e momentos da vida ficamos confusos. Será que vai dar certo? Como manter a esperança neste emaranhado de cores, às vezes alegres outras tristes? Como saber se estamos no caminho depois de tantas idas e vindas? “A ignorância humana tende a escurecer a visão dos planos divinos” (Autor desconhecido). Ficamos muitas vezes desanimados, nos sentimos perdidos. Mas devemos confiar nos cuidados de Deus. Nossa segurança não vem do controle que temos de nós mesmos, mas da fé que nos faz enxergar o que ainda não existe, esperar o inesperável, crer naquilo que é difícil de se concretizar. A esperança retorna e a confiança se solidifica quando lembramos que o tapeceiro é Deus, o criador do universo. Tudo se explica quando Deus nos mostra o lado certo. No lugar do avesso, podemos ver a obra perfeita que está se formando. Ao lado da sabedoria, vamos compreendendo o propósito de Deus em cada momento. Teremos convicção de que nossa vida é uma obra de arte. Que não estamos a bordo de um trem desgovernado, mas de mãos dadas com o Pai amoroso que nos conduz e nos protege dos perigos.

Andemos na luz. Na presença de Deus está a luz. 




quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Superando fraquezas

Salmo 38.17-22

Por isso, por amor de Cristo, regozijo-me nas fraquezas, nos insultos, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias. Pois, quando sou fraco é que sou forte (2Co 12.10).

Você já deve ter ouvido alguém falar que devemos transformar a nossa fraqueza em força. Um exemplo muito bom disto é a história de um garoto de dez anos de idade que decidiu praticar judô, apesar de ter perdido seu braço esquerdo em um terrível acidente de carro. O menino ia muito bem. Mas, sem entender o porquê, após três meses de treinamento, o mestre tinha lhe ensinado somente um movimento. O garoto então disse: - Mestre, não devo aprender mais movimentos? O mestre respondeu: - Este é realmente o único movimento que você precisará saber. Meses mais tarde, o mestre inscreveu o menino em seu primeiro torneio. O menino ganhou facilmente seus primeiros dois combates e foi para a luta final. Seu oponente era bem maior, mais forte e mais experiente. O garoto, quando teve oportunidade, usou seu movimento para prender o adversário. Foi assim que o menino ganhou a luta e o torneio. Mais tarde, em casa, o menino criou coragem para perguntar o que estava realmente em sua mente: - Mestre, como eu consegui ganhar o torneio somente com um movimento?  Respondeu o mestre - Você ganhou porque dominou um dos golpes mais difíceis do judô. E porque a única defesa conhecida para esse movimento é o seu oponente agarrar seu braço esquerdo. A maior fraqueza do menino tinha-se transformado em sua maior força.
Podemos até ficar incomodados quando chamados à superação. Afinal, qualquer limitação traz tristeza, dor. Mas, infelizmente, já que algumas quedas são reais e acontecem em nossa trajetória de vida, nós só podemos fazer duas coisas diante disto: Lamentar ou superar. Permitir que o mal se alastre, nos imobilize ou utilizar as deficiências da vida como motivação para transformar em força a nossa fraqueza. No lugar de lamentar, diga como Paulo: “Pois, quando sou fraco é que sou forte”. 

Quando perco toda a minha força, então tenho a força de Cristo em mim.

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Consigo alcançar

Marcos 9.19-25

Agora eles sabem que tudo o que me deste vem de ti (Jo 17.7).

Toda nossa força vem de Deus. Nossas conquistas estão relacionadas com a capacitação de Deus em nossa vida. A oração de Davi, em 1Crônicas 29.14, expressa bem isso: “Mas quem sou eu, e quem é o meu povo para que pudéssemos contribuir tão generosamente como fizemos? Tudo vem de ti, e nós apenas te damos o que vem das tuas mãos”. 
Saber que tudo vem de Deus e depende dele não anula nosso trabalho, nossa vontade de crescer, nossos pensamentos e sonhos. Pelo contrário, isso nos estimula. Saber que não dependemos de nosso potencial nos motiva a buscar realizar os mais altos sonhos. Pois nosso limite é definido por Deus, não por quem somos. Quando Deus quer, ele faz em nós e através de nós muito além do que pedimos ou pensamos. 
Eduardo Moreira, falando sobre acreditar em nossos sonhos, disse: “Como uma ave que parte procurando um lugar melhor para habitar, a quilômetros de distância, sem conhecer mapas ou cidades, e que, mesmo assim, chega a seu destino, aquele que segue a estrada de seus sonhos, convicto de seus objetivos, sempre os alcançará, pois, por ele, até os grandes obstáculos são superados”. Devemos seguir nossa vida, certos de que Deus pode transformar muitos de nossos sonhos em realidade. 
Chris Widener disse: “A realidade do seu sucesso frequentemente tem a ver com quem irá ganhar a batalha que está sendo travada dentro dos dois de você - o ‘você’ que quer parar, desistir, relaxar, ou o ‘você’ que se recusa a se entregar e não irá desistir até conseguir alcançar seus sonhos”. Muitas vezes não conseguimos ter maiores realizações porque simplesmente não queremos realmente, verdadeiramente. Fracassamos por nem tentar fazer o que é preciso para alcançá-las. Poderemos viver bem melhor e alcançar nossos objetivos se procurarmos fazer todo o possível em prol do que queremos. Jesus respondeu ao pai que queria a cura de seu filho: “Se podes? Tudo é possível àquele que crê” (Mc 9.23).

Sonhos se realizam a partir de ações que se concretizam. 

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Mensagens Diárias 4

O livro Mensagens Diárias 4 é um livro com textos para cada dia do ano. 
Janeiro à Dezembro 

Escritor: Hebert dos Santos Gonçalves
Baixe aqui em PDF

Descanso à sombra

Salmo 91.1-4

Como é precioso o teu amor, ó Deus! Os homens encontram refúgio à sombra das tuas asas (Sl 36.7).

Da mesma forma que a nossa sombra está sempre presente, podemos estar certos de que a presença de Deus está conosco todo tempo. Podemos descansar, nos refugiar, nos refrescar na sombra do altíssimo. Podemos clamar pela proteção de Deus como o salmista, que disse: “Protege-me como à menina dos teus olhos; esconde-me à sombra das tuas asas” (Sl 17.8).  
O Rev. Hélio Oliveira Silva, em seu poema À sombra de Tuas Mãos, diz: “Debaixo da sombra de tuas mãos, não há outro lugar onde queira estar. Aqui acalmo o meu coração. Encontro consolo sem igual. Não me sinto sozinho, mas protegido e seguro”.
Viver à sombra de Deus é experimentar a paz. Quem está na sombra não precisa temer o sol, quem está na sombra de Deus não precisa temer os inimigos. Não existe lugar melhor para se estar.
Aquele que habita no abrigo do Altíssimo e descansa à sombra do Todo-poderoso pode dizer ao Senhor: “Tu és o meu refúgio e a minha fortaleza, o meu Deus, em quem confio” (Sl 91.1). Este descanso é devido ao amor e misericórdia de Deus por nós. É preciso aproximar, habitar à sombra para descansar. A sombra de Deus é um lugar de refúgio certo. 
A comparação aqui é interessante. Imagine andar em um deserto algumas horas debaixo do sol intenso e depois encontrar uma confortável sombra. Enfrentamos algumas batalhas que se mostram para nós como sol intenso, mas não precisamos ficar queimando neste sol. A sombra está bem perto, basta descansar nela. Neste Salmo, encontramos um cenário de guerra. Setas voando, pragas, morte. Mas o salmista demonstra total confiança. Mesmo que muitos não possam resistir, ele tinha certeza que estava seguro. “Caiam mil ao teu lado, e dez mil, à tua direita; tu não serás atingido” (Sl 91.7).
Sai do sol. Apegue se a Deus. Ele é presente no dia da angústia. É Deus quem nos diz: “Porque a mim se apegou com amor, eu o livrarei; pô-lo-ei a salvo, porque conhece o meu nome” (Sl 91.14).

Podemos chegar até Deus com confiança. Ele é a nossa fortaleza.