terça-feira, 1 de maio de 2012

Certeza da Salvação



“Estas coisas, pois, vos escrevemos para que a nossa alegria seja completa.” 1Jo 1:4 
         Dúvidas sempre nos trazem tristeza, ainda mais quando nossa dúvida se refere à vida futura. O livro de I João foi escrito para tirar nossas dúvidas  (“Estas coisas vos escrevi, a fim de saberdes que tendes a vida eterna, a vós outros que credes em o nome do Filho de Deus.” 1JO 5:13) e nos dar certeza da salvação, foi escrito para completar a nossa alegria (“Estas coisas, pois, vos escrevemos para que a nossa alegria seja completa.” 1JO 1:4).


Em 1 João aprendemos que:
Podemos ter certeza da salvação pois cremos em Jesus, guardamos os mandamentos. (4:15, 5:12, 2:5-6, 2:23)
Temos certeza da salvação pois amamos os irmãos e ajudamos os necessitados. (2:9, 3:14, 4:8, 3:17-18)
Sabemos que somos de Deus pois não amamos o mundo, não vivemos em pecado mas na prática da justiça pela fé. (2:15, 3:6, 3:8-10, 2:29, 5:4)
Somos de Deus pois a Palavra de Deus permanece em nós e não abandonamos a Igreja, permanecemos na comunhão dos irmãos, e ouvimos a palavra aceitando-a de coração. (2:19, 2:24, 4:6).


“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” - (JO 3:16)


Razões da Insegurança da Salvação

Ausência de Segurança: Você pode ser cristão sem ter certeza da salvação? Esta dúvida surge a partir do momento em que a pessoa aprende que o cristão deve ter a certeza da salvação; pela lógica se ele não tem esta certeza pensa que não é cristão. Começa achar que não pode ser cristão, se não tem segurança da salvação.
         Mas é um princípio que esta sendo usado erradamente pois a Bíblia fala que todo cristão deveria ter e não que tem segurança da salvação. Em I Jo.5:13, João estava escrevendo para crentes; porem estes não tinham segurança da salvação; escreveu-lhes para que à tivessem. É possível ser cristão sem o seguro conhecimento da salvação, sem sentir-se salvo.
Passar por um esfriamento espiritual: Um homem se torna cristão e transborda de júbilo, de louvor, e de gratidão. Contudo, depois ele começa a notar que já não sente as coisas que sentia, não as desfruta como desfrutava. No inicio a experiência cristã era maravilhosa, a leitura da Bíblia, a oração, a comunhão do povo cristão, as atividades, tudo. Mas agora ele começa a notar que não é mais assim. Daí começa a questionar: “Será que sou realmente cristão? Se fosse não estaria passando por uma  fase como esta, as coisas deveriam ser cada vez melhores, mas parece que eu, ao contrário, estou cada vez pior. Sou Cristão mesmo ? Alguma vez fui Cristão ?”
         Sim você é realmente cristão. Há variações na experiência do cristão. Quando alguém é cristão, não é repentinamente elevado da terra aos céus para passar o resto da vida em órbita.
Passar por muitos problemas e dificuldades: Muitas vezes somos tentados a pensar que por sermos cristãos não deveríamos passar por tantas dificuldades. O inimigo nos faz pensar que Deus não deveria nos deixar sofrer tanto assim, que não deveríamos como cristãos termos estes tipos de problemas (“se Deus é Deus, e se é Deus de amor, porque está acontecendo isso comigo?”). No mundo tereis aflições, Deus nos avisou que deveríamos esperar dificuldades e tribulações. “Se é certo que padecemos, para que com ele sejamos glorificados”, “por muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus” (At.14:22).
Achar que não é suficientemente bom: Muitos começam a fazer um auto – exame em excesso, e caem numa situação dolorosa de infelicidade, chegam a conclusão que não são suficientemente bons para a salvação, que não podem estar seguros de que são cristãos enquanto não se livrarem de todos os pecados.
         Suponhamos que um homem cai em pecado e por isso começa a duvidar que é salvo, passa a questionar o seu relacionamento com Deus. “Se eu fosse cristão não cometeria este pecado”. Quando você ofende seu pai ou sua mãe, não muda a relação, não deixa de ser seu filho. Aí está o engano fundamental do filho pródigo (“não sou digno de ser chamado seu filho”) que mesmo depois de tudo que fez contra o seu pai continuou sendo filho.