domingo, 20 de janeiro de 2013

O dia em que meu prato se quebrou



Por Max Lucado


Já passava da meia-noite em Dalton, Geórgia, quando eu entrei numa cabine telefônica, meio escura, para fazer uma ligação para a minha família. Meu primeiro trabalho de verão não estava produzindo como deveria. O trabalho era pesado. Meus dois melhores amigos haviam pedido demissão e retornado para o Texas, e eu estava dormindo em beliches no Exército da Salvação até que pudesse achar um apartamento.
Para um grande e forte rapaz de 19 anos de idade, eu com certeza me senti bem pequeno.
As vozes da minha mãe e do meu pai nunca pareceram tão doces. E embora eu tentasse esconder, a minha solidão era óbvia. Eu havia prometido aos meus pais que, se eles me deixassem ir, eu aguentaria por todo o verão. Mas agora aqueles três meses pareciam uma eternidade.
Após ter explicado a minha situação, eu poderia dizer que a minha mãe queria que eu voltasse para casa. Mas quando ela começou a dizer, "Porque você não volta...", meu pai, que estava na extensão, a interrompeu. "Nós adoraríamos se você voltasse, mas nós já quebramos o seu prato". (Esta era uma frase usada no oeste do Texas, que queria dizer "Nós o amamos, Max, mas é hora de crescer").
Precisa ser um pai inteligente para saber quando é a hora de colocar o seu filho fora do ninho. É doloroso, mas tem que ser feito. Serei sempre grato ao meu pai por ter me dado asas para voar e por me fazer usá-las.
Quais são alguns dos "ninhos" em que nos sentimos muito confortáveis?
Você já teve uma experiência positiva como esta "quebra de pratos"?
Precisa de uma agora?