sábado, 28 de junho de 2014

A Libélula

Deuteronômio 30.15-20

Por isso é que se diz: “Se hoje vocês ouvirem a sua voz, não endureçam o coração, como na rebelião”. (Hb 3.15)
Num lugar muito bonito, certo dia surgiu um casulo.
  De dentro saiu voando uma linda libélula.
 E ela ficou tão encantada com o lugar, que voou por cada pedacinho. Depois ela entrou pela janela da cozinha de uma casa. Brincou entre os cristais e explorou cada parte daquele novo mundo.
 Quando de repente, ela viu sobre a mesa uma tigela cheia de nuvens, não resistiu e mergulhou.
 Mas aquilo não eram nuvens, e ela foi ficando toda grudada. E a libélula então começou a orar, fazia promessas e dizia que se conseguisse sair dali, dedicaria o resto de seus dias a servir a Deus e ajudar o próximo.
Ela orava e pedia quando o chefe da cozinha viu a libélula e a atirou pela janela. 

A libélula, então, se arrastou para um pedacinho de grama, e sob o sol começou a se limpar e quando ela se viu liberta, ela estava tão cansada, que se virou pra Deus e disse:
 “Eu prometi dedicar o resto de minha vida ao Senhor, mas agora eu estou tão cansada, que prometo cumprir minha promessa a partir de amanhã”.
 E a libélula adormeceu. Mas o que ela não sabia é que as libélulas vivem apenas um dia.
O compromisso que temos com Deus não é para amanhã. Mas é muito comum nos distrairmos encantados com as belezas que o mundo tem a nos oferecer e muitas vezes, curiosos, entramos por algumas janelas sem saber ao certo onde elas irão nos levar.   Confundimos armadilhas e prisões com prazer e alegria. Sem perceber estamos nos distanciando do propósito pelo qual fomos criados. Nosso texto base diz que se inclinarmos nossos ouvidos a outros deuses pereceremos. Com grande amor vemos Deus indicando o caminho quando diz: “escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência, amando o Senhor, teu Deus, dando ouvidos à sua voz e apegando-te a ele”.
Seu mandamento é para o seguirmos hoje, deixar para amanhã pode ser tarde demais.

O chamado de Deus não pode ser adiado

Rev. Hebert dos Santos Gonçalves