sexta-feira, 11 de julho de 2014

Alguém pecou

Gálatas 6.1-6

Pregue a palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda, corrija, exorte com toda a paciência e doutrina (2 Tm 4.2).

Ficamos sem saber o que fazer quando vemos alguém cometendo um pecado. Uma tendência é não querer nos envolver com os problemas que chamamos dos outros. Quando surpreendem alguém em um pecado, muitos não fazem nada, mas não conseguem ficar calados. Espalham o que viram, de forma a aumentar ainda mais o pecado do outro.
“Corrija-o”, disse Crisóstomo, referindo-se a alguém que tinha pecado, “mas não como um inimigo, nem como um adversário que exige o cumprimento da pena, mas como um médico que fornece o remédio, e, ainda mais, como um irmão amoroso e ansioso em salvar e restaurar.”
O texto de Gálatas é bem claro e diz: “Corrigi-o”. Todo cristão conhecedor da verdade, piedoso (vós que sois espirituais) tem o dever de ajudar aquele que está andando em um caminho mal. Como sal e luz precisamos proclamar a verdade no mundo e também auxiliar aqueles que estão na igreja, mas estão fracos. Se você, tentando ajudar alguém, não for bem recebido, for criticado, não se preocupe. É preciso cumprir nossa parte que é exortar, repreender e ensinar.
Mas geralmente, o que acontece, não é que as pessoas não aceitam ser corrigidas ou ajudadas. Elas não aceitam a forma errada que as exortamos. Nem tanto se importam com o que falamos, mais como falamos. Devemos ser pacientes com os outros. Corrigir alguém deve ser com espírito de brandura, com humildade. Precisamos nos aproximar como quem realmente quer ajudar, não apenas criticar. Nos aproximar com um olhar de compaixão e não de recriminação. Uma voz suave e não com gritos ferozes. Com palavras de incentivo e não de destruição.
Precisamos entender que também somos pecadores, não somos melhores do que nosso irmão.
Se cumprirmos o que Jesus ensina em Mateus 7.12 e agirmos em relação aos outros como gostaríamos que eles fizessem conosco, já resolveria muitos problemas causados nesta área.

Precisamos ser mais críticos conosco e mais generosos com os outros.

Rev. Hebert dos Santos Gonçalves