terça-feira, 10 de maio de 2016

Morrer e viver

Romanos 8.12-17 

O mundo não pode receber [o Espírito da verdade] porque não o vê nem o conhece. Mas vocês o conhecem, pois ele vive com vocês e estará em vocês (Jo 14.17). 

Tentar encontrar sentido para a vida é um esforço constante do ser humano. Nesta busca é muito comum as pessoas seguirem por caminhos complicados, confusos e errados. A desculpa é sempre a mesma: Quero ser feliz e só vou consegui-lo seguindo o que a minha vontade desejar.
Essa forma de pensar não é correta. As palavras de Paulo ensinam que para viver melhor é preciso fazer morrer muitos desejos humanos. Ele ensina que quem tem Jesus em seu coração é liberto do pecado e da morte. Quem vive para a “carne” (ou seja, para si mesmo) e sua vontade vai educar sua mente apenas para satisfazer seus desejos. Parece que vive bem, mas caminha para a morte. Quem vive com Deus tem a mente voltada para o que é de Deus e assim faz morrer os desejos da sua carne.
A verdade é que morrer com Cristo nada mais é do que viver. O que deve morrer em nós é o pecado, o egoísmo. Morrer, negar a si mesmo, sugere uma noção de perda, mas este “morrer” é deixar a morte e o lixo do mundo: morrer é viver. 
A vida com Cristo em santidade e em verdade sempre será melhor. O que acontece é que somos iludidos e levados a pensar que viver para o mundo seria melhor. A verdade é que com o esvaziamento do “eu” começamos a viver, aprendendo a diferenciar com sabedoria o que deve ser buscado e eliminado de nossa vida. A mentalidade da carne, dos desejos do pecado, é uma afronta a Deus e uma opção perigosa. A busca de Deus e a vida no Espírito agradam a Deus e nos trazem a paz. “Participamos dos seus sofrimentos para que também participemos da sua glória” (Rm 8.17). 
Quer ser feliz? Busque a vontade de Deus para a sua vida. Ele o levará por caminhos seguros e incomparavelmente melhores do que qualquer outro imaginável. 


A vida começa com a morte do “eu”.