sexta-feira, 3 de junho de 2016

Falar e calar

Mateus 12.33-37

... tempo de calar e tempo de falar (Ec 3.7).

O homem tem um grande privilégio, que é a fala. Com a nossa linguagem podemos promover muita coisa positiva, mas ela também pode ser usada para demonstrar arrogância, para mentir e até mesmo para falar em nome de Deus o que ele nem diz.
 
Para barrar a arrogância do homem, em Gênesis 11 Deus confundiu a linguagem, dispersando as pessoas que construíam a Torre de Babel. O falso profeta é desmascarado quando fala, e sua palavra não se cumpre (Dt 18.22). Por meio da fala, o homem mau demonstra sua verdadeira identidade, embora tente esconder o seus reais propósitos atrás de palavras doces.
A Bíblia nos adverte contra este tipo de pessoa que fala suavemente palavras de paz e esconde uma armadilha em seu interior. “Embora sua conversa seja mansa, não acredite nele, pois seu coração está cheio de maldade” (Pv 26.25).
Nossa fala deve ser moderada: devemos falar menos sobre nós mesmos, sobre coisas sem importância e evitar toda linguagem obscena. Por isso precisamos ter cuidado com o falar demais, pois do muito falar, vêm as palavras tolas (Ec 5.3).
Mas não devemos deixar de falar nunca sobre os tremendos feitos de Deus, deixar de ensinar a Palavra de Deus. Devemos falar de Jesus sem medo e sempre. Deus vai nos ajudar e nos ensinar o que dizer (Mt 10.19 e Êx 4.12).
Que Deus nos ensine a falar e a ter domínio sobre a nossa língua. Se não tropeçarmos no falar, diz Tiago, somos capazes de controlar todo nosso corpo. Sejamos prontos para ouvir, tardios para falar (Tg 1.19). 


Saiba falar, saiba calar.