domingo, 12 de junho de 2016

Peregrinos

Hebreus 11.8-16 

Amados, insisto em que, como estrangeiros e peregrinos no mundo, vocês se abstenham dos desejos carnais que guerreiam contra a alma
(1Pe 2.11). 

A peregrinação do povo de Israel pelo deserto rumo a Canaã, a terra prometida por Deus, é uma ótima comparação com a nossa caminhada neste mundo em direção ao encontro com o Senhor no céu. Como aquele povo se desviou pelo caminho, muitas vezes nós também tomamos atitudes erradas e vivemos como se o deserto fosse a nossa morada.
Precisamos lembrar todos os dias que somos peregrinos e estrangeiros neste mundo. Por isso, devemos afastar-nos do pecado e dos maus desejos que nos separam de Deus (veja o versículo em destaque). Nosso comportamento deve demonstrar nossa fé. Somos o povo de Deus e temos de viver conscientes de que o caminho é um processo de descoberta, uma preparação para algo que está por vir. O cristão vive como peregrino, comprometido com sua fé e com as pessoas que conhece por onde passa, unindo forças para fazer o que Deus quer. 
Muitas pessoas compreendem que este mundo não é seu lar, mas vivem como turistas – só estão interessadas em si mesmas. O turista está apenas de passagem e sua motivação é viver novas experiências; quer desfrutar os lugares que conhece, mas não se compromete com nada e com ninguém à sua volta. Assim, muitos vivem como se estivessem no mundo para uma temporada de férias e fazem de seus dias uma aventura divertida, sem compromisso; vivem livremente fazendo o que acham melhor. 
É preciso entender que a vida que recebemos é dada por Deus com um propósito definido por ele. Como peregrinos, necessitamos viver pela fé como Abraão, que obedeceu à ordem de Deus: deixou tudo para trás e peregrinou até o local escolhido pelo Senhor. Fez isso porque sua esperança não era limitada a este mundo: esperava uma pátria melhor – a pátria celestial.

Os peregrinos mostram em sua vida que estão em busca da pátria celestial.