terça-feira, 5 de julho de 2016

Ruminando

Mateus 6.25-34 

Não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã trará as suas próprias preocupações. Basta a cada dia o seu próprio mal (Mt 6.34). 

Alguns animais têm em sua alimentação a prática de ruminar. A vaca, quando pasta no campo, escolhe as plantas que mais lhe apetecem, engole-as e depois regurgita a comida parcialmente digerida e torna a mastigá-la. No caso dos animais isso é bom, pois extrai o máximo dos alimentos. Uma prática parecida, mas não muito saudável, temos nós, humanos, quando ruminamos problemas do passado (e até do futuro, que ainda nem existem, como diz nossa leitura), principalmente quando insistimos em lembrar o que alguém fez contra nós. Recuperamos toda a história passada com detalhes e mastigamos novamente, depois engolimos lentamente, extraindo o máximo da nossa ira. Fazer isso, além de nos causar mal, demonstra que ainda não sabemos perdoar quem nos ofende. Pode não ser possível esquecer algum fato desagradável ocorrido, mas mesmo assim devemos perdoar quem nos ofendeu e não ficar relembrando o que aconteceu. Perdoar é um compromisso de quem quer ser perdoado. Se vamos queixar-nos de alguém, deveríamos começar a queixa pelos nossos próprios erros. Muito do que nos deixa tristes e preocupados é causado por estarmos constantemente ruminando os problemas. Sofremos pelo que há muito deveríamos ter esquecido, como aquela namorada que nos abandonou ou um emprego que não deu certo. Sofremos por nossos erros do passado e com os medos do futuro. É necessário viver a cada dia digerindo os problemas e alegrias do presente. Como diz a Bíblia, já basta ao dia o seu próprio mal. É insuportável acumular problemas e preocupar-se com eles. Ruminar estraga o sabor do que estamos experimentando no presente. Quando algo estiver incomodando a nossa mente, devemos pedir a Deus em oração que nos livre. É importante lembrar que Deus conhece as nossas necessidades. As preocupações não resolverão nada, só irão atrapalhar.

Ruminar, só os bons pensamentos.