domingo, 17 de julho de 2016

Somos vasos

2 Coríntios 4.1-10 

Se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos habita em vocês, aquele que ressuscitou a Cristo dentre os mortos também dará vida a seus corpos mortais, por meio do seu Espírito, que habita em vocês (Rm 8.11). 

Se tivéssemos de fazer uma comparação entre o ser humano e algum objeto, qual escolheríamos? Um computador – que tem muitos dados armazenados em seu HD? Que tal uma geladeira – que fica ligada dia e noite trabalhando para conservar os alimentos para todos poderem ser bem alimentados? Uma flor – bonita, cheirosa, embora tenha alguns espinhos e murche rapidamente?
Deus fez essa comparação e escolheu um vaso de barro. Oportuno, pois um vaso de barro é frágil como todo homem. Deus ensina com essa comparação a necessidade de humildade que devemos demonstrar em nossa vida. É o que diz o texto: “para que a excelência do poder seja de Deus” (v 7b ARA). 
Paulo quer deixar claro que o seu ministério dependia totalmente de Deus, tudo o que ele fazia e era estava intimamente relacionado com o que Cristo fazia em sua vida. Paulo não quer ser elogiado como um vaso de ouro, nem ser desprezado como se a sua vida não tivesse nenhum valor. Ele quer chegar a um equilíbrio. Ter o Espírito de Deus habitando em nós e ser portadores do grande tesouro do evangelho também dá segurança e força para a vitória diante das dificuldades. Paulo descreve o que acontece conosco externamente por sermos como um vaso de barro e também como será nossa reação interna quando temos dentro de nós esse grande tesouro: “pressionados, mas não desanimados; perplexos, mas não desesperados; perseguidos, mas não abandonados; abatidos, mas não destruídos.” 
Certamente devemos ser vasos submissos, humildes e dependentes do Senhor. Vasos valiosos por guardarem dentro de si um grande tesouro. Será que somos vasos conhecidos só pela beleza de nossa pintura ou vasos de barro com conteúdo valioso? 


O que importa num vaso – e na nossa vida – é o conteúdo.