sábado, 23 de julho de 2016

Uma criança

Mateus 18.1-5 

Digo-lhes a verdade: Quem não receber o Reino de Deus como uma criança, nunca entrará nele (Lc 18.17). 

Uma coisa muito boa é sentar-se com a família e olhar alguns álbuns de fotos antigas. É como uma viagem ao passado, na qual podemos lembrar de pessoas queridas que já não estão mais conosco, conhecer parentes com quem não tivemos oportunidade de conviver e ver a nós mesmos quando éramos crianças. Essa lembrança é muito saudável, pois também recordamos algumas características infantis que deveríamos cultivar por toda a vida. Diante de Deus, é necessário sermos como crianças. Jesus disse que somente quem recebe o reino dos céus como uma criança entrará nele. Ser como criança é o requisito para ter intimidade com Deus. É claro que Jesus não se refere a atitudes infantis como birra, inconstância nas emoções, impaciência. A principal característica de criança a que ele se refere aqui é a humildade. “Aquele que se humilhar como esta criança”, disse. Esta humildade e simplicidade de criança manifesta-se principalmente como dependência e alegria. Uma criança depende totalmente de seus pais e confia neles. Descansa nos braços da mãe, atira-se nos braços do pai. Uma criança sempre pede socorro a seus pais. São seus heróis, ela os ama. A ausência de sua mãe e de seu pai a faz chorar. Para nos aproximarmos de Deus precisamos ser como crianças, ter dependência com confiança. 
Precisamos buscar o auxílio do Senhor, descansar em seus braços. Achar insuportável a vida distante dele. Demonstrar amor por ele. Essa dependência e entrega gera grande satisfação e alegria. Uma criança não se preocupa com as contas a pagar porque depende de seus pais. Uma criança pode brincar feliz, pois não guarda no coração a ansiedade. Quando entregamos nossas vidas nas mãos de Deus com confiança somos mais felizes. Repetindo: o Senhor Jesus disse que para entrar no reino dos céus devemos ser como crianças. 


Ser criança diante de Deus como pai. Pode haver coisa melhor?