sexta-feira, 26 de agosto de 2016

O Comandante

Salmo 131

Digo-lhes a verdade: Quem não receber o Reino de Deus como uma criança, nunca entrará nele. (Mc 10.15)

Conta-se que um navio apinhado de passageiros enfrentava em alto mar uma grande tempestade. A tripulação, sob o comando do experiente comandante, tomava todas as providências de emergências para mantê-lo livre do risco de um naufrágio. O mar agitado arremessava-o de um lado para outro como se fosse um barquinho de papel. À medida que as horas avançavam, as ondas enfurecidas embrulhavam a embarcação em toneladas de água e espuma.
Enquanto marujos corriam de um lado para o outro, passageiros, atônitos, permaneciam em seus camarotes protegidos do temporal. 
Em meio àquele alvoroço, um menino brincava no convés, alheio ao alvoroço. Alguém cruzando aquele piso constatou, aturdido, a tola criança. Sem vacilar, repreendeu-a, implorando que se refugiasse junto aos seus familiares. Sem se dar conta da advertência, permaneceu brincando. Indignada com tamanha inconsequência, a pessoa interpelou: "Você não está com medo? Estamos quase naufragando!" 
Com voz serena e segura, respondeu a criança: "O comandante do navio é o meu pai".
Interessante saber que nós não temos um pai como comandante de um navio apenas. Deus, nosso pai, comanda os mares e todo o universo. Acredito que o fato de não sermos mais crianças tem tirado de nós algumas características importantes de uma criança. Crescemos, mas não deveríamos deixar de ser puros como as crianças, humildes como os pequeninos e principalmente confiantes em nossos pais. Precisamos ser como uma criança desmamada que fica quieta nos braços da mãe, satisfeita e tranquila. 
Quanto medo, quanta ansiedade, quantos desejos são despertados por esquecermos que temos um pai nos céus que cuida de nós e nunca nos desampara. 
Que a nossa esperança seja o Senhor. Que descansemos nele sem medo. 


O nosso comandante é o Senhor da vida.