terça-feira, 27 de setembro de 2016

Glórias, não a nós

I Crônicas 29.12-14
Porque, pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um (Rm 12.3).
Uma frase resumia o trabalho de um funcionário de um museu: Guie as pessoas até as obras, responda as suas perguntas e saia do caminho. Ele começou bem seu trabalho, mas com o tempo, ficava na frente das obras por muito tempo, falava demais e até agradecia, como se ele fosse o próprio autor das obras. Até o dia em que o seu superior interveio dizendo: Este trabalho não é sobre você. Não encubra as obras de arte. 
Devemos sempre lembrar que somos apenas mensageiros de Deus. Servos de Deus. Tudo o que fazemos é em nome de Deus e com a capacitação dada por ele a nós. 
Muitos trabalhadores na obra de Deus começam bem. Com humildade ajudam as pessoas as guiando até a igreja. Falam de Cristo aos outros exaltando o Seu poder. Mas, com o tempo, vão se esquecendo que a obra é de Deus e passam a confiar em si mesmos. Estão mais preocupados em receber elogios e não serem criticados do que se Deus realmente está sendo glorificado. Nunca devemos perder de vista que o fato de participarmos da obra de Deus não nos dá o direito de pensar que somos algo mais do que simples servos Dele. 
Da mesma forma que um pincel não é elogiado por ter pintado um lindo quadro, um holofote não é exaltado por mostrar a beleza de um grande prédio, todo elogio e exaltação cabe a Deus e não a nós. Por mais que alguém faça boas coisas não faz nada mais do que devolver o que recebeu das mãos de Deus. 
Que o nosso coração se mantenha sempre fiel a Deus. Que os nossos lábios sempre profiram a Ele todo louvor. Que a nossa vida sempre testemunhe o amor que temos para com o nosso Senhor. Que seja nosso prazer o absoluto domínio de Deus sobre nós.


Não a nós, Senhor, nenhuma glória para nós, mas sim ao teu nome.