terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Honestidade sem limite

1Coríntios 10.23-24

“Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm” (1Co 10.23a).

Em 2012, Ivan Fernandez Anaya, durante uma maratona, surpreendeu a todos. Ele era o segundo colocado da prova quando viu Abel Mutai, que liderava com folga, diminuir o ritmo a menos de 20 metros da vitória por achar que já havia cruzado a linha de chegada. Ao invés de aproveitar a oportunidade para ultrapassar o queniano e vencer a corrida, o espanhol mostrou que a vitória não é o mais importante no esporte e fez questão de alertar o queniano.
Foi surpresa para todos ele agir de forma honesta e correta. Todos esperavam que ele se aproveitasse da situação e ganhasse a prova. Mas de que adiantaria ganhar aproveitando-se do erro do outro? Ele sabia que o real vencedor da prova não era ele. 
Maior medalha do que o primeiro lugar, foi a medalha de honestidade que ele ganhou. 
Existem certas coisas que não são erradas se nós as fizermos. Mas, antes de tomarmos certas decisões, deveríamos nos perguntar: Isto é lícito, mas convém? Isto será útil? Agindo assim, estou buscando apenas meu próprio interesse ou também preocupando-me com o meu próximo? Paulo disse em 1Coríntios 10.24: “Ninguém busque o seu próprio interesse, e sim o de outrem”.
“Eu não merecia vencer”, disse Fernandez ao jornal espanhol, El País. “Eu fiz o que tinha que ser feito”. Muitas vezes nos falta a atitude de fazer o que deve ser feito e não apenas o que mais nos interessa. 


A honestidade é um tesouro maior do que a felicidade de levar vantagem.