sábado, 18 de março de 2017

O voto de Jefté

Juízes 11.30-36

Laço é para o homem o dizer precipitadamente: É santo! E só refletir depois de fazer o voto” (Pv 20.25).

A história do voto de Jefté é uma das mais chocantes que encontramos. Jefté, em batalha contra os amonitas fez um voto dizendo que se vencesse a batalha queimaria em sacrifício a primeira pessoa que saísse da sua casa para encontrar com ele quando voltasse da guerra. Ele venceu a guerra e quando voltou para casa, a sua filha única saiu ao seu encontro. E ele fez o que havia prometido a Deus. 
Não fica dúvida que este voto de Jefté foi precipitado. Será que ele pensou que não iria ganhar a batalha? Sua falta de fé e medo o levou a fazer o voto mais extremo possível? Não sabemos ao certo. Mas pelo menos é certo que ele cometeu dois grandes erros aqui. Primeiro, foi um voto precipitado. Um voto desnecessário. Deus estava com ele e não era preciso fazer aquele voto. Bastava ele seguir em frente e lutar confiando em Deus. Em segundo lugar, foi um voto decorrente de um engano. Ao contrário dos deuses pagãos, Deus não devia ser adorado com sacrifícios humanos. Seu voto foi imprudente. Ele agiu como os povos idólatras que cometiam esta atrocidade de sacrificar pessoas em nome de seus deuses. 
Em nosso relacionamento com Deus devemos sempre confiar que ele agirá no tempo certo. Não é preciso fazer um tipo de voto extremo para constranger Deus a nos atender. Melhor é a sinceridade de nosso compromisso do que votos precipitados.


Melhor é não fazer votos, do que fazer votos e não cumprir.