terça-feira, 30 de maio de 2017

Perigo da ira

Efésios 4.25-32

“Agora, porém, despojai-vos, igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar” (Cl 3.8).

Sair de um sentimento de indignação, de uma ira justa para a ação da violência contra alguém é muito mais fácil do que podemos imaginar. Muitos justificam o seu mau uso da ira com motivos de uma indignação justa. “Explosões emocionais, gritaria e violência nunca são sinônimos de ‘indignação’. São sim, um descontrole emocional provocado por uma série de maus hábitos, abuso de autoridade e complexos de inferioridade” (R. Carlos).
Sobre este assunto sempre devemos lembrar duas coisas importantes. Primeiro: “Irai-vos, e não pequeis...” (Ef 4.26a). Não estamos livre de ficar irados, mas precisamos que Deus nos livre da retaliação da ira, do desejo e prática de agir de forma violenta contra o nosso próximo. O Senhor recomendou: “Não se ponha o sol sobre a vossa ira” (Ef 4.26b). Em segundo lugar: “A ira do homem não produz a justiça de Deus” (Tg 1.20). A ira do homem não é um instrumento de justiça. Não temos liberdade de fazer justiça com as nossas próprias mãos quando achamos que alguém saiu impune de uma transgressão que cometeu. Quando isso ocorre, esta ira é pecado. 
Deus condena a ira. A Bíblia diz que os mansos herdarão a terra. Jesus disse: “Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração” (Mt 11.29). Busquemos em Deus o domínio próprio, o fruto do Espírito que habita em nós. Deus vai nos dar autocontrole e humildade, tão necessários para uma vida digna do chamado que temos para ser filhos de Deus.


Somos salvos da ira de Deus e, como Deus, é preciso agir com misericórdia.