terça-feira, 18 de julho de 2017

Silêncio de Jesus

Isaías 53.1-7

“Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca” (Is 53.7).

Li uma oração que muito me impressionou. Ela dizia: “Senhor, diante do terrível sofrimento na cruz, o Teu silêncio ecoou tão forte que vem repercutindo até os dias de hoje. Esse grito ressoa ensurdecedor – o grito do silêncio. Como isto nos constrange! Como te torna digno, sábio e poderoso. Senhor, ensina-nos a ter a tua sabedoria, a tua mansidão; queremos ter domínio próprio diante das agressões e injustiças a que constantemente somos submetidos e diante das mágoas e ofensas que causamos” (Sandra Salgueiro Santos).
Precisamos aprender com Jesus que calar não é sinônimo de fraqueza, mas uma grande força. O silêncio de Jesus foi maior do que qualquer grito de manifestação. Um silêncio que levou em conta que aqueles que o agrediram não sabiam o que estavam fazendo. Foi um silêncio de quem sabia estar cumprindo o propósito de Deus. Ele sabia que estava sendo ferido por nossas transgressões. Um silêncio que demostrou amor. Um grande amor de entregar sua vida para salvar pecadores como nós. 
Precisamos orar pedindo a Deus, que pela sua imensa graça e misericórdia, nos torne um pouco mais parecidos com Jesus. Pedir que Deus nos dê sensibilidade para agirmos com discernimento e gestos de paz. 


No silêncio podemos dizer grandes coisas.