segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Desejo e razão

Hebreus 10.7-10

“Então, eu disse: Eis aqui estou (no rolo do livro está escrito a meu respeito), para fazer, ó Deus, a tua vontade” (Hb 10.7).

Será que não estamos vivendo mais por impulsos do que pela razão correta? Não estamos tomando decisões mais por capricho do que por uma decisão consciente e responsável? Aprender a impor a razão sobre os impulsos é necessário para quem quer cultivar uma vida saudável e feliz. Diz o Dr. Luiz Alberto Py: “Um dos elementos básicos do bem-estar psicológico consiste na nossa capacidade de fazer com que as escolhas se sobreponham aos desejos. Um desejo se origina na emoção. Já uma escolha é fruto da razão. Atender aos desejos, correr para satisfazê-los, viver escravizado a eles é característico do comportamento dos animais. As escolhas dependem da razão e são um privilégio dos seres humanos”. 
Faz parte da vida o adiamento de satisfações, o conviver com as frustrações. Não podemos ser como crianças que vivem dando birra cada vez que não conseguem o que querem. Não podemos agir apenas pelos sentimentos. Não podemos buscar apenas a satisfação pessoal. Devemos entender que a vida é feita de escolhas e decisões. Decisões que são necessárias, mas nem sempre são as que temos vontade de tomar. Precisamos observar os acontecimentos e é importante agir da forma mais adequada. Agir conforme a vontade de Deus. Jesus realizou a vontade do Pai e entregou sua vida para nos salvar. A única forma de nos afastarmos da escravidão da nossa vontade é ser servo da vontade de Deus. É dizer para Deus: Estou aqui para fazer a Tua vontade. 


A vida deve ser por um bom motivo, boa razão, de boa vontade.