quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Não vejo Deus

Efésios 1.15-18

“Jó, ainda que dizes que não o vês, a tua causa está diante dele; por isso, espera nele” (Jó 35.14).

“Não vejo a minha córnea. Vejo através dela. Quem vê a própria córnea é cego. Deus é como a córnea: uma transparência invisível que nos permite ver. Quem diz que vê Deus é cego de Deus” (Rubem Alves). Deus é espírito, não podemos vê-lo com os olhos humanos. Nós o vemos através de sua glória, que se manifesta nos céus, no firmamento e em nossos corações. 
Não podemos vê-lo, mas podemos senti-lo. Quanto mais nos aproximamos dele, enxergamos melhor. Vemos através dele. A intimidade com Deus nos permite ver. Vemos a importância do reino de Deus acima dos reinos deste mundo. Vemos nosso pecado e podemos confessá-lo. Enxergamos nossa pobreza e buscamos a riqueza da glória de Deus. Paulo diz que estava orando pelos Efésios para que eles tivessem os olhos do coração iluminados e compreendessem o seu chamado e a riqueza da herança que iriam receber. 
Grande é o poder de Deus. Ainda não podemos vê-lo. Não podemos contemplar a face do todo poderoso Deus. Mas um dia o veremos face a face. Quando Jesus voltar, todo olho o verá. Nos céus habitaremos com Deus. A comunhão que existia no Éden será retomada. É nossa missão andar conforme o que nos ensina o autor de Hebreus: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14).


Embora não vemos a Deus, ele vê todas as coisas e tem cuidado de nós.