domingo, 26 de novembro de 2017

Sabedoria do alto

Eclesiastes 1.12-18

“Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida” (Tg 1.5).

Conta-se que, um dia, um gafanhoto encontrou-se com uma centopeia que descansava no meio da folhagem. “Dona Centopeia, eu tenho pela senhora a maior admiração. Deus me deu apenas seis pernas. Para a senhora ele deu cem. Assombra-me a elegância tranquila do seu andar. Todas se movem na ordem certa. Jamais vi uma centopeia tropeçar. Mas, por isso mesmo, tenho uma curiosidade: quando a senhora vai começar a andar, qual é a perna que a senhora mexe primeiro?” “Obrigada pelos elogios, senhor Gafanhoto”, respondeu a Centopeia. “Sua pergunta é muito interessante porque eu mesma, até hoje, nunca pensei no assunto. Sempre andei sem pensar. Perdoe minha ignorância. Jamais fui à escola do andar certo. Não fui conscientizada. Andei sempre um andar ignorante. Mas agora vou prestar atenção”. Conta-se que, desde esse dia, a Centopeia ficou paralítica.
Existe um tipo de sabedoria que só irá atrapalhar. A vida segue um curso natural que deve ser preservado. Salomão disse em Eclesiastes 1.18: “Quanto mais sábia é uma pessoa, mais aborrecimentos ela tem; e, quanto mais sabe, mais sofre” (NTLH). A sabedoria a que ele se refere é a sabedoria humana, terrena e mundana. Existem coisas neste mundo que não devemos conhecer. Portas que não devemos abrir. Sabedoria que Deus chama de loucura. A sabedoria que devemos buscar vem de Deus e é simples, pura e nos conduz em firmes passos. 


Quem quer ser sábio busque a Deus.