sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Aparências enganam

Mateus 6.16-18

A aparência deles se desfará na sepultura, longe das suas gloriosas mansões (Sl 49.14b).

Jesus repreendeu os mestres da lei e fariseus por viverem de aparência: “Assim são vocês: por fora parecem justos ao povo, mas por dentro estão cheios de hipocrisia e maldade” (Mt 23.28). Realmente as aparências enganam e exatamente por isso muitos se aproveitam para viver de aparências. Há pessoas soberbas que conseguem dar aparência de humildade, e há pessoas verdadeiramente humildes que eventualmente podem dar a impressão de que não são humildes. Há pessoas pobres que aparentam ser ricas e outros têm muito dinheiro, mas não parecem. Provérbios 13.7 diz isso: Alguns fingem que são ricos e nada têm; outros fingem que são pobres, e têm grande riqueza.
O problema é que as aparências enganam tanto que acabam enganando quem vive delas. O religioso representa piedade e acaba se achando muito piedoso. Quem representa ser o que não é acaba acreditando. Tanto isso é verdade, que para convencer melhor alguém de uma mentira é preciso acreditar nela. Isso gera um grande perigo. Acabamos nos acomodando com o que parecemos. Nossa busca deixa de se concentrar no ser, passa a focar no parecer. 
Para que viver tentando parecer o que não é? O mais importante é quem somos para Deus. E Ele sabe realmente quem somos. Não podemos enganar ou impressionar a Deus. “O Senhor não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração” (1Sm 16.7). Diga não à vida de aparência. A vida é um presente de Deus para nós, não pode ser aparente, não pode ser fingida. Para mudar esta situação é preciso buscar primeiro conhecer quem realmente somos. Talvez ainda não saibamos. A partir daí, com a ajuda de Deus devemos buscar moldar a nossa vida segundo a vontade de Deus. Deixo então de ser quem sou, não para parecer com outra pessoa, mas para ser conforme a imagem de Deus. Deus nos dá uma nova identidade. Assim, poderemos ser verdadeiros mesmo que nossa aparência para alguns não seja reconhecida. 


A realidade deve tomar o lugar da ficção.