terça-feira, 6 de março de 2018

A Borboleta Orgulhosa

Deuteronômio 8.17-19

O Senhor dos Exércitos o planejou para abater todo orgulho e vaidade e humilhar todos os que têm fama na terra (Is 23.9).

A borboletinha era uma beleza, mas achava-se uma beldade. Devia, pelo menos, ser tratada como a rainha das borboletas, para que se sentisse satisfeita. Quanta vaidade, meu Deus! Não tinha amigos, pois qualquer mariposa que se aproximasse dela era alvo de risinhos e de desprezo. 
- Sim, você é formosa, borboletinha, mas não sabe usar essa qualidade como deveria. Isso vai destruí-la! - preveniu-a solenemente um sábio do bosque. 
A borboletinha não deu muita importância às palavras do sábio. Um dia, a profecia do sábio cumpriu-se. Um rapazinho esperto surpreendeu-a sozinha voando pelo bosque. Achou-a magnífica e com sua rede apoderou-se dela. Como é triste ver a borboletinha vaidosa atravessada por um alfinete, fazendo parte da coleção do rapaz! 
Algumas vezes, aquilo que temos de melhor pode ser o gerador de nossa maior derrota. Sucesso, e não fracasso, é o maior perigo que podemos enfrentar. As dificuldades nos fazem lembrar quem realmente somos. As conquistas podem nos confundir, nos fazendo pensar que somos melhores do que os outros. É muito fácil esquecer de onde viemos. Moisés diz ao povo: “Nunca se esqueçam”, “Não te ensoberbeças o teu coração e te esqueças do Senhor teu Deus”. O povo de Israel corria o perigo de, ao tomar posse da terra prometida, no meio do conforto, esquecer que vieram do deserto. Se estavam ali era porque Deus os fez tomar posse da nova terra. Moisés afirma para eles: “Não digas no teu coração: A minha força e o poder do meu braço me proporcionaram esta riqueza”.
No lugar do orgulho, devemos ter sempre a lembrança de que é o Senhor nosso Deus que nos dá força para fazer todas as coisas. Nossa vida, mais do que o resultado de nosso trabalho, é consequência da aliança que Deus fez conosco. Existimos, porque ele nos criou. Vivemos, porque ele nos sustenta a cada dia. 

O orgulho é capaz de iludir uma pessoa para depois destruí-la.