terça-feira, 5 de junho de 2018

Gangorra

Salmo 84.4-7

Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna (Rm 6.22).

“Há borrões de sol vermelho na loira manhã sem par, e a gangorra não descansa, sobe e desce sem parar…A gangorra é como a vida, nos movimentos que tece: quando eu desço, você sobe, quando eu subo, você desce…Você, que ficou no alto, não deve de mim sorrir, você terá que descer, quando eu tiver que subir!” (Gióia Júnior).
A gangorra é como a vida e a vida é como uma gangorra. Tempos incertos, um sobe e desce constante e inconstante. Não temos controle da nossa vida material no que diz respeito à saúde, finanças, desastres naturais e muitos outros acontecimentos. Muitas coisas parecem mesmo como uma gangorra. O poema de Gióia Júnior também lembra muito bem a tolice que é alguém que está em cima da gangorra sentir-se superior, se julgar melhor. Este mesmo que está em cima terá o momento de ficar em baixo. 
No que diz respeito à vida espiritual, com a ajuda de Deus, saímos de baixo e estamos subindo. A vida do cristão não deve ser como uma gangorra que hora está em cima, hora está em baixo. O Salmo 84 diz que quem vive na presença de Deus é feliz e no Senhor encontra força. “Prosseguem o caminho de força em força, até que cada um se apresente a Deus em Sião” (Sl 84.7). 
A vida então, no que se diz respeito a nossa fé, não deve ser um sobe e desce, desce e sobe. A cada dia podemos subir um pouco, conhecer mais de Deus, aprender os seus caminhos, praticar os seus mandamentos. Não que isso seja fácil. O peso de nossa natureza pecaminosa, às vezes, quer nos levar para baixo na gangorra. Mas se confessarmos os nossos pecados, o perdão de Deus tira todo seu peso. Por isso, Paulo disse que devemos resistir às tentações. E nunca devemos achar que somos fortes demais. “Assim, aquele que julga estar firme, cuide-se para que não caia!” (1Co 10.12). É preciso ser vigilante. 

Com Jesus sempre podemos subir.