quinta-feira, 23 de agosto de 2018

O progresso do pecado

Josué 7.19-22

Pois o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor (Rm 6.23).

Encontramos em Josué 7 a história de Acã. O texto diz que a ira de Deus acendeu-se contra Israel porque Acã, filho de Carmi, roubou algumas coisas. Ele tomou posse indevidamente de uma capa feita na Babilônia, dois quilos e quatrocentos gramas de prata e uma barra de ouro de seiscentos gramas. Um artigo de um jornal “A Mensagem” antigo, falando a respeito do pecado de Acã, faz a seguinte pergunta: Onde começou o pecado deste homem? A resposta é a seguinte: “O pecado deste homem não começou no primeiro momento, quando ele viu estas coisas, porque é bem possível que não pudesse escapar de ver. O pecado começou no momento seguinte, quando ele deixou os seus olhos fitarem nas coisas proibidas. O pecado não foi por ver, mas por olhar, e por continuar a olhar”. 
É verdadeira a afirmação que você já deve ter ouvido que diz: A tentação em si mesma não é pecado, mas o ato de ceder à tentação é o pecado. Acã cedeu à tentação, olhou, cobiçou, tomou para si e escondeu. “Se ele não cedesse à tentação da vista, ele não teria chegado ao pecado maior, de cobiçar. Se ele não cobiçasse, não procuraria tomar para si a coisa proibida. Se ele não a tomasse, não a esconderia” (Harold H. Cook).  
Esta progressão do pecado leva a morte. Foi o que aconteceu no caso de Acã. Devemos tomar cuidado para não ficarmos dando concessão ao pecado. Se fraquejarmos a cada tentação, cada vez ficará mais difícil de suportá-la. As consequências serão cada vez maiores, inclusive atingindo as pessoas mais próximas de nós. No caso de Acã, a ira de Deus se acendeu contra todo o povo de Israel. 
É importante lembrar: ser tentado não é motivo para nos sentirmos já em pecado. O próprio Jesus foi tentado e não pecou. Muitas pessoas já se sentem condenados só pelo fato de serem tentadas. Por isso, já vão logo cedendo à tentação. Sejamos sóbrios. Tentação não é pecado, desde que nos afastemos dela. 


Resistir à tentação, a única forma de apagar o seu fogo.