Beleza oculta


Provérbios 3.13-18

Quanto aos fiéis que há na terra, eles é que são os notáveis em quem está todo o meu prazer (Sl 16.3).

Um mestre disse a seu discípulo: — Olhe em volta e me mostre a coisa mais insignificante que pode notar. O discípulo observou o ambiente e falou: — Está vendo aquele tronco de árvore caído? Pois bem: aquilo, para mim, não faria a menor falta neste cenário. O mestre então lhe disse: Você ficará sentado a manhã inteira defronte a este tronco. Depois nos encontraremos para que me conte o que viu. O discípulo fez o que o mestre ordenou. Nos primeiros minutos, o que via era apenas um velho pedaço de madeira no chão. Aos poucos, contudo, começou a notar as formas que as fibras tomavam. Reparou, então, em algumas plantinhas que nasciam na extremidade do tronco. Lentamente, também percebeu algumas formigas e outros pequenos insetos sobre a superfície da madeira. As horas corriam e aquele pedaço de madeira, que parecia um a peça morta da natureza, carregava, na verdade, tanta vida e tanta beleza. O discípulo correu para a caverna, a fim de contar ao mestre o que vira. O mestre falou-lhe então: — Quantas vezes não deve ter se comportado assim em sua vida!? Quantas pessoas e coisas cheias de vida e beleza já devem ter estado à sua frente sem que reparasse, por preconceito ou inveja; por considerá-las mortas diante de você! Não podemos julgar nada pela primeira impressão. Apenas depois de mais familiarizados podemos efetuar algum tipo de julgamento sobre o que quer que seja.
Existem muitas formas de beleza. Algumas logo se destacam, outras são quase imperceptíveis. Somos mais atraídos por aquilo que está em evidência. Por isso, às vezes, julgamos erradamente, desprezamos grandes tesouros. Com um olhar dedicado e amável, poderemos enxergar a beleza oculta, detalhes que passam despercebidos em muitas situações. Existem muitos tesouros inexplorados bem perto de nós, basta dedicarmos mais tempo e atenção a eles. 

Os maiores tesouros podem ser explorados na palavra de Deus.